Mick Jagger não volta atrás após crítica aos Beatles: "Às vezes eu digo a verdade"
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de agosto de 2026
A rivalidade entre Beatles e Rolling Stones ajudou a definir os anos 1960, mas nunca impediu que seus integrantes reconhecessem a importância uns dos outros. Mick Jagger, por exemplo, já fez elogios frequentes aos antigos rivais, mas isso não significa que tenha abandonado críticas feitas ao longo dos anos.
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Em entrevista à revista NME, repercutida pelo Ultimate Guitar, o vocalista foi lembrado de uma declaração antiga em que definiu os Beatles como "blasé and big-headed" ("arrogantes e cheios de si"). Ao ser questionado se mudaria de opinião hoje, respondeu em tom bem-humorado: "É isso, acabou para eles!", brincou, antes de acrescentar: "Às vezes eu digo a verdade."
Apesar da provocação, Jagger fez questão de destacar o papel histórico do quarteto de Liverpool. "Eles fizeram muitas coisas grandiosas e abriram muitos caminhos. Não dá para negar isso", afirmou. Segundo o cantor, os Beatles mudaram a forma como bandas britânicas eram vistas nos Estados Unidos.
"Eles abriram todos esses caminhos e mostraram que aquilo era possível. Antes deles, não era possível", explicou. Jagger lembrou que o mercado americano era praticamente fechado para artistas britânicos até a explosão da Beatlemania, fenômeno que acabou beneficiando também grupos como os Rolling Stones.
Na mesma entrevista, o vocalista também fez uma autocrítica aos primeiros passos de sua própria banda. Ao comentar "Come On", compacto lançado em 1963 e primeiro single dos Rolling Stones, Jagger foi direto: "Era muito ruim."
O cantor contou ainda que recentemente ouviu algumas gravações antigas da banda em um toca-discos antigo e ficou decepcionado com o resultado. "Algumas dessas faixas soam realmente horríveis. É simplesmente o som delas. Talvez em um bom aparelho fiquem melhores, mas naquela máquina soavam terríveis", comentou.
Mesmo mantendo as provocações aos Beatles, Jagger demonstrou que elas convivem com o respeito pela importância do grupo. Tanto que, nas últimas décadas, voltou a colaborar com Paul McCartney, que participou dos álbuns "Hackney Diamonds" (2023) e "Foreign Tongues", reforçando que a rivalidade histórica nunca impediu o reconhecimento mútuo entre duas das maiores bandas da história do rock.
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