A influência subliminar que Slash admite em seu trabalho; "eu gostava quando criança"
Por Bruce William
Postado em 05 de novembro de 2025
Antes da cartola e das Les Paul, existia o ouvinte: o moleque que rebobinava fitas, decorava viradas e guardava timbres sem saber. Anos depois, quando a caneta virou guitarra, essas memórias começaram a reaparecer no estúdio, não como uma mera cópia, mas como aquela impressão que fica debaixo da pele e puxa a mão sem pedir licença.
Ele já disse que não nasceu pensando em ser guitarrista. Mesmo assim, aquilo que ouviu na infância ficou guardado e reapareceu mais tarde, quando começou a compor. "Uma que realmente teve impacto em mim foi o disco 'Led Zeppelin II'. A música que mais significa para mim porque teve um impacto enorme é 'Whole Lotta Love'", disse Slash em fala destacada na Far Out.

O guitarrista descreve isso como um efeito subterrâneo, que só percebeu depois de pegar a guitarra de verdade: "Acho que isso aponta para algo meio subliminar que, mais tarde, quando comecei a tocar, foi o que me atraiu. Então muita música de que eu gostava quando criança, sem pensar em tocar guitarra, acabou tendo uma influência enorme em mim."
A tal influência não fica restrita ao Guns N' Roses. Ao longo da carreira solo, ele manteve um estilo que conversa com diferentes vozes e formatos, sem abandonar o núcleo de riffs e fraseados que remetem ao que aprendeu ouvindo Jimmy Page: peso, repetição hipnótica e espaço para variações.
Quando fala do Zeppelin, Slash não está sozinho. Boa parte do hard rock que veio depois bebeu da mesma fonte: riffs diretos quando precisa, clima viajante quando a música pede. No caso dele, "Whole Lotta Love" virou um imã: a cada ideia nova, alguma peça sonora puxa para aquele molde.
No fim, a confissão é simples: a "influência subliminar" não é um truque; é memória musical atuando por baixo da superfície. E, no caso de Slash, essa memória tem nome e endereço: Jimmy Page, 1969, lado A - "Whole Lotta Love".
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