O álbum que Paul Stanley viu como a grande volta por cima do Kiss
Por Bruce William
Postado em 17 de novembro de 2025
No começo dos anos 80, o cenário pro Kiss estava bem diferente daquele auge da década anterior. A banda ainda tinha nome forte, mas a sequência de discos após "Dynasty" (1979) vinha mostrando que nem sempre a marca garantia um álbum à altura. "Unmasked" (1980) recebeu uma recepção morna, Peter Criss já não tocava de fato nas gravações e a sensação era de que o grupo estava tentando se adaptar a uma fase mais pop sem saber exatamente até onde ir.
O passo seguinte acabou complicando ainda mais as coisas. Em 1981, o Kiss lançou "Music From The Elder", uma investida conceitual com pegada mais próxima do rock progressivo, que confundiu parte dos fãs e da crítica. Eric Carr havia assumido as baquetas, Ace Frehley já se afastava e o disco soava como tudo, menos como aquele Kiss que muita gente associava a riffs simples, peso e refrões diretos.

Foi nesse clima que a banda decidiu reagir. Precisavam de um álbum que recolocasse o grupo no terreno do hard rock pesado, sem tantos desvios. Ace Frehley deixaria o time, Vinnie Vincent entraria no processo de composição e gravação, e o resultado foi "Creatures of the Night", lançado em 1982. Anos depois, Paul Stanley lembraria esse disco como o momento em que o Kiss retomou o rumo.
Falando à Guitar World em 1992 (via Far Out), ele resumiu o que significou sair de "The Elder" para o álbum seguinte: "Nós estávamos saindo do álbum 'Music From The Elder', que foi uma curva à esquerda por uma rua muito escura pra nós", disse. A partir dali, segundo ele, ficou mais fácil enxergar os limites do que fazia sentido - e do que não fazia - para a banda.
Na mesma entrevista, Stanley explicou como enxerga "Creatures of the Night" dentro dessa retomada: "Depois disso, quem nós éramos e quem não éramos ficou mais claro pra nós. Nós precisávamos voltar pra casa - e eu acho que fizemos isso com vontade em 'Creatures of the Night'. Foi um álbum muito pesado, sombrio, e provavelmente foi minha primeira declaração real de quem nós éramos. Há uma certa ferocidade em muito daquele material, como a faixa-título, 'Danger' e 'War Machine'."
Mesmo que os problemas de formação e os altos e baixos tenham continuado ao longo da década, "Creatures of the Night" ficou marcado como o momento em que o Kiss decidiu abandonar experimentos que não funcionavam e recuperar a identidade baseada em guitarras altas, clima sombrio e músicas feitas pra soar fortes no palco. É esse o disco que Paul Stanley coloca como verdadeira volta por cima depois de uma das fases mais confusas da carreira da banda.
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