A banda que fizeram Ozzy acreditar que o Black Sabbath jamais conseguiria alcançar
Por Bruce William
Postado em 09 de dezembro de 2025
Hoje em dia é fácil olhar para o Black Sabbath como uma das bases do rock pesado, mas nos anos 70 essa percepção não era tão óbvia nem para a imprensa, nem para a própria banda. E é justamente aí que a memória do Ozzy ganha peso: quando o reconhecimento histórico ainda não estava "garantido", o que valia era o que a banda sentia na pele em turnês, contratos e bastidores.
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Ozzy Osbourne sempre teve aquela imagem pública meio torta entre o assustador e o caricatural, mas isso costuma esconder um detalhe simples: ele sempre entendeu muito bem o mundo duro que cercava uma banda do porte do Black Sabbath. E, quando fala sobre os anos clássicos do Sabbath, ele não romanceia o que aconteceu nos bastidores. O sucesso musical estava lá, mas a sensação amarga de ser "menor do que era" também, alimentada por gente que deveria proteger o grupo e acabou ajudando a diminuir a própria percepção interna do tamanho que eles já tinham conquistado.
A história que ele conta tem menos a ver com rivalidade musical e mais com hierarquia criada por gente de gravata. O Sabbath já tinha público, repertório e impacto, mas mesmo assim foi empurrado para um lugar sem tanto destaque por quem cuidava do dinheiro e da logística. Esse tipo de crença, quando colada por muito tempo, vira quase uma verdade interna: a banda começa a aceitar limitações que não necessariamente existem.
Ozzy resumiu isso com uma lembrança bem direta, com transcrição da Far Out: "A administração que tínhamos nunca nos fez perceber o quão grandes éramos. A gente sempre achava que era menor do que o Zeppelin. A gente até dividia quartos, pelo amor de Deus, por muitos anos, até exigirmos nossos próprios quartos. Fomos roubados de forma implacável..." E completou com uma frase que não deixa muita margem para dúvida sobre o nível de saturação dele com os antigos empresários: "Eu disse ao meu ex-empresário: 'Eu gostaria de ser beijado quando estão me fudendo'"
É fácil entender por que esse tipo de narrativa pegava. Na imprensa de rock da época, o Sabbath nem sempre era tratado com o mesmo respeito crítico destinado ao Zeppelin. Isso criava um terreno perfeito para empresários venderem a ideia de que o grupo devia aceitar menos, pedir menos, se contentar com menos. E, quando a banda está girando a máquina de shows sem parar, às vezes não sobra tempo nem energia para perceber o tamanho do assalto.
Ao mesmo tempo, esse acúmulo de tensão e desconfiança acabava indo para onde o Sabbath sempre foi mais perigoso: o estúdio. Na leitura do próprio Ozzy, a fase em que os processos e a exploração apertaram o cerco coincide com um tipo de agressividade criativa que aparece com força em músicas daquele período. A raiva não ficou só na conversa; virou combustível artístico.
No fim das contas, o que essa lembrança mostra não é que o Black Sabbath realmente estivesse abaixo do Led Zeppelin como banda ou fenômeno musical, mas que foi levado a acreditar nisso durante tempo demais. E quando Ozzy conta essa história hoje, o alvo não é o Zeppelin, mas sim a engrenagem que fez uma das bandas mais influentes do rock pesado passar anos achando que precisava pedir licença para existir no mesmo andar.
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