Produtor diz para fãs olharem para os EUA "antes de chorar" pelo alto valor de ingressos
Por Emanuel Seagal
Postado em 04 de fevereiro de 2026
A sensação de que o bolso e o cartão de crédito do headbanger estão sendo mais castigados a cada anúncio de turnê não é mera impressão. Uma reportagem publicada pelo portal G1 mostrou os motivos por trás do aumento nos preços dos shows internacionais no Brasil. Entre inflação global, custos logísticos e a "meia-entrada", um produtor ouvido pela reportagem foi enfático ao comparar o cenário nacional com o mercado norte-americano: "Antes de chorar, olha quanto estão pagando os outros fãs dos Estados Unidos".

O peso da estrutura e o fim da era do CD
Para entender o aumento, é preciso olhar para a mudança no modelo de negócios da música. Com o streaming pagando muito pouco, as turnês tornaram-se a principal fonte de renda dos artistas.
Na disputa pela atenção do público, as produções dos shows se tornaram cada vez maiores. O transporte de toneladas de equipamento, som, luz e vídeo, aliado à alta nas passagens aéreas e hotéis pós-pandemia e conflitos globais, aumentou consideravelmente os custos.
Segundo o levantamento, enquanto a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2026 gira em torno de 20% a 25%, os ingressos para ver o Iron Maiden em São Paulo subiram cerca de 49% no mesmo período.
A meia-entrada e os impostos
O Brasil possui particularidades que inflacionam ainda mais o ingresso. A lei da meia-entrada obriga promotores a elevarem o preço da inteira para fechar a conta, segundo explicou um produtor ao G1. Além disso, a tributação no país incide sobre o valor bruto do cachê do artista. Em alguns países da Europa, os impostos são cobrados sobre o lucro líquido, após descontar as despesas.
Isso sem contar as taxas de serviço e conveniência, que adicionam de 20% a 30% ao valor final, uma prática que vem sendo investigada pelo Procon-SP.
"Lá fora é pior"
Apesar das reclamações dos fãs, o produtor entrevistado ressalta que o mercado dos EUA é ainda mais agressivo, devido ao "preço dinâmico" - prática na qual o valor do ingresso flutua conforme a demanda.
"Eu sempre digo para todo mundo: antes de chorar, olha quanto estão pagando os outros fãs dos Estados Unidos, que são realmente o mercado mais caro. É onde os artistas fazem a festa, onde eles vão mais ganhar. Menos impostos, mais mercado, cobra-se mais caro, tem melhor infraestrutura para receber os shows", afirmou o produtor ao G1.
Analisando esse panorama, sem perspectiva de melhora, só resta ao fã brasileiro escolher quais shows cabem no orçamento.
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