O álbum do Judas Priest que não fez sucesso no lançamento, mas virou um clássico
Por João Renato Alves
Postado em 02 de agosto de 2026
Lançado em 3 de setembro de 1990, "Painkiller" foi o 12º álbum de estúdio do Judas Priest. O trabalho mostrou a banda investido em uma sonoridade mais pesada, influenciada pelas mudanças que aconteciam no mundo do heavy metal à época. Hoje, o disco é considerado um clássico, mas nem sempre foi assim. Ex-guitarrista do grupo, K.K. Downing lembrou a morna recepção inicial durante entrevista à BraveWords.

"Hoje é um de nossos álbuns mais comentados pelos fãs, mas não fez tanto sucesso logo quando saiu. Foi um passo em direção ao lado mais pesado do metal, o que assustou nosso público mais tradicional. Era a época em que começou a surgir nomes como o Pantera, que saiu em turnê conosco no período."
Falando nos shows, eles refletiram esse estranhamento inicial, como recordou o instrumentista. "Voltamos a tocar em clubes, ninguém sabia quem éramos. Foi um momento de transição, com o crescimento de estilo mais alternativos, como o death, speed e metal industrial. Éramos comparados a esses artistas. Mas o tempo fez justiça."
"Painkiller" marcou a estreia do baterista Scott Travis e a despedida do vocalista Rob Halford, que retornaria na década seguinte. A produção ficou a cargo de Chris Tsangarides, que havia sido engenheiro de som em "Sad Wings of Destiny" (1976). Desde "Killing Machine/Hell Bent for Leather" (1978) o grupo trabalhava exclusivamente com Tom Allom.
O álbum vendeu cerca de 2 milhões de cópias, ganhando discos de ouro nos Estados Unidos e Canadá – o polêmico "Turbo", lançado quatro anos antes, faturou platina nos dois territórios, apesar das críticas. A turnê marcou a primeira passagem do Judas Priest pelo Brasil, tocando na segunda edição do Rock In Rio.
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