O álbum do Iron Maiden afetado negativamente pelo sucesso de Metallica e Slayer
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de outubro de 2025
O final da década de 1980 foi um momento de transformação para o heavy metal. Bandas veteranas como Iron Maiden, que vinham de uma sequência de álbuns icônicos, começaram a sentir o impacto da ascensão de um novo movimento: o thrash metal. Segundo o escritor Daniel Bukszpan, autor do livro "Iron Maiden at 50", o sucesso estrondoso de grupos como Metallica e Slayer fez com que álbuns do Maiden recebessem menos atenção do que mereciam, especialmente nos Estados Unidos.
Em entrevista ao Booked on Rock (via Ultimate Guitar), Bukszpan destacou como isso afetou a recepção de "Seventh Son of a Seventh Son' (1988). "Ele não foi tão popular nos EUA quanto no Reino Unido", explicou. "E o [Steve Harris], eu acho, acreditava que seria ainda maior que Somewhere in Time. Mas infelizmente, bem naquele momento, as coisas estavam começando a mudar nos EUA em termos de metal, e surgiam coisas como Metallica e Slayer."

O autor lembrou que a concorrência naquele ano foi feroz. "1988, quando Seventh Son saiu, foi o mesmo ano de …And Justice for All, do Metallica, South of Heaven, do Slayer, e State of Euphoria, do Anthrax. Esse foi realmente o momento em que o thrash metal chegou. Os fãs de metal ainda estavam ligados no Maiden e compraram o disco, mas aí vinha a 'nova garota bonita'. A mais jovem, mais sexy - você entende o que eu quero dizer."
Segundo Bukszpan, não foi apenas o Maiden que sofreu com essa mudança de atenção do público. "Eles superaram isso porque o Maiden supera tudo. Mas lembro que, naquela época, se você era fã de metal, a maior parte das conversas girava em torno de Metallica ou Slayer. E o material mais clássico - Judas Priest, Iron Maiden, Dio - começava… eu não diria a declinar, mas as pessoas estavam mais interessadas na novidade."
Mesmo assim, o escritor ressalta que o tempo foi generoso com o álbum. "Existem fãs do Maiden que juram por esse disco, que dizem: 'Esse é o melhor, é o definitivo'. E você não pode convencê-los do contrário. Eles vão brigar com você. Hoje em dia, todo mundo fala: 'Ah, eu sempre amei esse disco, desde o lançamento!'"
Bukszpan ainda comentou sobre a força das composições. "É um álbum realmente sólido, excelente do começo ao fim. Can I Play with Madness talvez seja minha faixa menos favorita, mas mesmo assim é uma canção forte. O resto do disco tem coisas incríveis. E se você gosta de álbuns conceituais, ele é unificado."
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