A clássica canção que está proibida de tocar no funeral de Santana, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de setembro de 2025
Com uma carreira que atravessa seis décadas, Carlos Santana já fez praticamente tudo o que um músico poderia sonhar: foi revelado em Woodstock, lançou sucessos eternos como "Oye Como Va" e "Black Magic Woman", venceu múltiplos prêmios e se tornou um dos guitarristas mais reconhecidos da história do rock. Ainda assim, aos 78 anos, ele surpreendeu ao revelar que ainda tem um item pendente em sua lista de desejos — e aproveitou para fazer um pedido inusitado sobre seu próprio funeral.
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Em entrevista a Dan Rather (via American Songwriter), o guitarrista contou que sonha em criar um canal de televisão global dedicado exclusivamente à beleza e à excelência da vida, algo inspirado no magnata Ted Turner. "Eu teria uma emissora que mostrasse apenas beleza, elegância, excelência, graça, dignidade, integridade. Não toda a porcaria de medo que passam nos outros canais", disse.
Santana foi ainda mais longe em sua descrição: "De manhã, começaria com uma mulher dando à luz, umas sete em sequência. O primeiro olhar seria o dos olhos da criança surgindo. Mostramos assassinatos o tempo todo e nos chocamos em mostrar nascimentos. Se tivesse essa capacidade, eu faria um canal 24 horas de excelência. Quanto mais você promove isso, mais as pessoas vão sentar diferente, em vez de pensarem ‘sou inútil, cheio de merda’. As pessoas podem ser programadas ou desprogramadas para reivindicar sua própria excelência divina".
Questionado sobre quais canções gostaria que fossem tocadas em seu funeral, Santana descartou de imediato uma das escolhas mais comuns: "Amazing Grace". "Vai me irritar", afirmou. "Não toquem essa porque eu não sou um pecador miserável. Então, não toquem. Nem por último."
No lugar, ele já tem a faixa perfeita: "Galaxy in Turiya", de Alice Coltrane. "Porque soa como se o céu estivesse se abrindo e eu estivesse recebendo uma ovação de pé lá em cima", disse, caindo na risada.
Conheça a história da música "Amazing Grace"
Considerada um dos hinos mais belos e populares do mundo, "Amazing Grace" atravessou séculos emocionando gerações, cristãs ou não. Sua melodia simples e marcante esconde uma origem surpreendente: foi escrita por John Newton, um ex-traficante de escravos britânico que, após uma vida marcada por rebeldia, sofrimento e vícios, encontrou redenção na fé e se tornou pastor anglicano. As informações são do Letras.Mus.
Lançada em 1772, a canção nasceu como testemunho pessoal de transformação e misericórdia divina. Com o tempo, ultrapassou o ambiente religioso, ganhou inúmeras versões e até chegou à Broadway, tornando-se símbolo universal de perdão, esperança e recomeço.
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