A crítica hipócrita que Roger Waters faz a Bob Dylan: "Não assisto, é perturbador"
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de julho de 2026
Dois dos maiores compositores da história da música sempre demonstraram respeito mútuo, mas isso não significa que Roger Waters seja fã de tudo o que Bob Dylan faz no palco. Em uma declaração resgatada pela Far Out Magazine, o ex-baixista e principal letrista do Pink Floyd explicou por que decidiu parar de assistir às apresentações do colega.
Pink Floyd - Mais Novidades
Na matéria publicada pelo jornalista Tim Coffman, Waters afirma que o problema não está nas composições de Dylan, que ele admira profundamente, mas na forma como o cantor costuma reinventar seus clássicos ao vivo. Para o músico britânico, as mudanças são tão radicais que acabam dificultando o reconhecimento das canções. "É por isso que eu não vou mais ver Bob Dylan, porque não gosto de ficar sentado tentando descobrir que droga de música ele está tocando", declarou.
Waters explicou que sua filosofia como artista sempre foi diferente. Segundo ele, quando leva músicas antigas ao palco, procura partir da versão gravada em estúdio e só faz alterações quando existe um bom motivo. "Eu sempre começava a partir da gravação e só fazia mudanças se houvesse uma boa razão", afirmou.
O ex-Pink Floyd foi ainda mais específico ao descrever sua experiência assistindo a Dylan. "Depois de uns cinco minutos ouvindo, você pensa: 'Meu Deus, é "Blowin' in the Wind"'. Eu amo tanto as gravações que acho isso perturbador demais. Se eu vou tocar algumas dessas músicas antigas, gosto que elas sejam bem reconhecíveis", disse.
A observação chama atenção porque Dylan é conhecido justamente por transformar completamente seus arranjos ao vivo. Ao longo das últimas décadas, o vencedor do Nobel de Literatura passou a alterar melodias, ritmos, tonalidades e até a forma de cantar seus maiores sucessos, surpreendendo - e por vezes confundindo - parte do público.
A própria Far Out observa que a crítica de Waters pode soar contraditória para alguns fãs. Afinal, recentemente ele lançou uma nova versão completa de "The Dark Side of the Moon", reinterpretando um dos discos mais importantes da história do rock sob uma perspectiva bastante diferente da gravação original. Ainda assim, o músico deixa claro que, quando sobe ao palco, prefere preservar a identidade das canções que marcaram gerações.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O álbum que talvez seja a definição mais perfeita do rock progressivo
Os 59 anos de idade de Gene Hoglan, um dos maiores bateristas do heavy metal de todos os tempos
O estilo musical que Geddy Lee considera uma aula sobre como tocar baixo
O baterista que Dave Lombardo, ex-Slayer, considera o "número 1"
A banda alemã da qual John Lydon (Sex Pistols) tentou fazer parte
"Estou velho": Geoff Tate explica decisão de abandonar "Operation Mindcrime"
Joe Lynn Turner opina sobre reencontro de Ritchie Blackmore com o Deep Purple
Summer Breeze vende todos os ingressos para a edição 2027 em tempo recorde
Michael Sweet recusa King Diamond, mas aceita tocar junto
O álbum do Sepultura que influenciou o lendário Glenn Tipton do Judas Priest
Como Regis Tadeu contou ao próprio Tim "Ripper" Owens que odiou o som do KK's Priest?
O guitarrista que Geddy Lee considera o "músico definitivo" do rock
A controversa música "pró-Israel" gravada por Scott Ian, guitarrista do Anthrax
Guitarrista do Every Time I Die morre durante evento de wrestling
Como o Dead Kennedys influenciou o Slayer, segundo Dave Lombardo

Roger Waters joga contra seu legado em releitura desastrosa de "Dark Side of the Moon"
Os três astros de Hollywood por quem Roger Waters não tinha o menor interesse
A obra-prima do Pink Floyd que Roger Waters considerava mais dele do que da banda
O disco dos anos 60 que Roger Waters disse ter mudado profundamente o Pink Floyd
O clássico do Pink Floyd que marcou profundamente o tecladista Richard Wright
A música do Pink Floyd que David Gilmour mais gostava de tocar ao vivo
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
As três músicas que resumem as três diferentes fases do Pink Floyd
McLaren batida em um muro pelo baterista do Pink Floyd é vendida por R$ 188 milhões
Roger Waters explica por que considera que "Wish You Were Here foi o último álbum do Pink Floyd"
O apelido que David Gilmour odeia ser chamado - e Roger Waters chama
O álbum de rock bom de ouvir em casa só que é um tédio ao vivo, segundo Edu Falaschi


