O membro que era a alma do Raimundos e o mais sacaneado, segundo Rodolfo
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de outubro de 2025
Durante entrevista ao Ticaracaticast, Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, relembrou com carinho e emoção a convivência com o baixista Canisso, falecido em 2023. O músico, que acompanhou Rodolfo desde os primeiros passos da banda, foi descrito como "a alma do Raimundos" - o integrante mais leal, mais tranquilo e também o mais zoado pelos colegas.
Segundo Rodolfo, o encontro com Canisso aconteceu ainda no começo da adolescência. "A gente sempre via o Canisso no Gilbertinho, uma balada da galera mais velha, dos punks de verdade. O legal dele é que dava moral pra gente, mesmo a gente sendo uns moleques. Ele já tinha quase 20 anos e mesmo assim andava com a gente, que tinha 15. Por causa da diferença de idade, ele era o mais zoado entre nós".

O vocalista disse que via o baixista como um irmão mais velho, alguém que o aconselhava e orientava, ainda que de forma um tanto torta. "Ele me ensinou a dirigir, me dava conselhos sobre mulher - uns conselhos errados pra caramba, mas dava. E o importante é que ele tava sempre ali, era calmo, ponderado, engraçado."
Rodolfo lembrou também do temperamento sereno e do jeito sociável de Canisso. "Ele era o tipo de pessoa que virava melhor amigo de todo mundo. Fazia amizade fácil, tinha um conhecimento geral muito louco, sabia de tudo. A gente discutia pra caramba, mas era divertido implicar com ele, porque ele nunca parava de argumentar. Era o mais sacaneado da banda, mas sempre levava na boa."
Raimundos a Canisso
Para Rodolfo, o baixista foi o verdadeiro coração do Raimundos. "O Canisso era a alma da parada. Foi a única banda que ele teve na vida. Eu e o Digão tocamos com outras pessoas, o Fred também, mas o Canisso só viveu o Raimundos. Ele saiu uma vez pra tocar comigo no Rodox e, quando eu parei, voltou pros Raimundos de novo. Era leal demais, verdadeiro. Ele acreditava na banda como ninguém."
O ex-vocalista encerrou dizendo que a presença de Canisso era essencial, tanto musical quanto emocionalmente. "Ele era o mais velho, mas com o espírito mais jovem de todos. Participava das nossas brincadeiras, não se colocava acima. Acho que o fato de ele andar com a gente, uns moleques sem noção, deixava ele eternamente novo. O Canisso era o mais verdadeiro de todos nós, o cara com o coração mais limpo, o irmão que todo mundo queria ter."
Confira a entrevista completa abaixo.
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