RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Bullet for My Valentine anuncia relançamento do EP "Hand of Blood"

Rock in Rio confirma Avenged Sevenfold e Bring Me the Horizon

O show do Jinjer que ficou marcado na memória de Tatiana Shmayluk

Stanley Simmons lança videoclipe para "Body Down"

São Paulo pode ter mega show como Copacabana; Stones, U2 e Foo Fighters são cotados

O bastidor bizarro envolvendo músico do Brasil e P!nk: "Eu estava de cueca e o Slash entrou"

Van Halen anuncia edição expandida do álbum "5150"

Vader fará três shows no Brasil em maio; confira datas e locais

Fita com registro de ensaio de Ozzy Osbourne em 1979 é encontrada

O motivo que levou Fabio Lione a quase sair do Angra em 2023, segundo Marcelo Barbosa

O cara que, com David Bowie, fazia a dupla ser como Axl Rose e Slash

Blaze Bayley anuncia que não fará mais meet & greets e sessões de autógrafos gratuitas

A lendária banda de rock progressivo que quase anunciou Jimi Hendrix como guitarrista

O momento turbulento em que Doro Pesch decidiu seguir carreira na música

"I Was Made For Lovin' You", do Kiss, ultrapassa um bilhão de views no YouTube


Stamp
Bangers Open Air

"Vale a pena gastar salário mínimo no show?": Andre Barcinski critica preço do AC/DC em SP

Por
Postado em 05 de dezembro de 2025

Pagar um salário mínimo para ver um show de rock virou, aos poucos, algo normal no Brasil - e isso está incomodando muita gente. Em vídeo recente publicado em seu canal, o jornalista e produtor cultural Andre Barcinski levantou a pergunta que muitos fãs fazem na surdina: "Vale a pena gastar um salário mínimo para ver um show de uma banda, mesmo que essa banda seja o AC/DC?". A provocação veio a partir dos valores da turnê "Power Up" no Estádio do MorumBIS, em São Paulo, marcada para 2026, cuja faixa de preços já vinha gerando debate entre os fãs.

AC/DC - Mais Novidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Barcinski pegou como exemplo o show do AC/DC no MorumBIS: arquibancada a R$ 850 (sem taxas), pista a R$ 1.350 e cadeiras superiores e inferiores a R$ 1.490 e R$ 1.590, respectivamente. Com taxa de conveniência e parcelamento, o valor facilmente encosta em R$ 1.600 na pista e se aproxima dos R$ 2.000 nas cadeiras mais caras. "O ingresso mais caro para ver o AC/DC no Morumbi vai sair, com taxa e tal, por volta de dois mil reais por ingresso", resumiu. Em paralelo, o salário mínimo em 2025 está em R$ 1.518, o que torna inevitável a comparação entre um mês de trabalho formal e uma noite de show.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal
Sharon McCutcheon @ unsplash.com
Sharon McCutcheon @ unsplash.com

Para fugir da impressão de que o problema é exclusivo do AC/DC, Barcinski citou outras atrações de estádio: Oasis, Limp Bizkit, Linkin Park, My Chemical Romance e afins, todos orbitando valores parecidos de pista, geralmente na casa dos R$ 1.000 com taxas. Ele contou, por exemplo, que pagou "algo perto de mil reais, parcelado no cartão" para que a filha pudesse ver o My Chemical Romance no Allianz Parque. "Hoje é normal você gastar perto de um salário mínimo para comprar um ingresso de pista para qualquer desses grandes shows", comentou, reforçando que a crítica não é a uma banda ou produtora específica, mas a um modelo inteiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O jornalista fez então um exercício de comparação histórica. A última passagem do AC/DC pelo Morumbi havia sido em 2009, na turnê do álbum Black Ice. Na época, o ingresso de pista custava R$ 250. Atualizando esse valor pelo IPCA, Barcinski calculou que o mesmo tíquete deveria hoje estar em torno de R$ 617 - menos da metade dos R$ 1.350 cobrados para a pista em 2026. "Ou seja, um ingresso dobrou de valor real", concluiu, destacando que o aumento vai muito além da simples correção inflacionária.

A conta fica ainda mais pesada quando entra o salário mínimo na equação. Barcinski lembrou que, em 2009, o mínimo era de R$ 465. Com esse valor, era possível comprar quase dois ingressos de pista (R$ 250 cada). Hoje, com o mínimo em R$ 1.518, o mesmo trabalhador mal consegue comprar um ingresso inteiro para a pista, sem incluir taxas. "Antes, com um salário mínimo você comprava quase dois ingressos pro AC/DC. Hoje, compra um só", sintetizou, usando o exemplo como símbolo de como o show de estádio foi se tornando um luxo progressivamente mais inacessível para boa parte do público.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Ingressos do AC/DC muito caros?

Na segunda metade do vídeo, Barcinski olha para as causas estruturais do fenômeno. Ele cita a disparada do dólar - que saiu da casa de R$ 1,80 em 2009 para mais de R$ 5,00 nos últimos anos - como um dos principais fatores para o encarecimento de turnês internacionais. Soma-se a isso a transformação da indústria fonográfica com a digitalização e o streaming: "Antigamente, bandas excursionavam para vender disco. Hoje, os shows representam uma fatia muito maior do faturamento dos artistas", lembra. Com a queda brutal da receita de venda física, o palco virou a principal fonte de renda, e os ingressos acompanharam essa virada.

Outro ponto levantado é a concentração de poder nas mãos de gigantes como a Live Nation e a Ticketmaster, que controlam simultaneamente produção, casas de show e venda de ingressos em vários países. "Poucas empresas controlam uma fatia gigantesca do mercado", observa Barcinski, o que, na visão dele, contribui tanto para a elevação de custos quanto para a falta de alternativas ao modelo atual. Ele também menciona o efeito da pandemia: passagens mais caras, fretes elevados, mais restrições de bagagem e logística geral de turnê muito mais dispendiosa do que há cinco ou seis anos, cenário que afeta diretamente qualquer banda que precise cruzar fronteiras para tocar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Diante desse quadro, Barcinski se mostra pessimista quanto a uma mudança estrutural a curto prazo. "A tendência é que as coisas só piorem", diz, prevendo cachês cada vez mais altos em megafestivais turbinados por patrocínios e, consequentemente, ingressos ainda mais caros. A "solução", segundo ele, é muito menos um plano macro e muito mais uma postura individual de cada fã: "Incentivar e ir a pequenos clubes, parar de ir nesses mega festivais que cobram salário mínimo, incentivar as cenas locais e tentar fugir um pouco dessa grandiosidade, dessa coisa monopolista…". Para o jornalista, apoiar a base - bandas menores, casas pequenas, cenas alternativas - pode ser uma maneira concreta de continuar vivendo música ao vivo sem transformar cada show em uma decisão financeira traumática.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Confira o vídeo completo abaixo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Bad Religion


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.
Mais matérias de Gustavo Maiato.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS