A resposta de Rafael Bittencourt sobre possibilidade de Bruno Valverde deixar a banda
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de dezembro de 2025
O Angra sempre foi uma banda marcada por mudanças, reencontros e rearranjos que refletem não apenas decisões artísticas, mas também os desafios práticos de manter um grupo ativo em escala internacional. Foi dentro desse contexto que Rafael Bittencourt falou abertamente sobre a situação do baterista Bruno Valverde em entrevista ao canal Tenho Mais Discos Que Amigos, em parceria com o Amplifica.
Durante a conversa, a jornalista levantou uma questão direta sobre o assunto, perguntando especificamente se o fato de Bruno morar atualmente nos Estados Unidos poderia dificultar a logística do Angra e, consequentemente, colocar em risco sua permanência na banda.

Rafael foi claro ao afirmar que nunca adotou uma postura de "segurar" músicos contra a vontade deles. "Eu não seguro nenhum dos membros. Eu nunca segurei", explicou. Segundo o guitarrista, quando alguém manifesta o desejo de sair, não há como impedir. "A pessoa está livre", resumiu, deixando claro que essa lógica vale para todos, inclusive para ele próprio dentro do Angra.
Angra e Bruno Valverde
O músico ressaltou que ninguém está "preso" à banda e que as ambições pessoais de Bruno Valverde são legítimas. Atualmente radicado nos EUA, o baterista tem ampliado sua atuação internacional e participado de outros projetos, algo que Rafael diz acompanhar com apoio. "Ele faz turnês lá com o Richie Kotzen, faz outros trabalhos e está indo muito bem. A gente torce por ele", comentou.
Sobre a logística, Rafael explicou que a banda tenta constantemente criar cronogramas e acordos para que os compromissos individuais não interfiram no funcionamento do Angra. No entanto, ele reconheceu que pode haver um limite. Caso a agenda de Bruno fique incompatível com os compromissos do grupo, o assunto precisaria ser tratado em conversa franca, como já aconteceu no passado com outros integrantes. "Diferenças de objetivos acontecem, isso é natural", afirmou.
Bittencourt também destacou que forçar situações é sempre o pior caminho. Para ele, insistir quando o desgaste já se instalou só leva a rupturas traumáticas. "Não acho legal forçar a barra até morrer o afeto, o respeito e a amizade. Depois você precisa de um cataclisma para se desvincular, e isso é muito ruim", disse, reforçando a importância de preservar relações pessoais mesmo diante de mudanças profissionais.
A entrevista ainda abriu espaço para falar sobre o futuro do Angra em termos mais amplos, incluindo a possibilidade de formações flexíveis e participações pontuais de músicos ligados à história da banda. Rafael afirmou que não deseja um modelo rígido daqui para frente, mas sim mais mobilidade para celebrar diferentes fases e formações, de acordo com a conveniência e o momento de cada um.
Confira a entrevista completa abaixo.
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