James Hetfield relembra os excessos dos anos 80 e a convivência turbulenta com Lars Ulrich
Por Bruce William
Postado em 04 de agosto de 2026
O sucesso trouxe ao Metallica muito mais do que palcos maiores e discos vendidos aos milhões. Durante a segunda metade dos anos oitenta, festas, álcool e drogas passaram a ocupar um espaço cada vez maior na rotina do grupo, até que aquilo deixou de ser apenas diversão.
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James Hetfield contou à Guitar World que a mudança ocorreu depois de "Master of Puppets", quando a banda excursionou com Ozzy Osbourne e começou a liderar suas próprias turnês. "De repente, tudo estava disponível para nós: festas, qualquer coisa. Fomos sugados por aquilo", recordou.
O vocalista disse que nunca se interessou por drogas pesadas, mas teve uma experiência ruim com maconha ainda no ensino médio. Depois de fumar cinco baseados antes de um ensaio, ficou convencido de que sua banda estava tocando a mesma música havia meia hora. "Entrei em pânico. Não gostei", afirmou.
Lars Ulrich, por outro lado, teve contato com cocaína, e Hetfield não guarda exatamente boas lembranças daquela versão do baterista. Questionado sobre como Lars se comportava sob o efeito da droga, respondeu: "Falante? Ainda mais, se isso for possível. Eu não gostava de ficar perto dele quando estava usando aquilo."
Hetfield também reconheceu que sua própria relação com o álcool era destrutiva. Segundo ele, a noite começava num clima alegre, mas terminava com agressividade, brigas e vontade de quebrar tudo. "Eu começava como o palhaço e depois virava o punk anarquista que queria destruir tudo e machucar as pessoas."
Parte dessa violência acabava atingindo o próprio Lars. Os dois discutiam, se empurravam e jogavam objetos um contra o outro, numa maneira nada saudável de liberar ressentimentos acumulados. Hetfield explicou que ambos queriam atenção, mas usavam estratégias diferentes: Lars tentava conquistar as pessoas, enquanto ele preferia intimidá-las.
Essa diferença ficou ainda mais evidente quando o Metallica se aproximou do Guns N' Roses. Hetfield via a banda de Axl Rose como parte de tudo o que o grupo dizia rejeitar em Los Angeles, enquanto Lars circulava e tirava fotos com seus integrantes. Na turnê conjunta de 1992, o contraste aumentou. Hetfield lembrou que Axl gastava dezenas de milhares de dólares em festas com banheiras de hidromassagem nos bastidores. Ele preferia beber a cerveja disponível, jogar sinuca e ir embora antes que o Guns N' Roses terminasse o show.
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