Steve Harris defende o criticado álbum do Iron Maiden que foi gravado num celeiro
Por Bruce William
Postado em 03 de agosto de 2026
"No Prayer for the Dying" costuma aparecer perto do fim das listas de melhores álbuns do Iron Maiden, mas Steve Harris continua longe de concordar com essa avaliação. Para o baixista, o disco lançado em 1990 é mais forte do que a reputação construída ao longo das décadas.
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O trabalho marcou uma ruptura clara com "Somewhere in Time" e "Seventh Son of a Seventh Son". Depois de produções grandiosas, sintetizadores e shows cada vez maiores, o grupo decidiu reduzir a escala e buscar uma sonoridade mais direta.
"Acho que é um álbum realmente forte", afirmou Harris à Metal Hammer (via Ultimate Classic Rock). "Naquela época, havíamos ficado enormes, com todos aqueles shows grandiosos, e estávamos tentando voltar um pouco ao básico."
Segundo ele, a mudança também foi influenciada por "Tattooed Millionaire", primeiro disco solo de Bruce Dickinson. "Se eu for totalmente honesto, acho que houve uma leve influência do álbum solo do Bruce, no qual ele tentava fazer algo mais básico."
Harris percebeu ainda que Dickinson adotava uma interpretação mais áspera em algumas músicas daquele trabalho. "Pensei que poderia escrever algo no qual ele também cantasse com aquela voz mais rouca", explicou.
A banda gravou "No Prayer for the Dying" num celeiro localizado na propriedade de Harris, usando o estúdio móvel dos Rolling Stones. A intenção era capturar uma sensação próxima à de uma apresentação ao vivo, mas o baixista acredita que faltou um detalhe: "Provavelmente deveríamos ter colocado barulho de plateia, porque teria soado mais como um verdadeiro álbum ao vivo."
Ele citou o vídeo de "Tailgunner", que recebeu sons de público e, segundo sua lembrança, ganhou bastante com isso. Ainda assim, Harris não parece disposto a recuar diante das críticas: "Quando alguém diz que não gosta de alguma coisa, isso me faz abraçá-la ainda mais. Você precisa acreditar no que faz, não precisa?"
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