O álbum dos anos setenta que Geddy Lee disse ser a maior decepção musical de sua vida
Por Bruce William
Postado em 13 de agosto de 2026
Geddy Lee jamais escondeu o quanto Chris Squire e o Yes foram importantes para sua formação musical. Ao ouvir aquele baixo ocupando um espaço enorme nas músicas, percebeu que o instrumento podia fazer muito mais do que simplesmente sustentar guitarra e bateria. Mas nem toda experiência com os grandes nomes daquela geração deixou boas lembranças.
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Outro grupo que Lee acompanhava com admiração era o Emerson, Lake & Palmer. Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer haviam passado a primeira metade dos anos 70 construindo uma reputação baseada em composições extensas, arranjos ambiciosos e shows de proporções gigantescas.
O cenário mudou bastante na segunda metade da década. Com o punk atacando justamente os excessos associados a grupos como ELP e o mercado procurando sons mais imediatos, a banda acabou pressionada a entregar algo com maior potencial comercial.
O resultado foi "Love Beach", lançado em 1978. Gravado nas Bahamas enquanto os integrantes viviam como exilados fiscais, o disco surgiu também em meio a obrigações contratuais com a Atlantic. A tentativa de aproximar o ELP de uma linguagem mais acessível não funcionou como esperado e o grupo se separaria no ano seguinte.
Para Geddy Lee, a experiência como ouvinte foi particularmente dolorosa. "Emerson, Lake & Palmer teve um álbum notoriamente decepcionante, 'Love Beach'. Eu era um grande fã de ELP, mas aquele realmente me fez torcer o nariz", contou à revista Prog, em declaração recuperada pela Far Out, onde Lee chegou a considerá-lo sua maior decepção musical.
Keith Emerson também não faria grande esforço para defender o trabalho posteriormente. O tecladista descreveu "Love Beach" como "uma vergonha diante de tudo pelo que trabalhei", deixando claro que o desconforto não existia apenas entre os fãs.
Enquanto várias bandas importantes da geração anterior enfrentavam uma crise de identidade, o Rush seguia procurando maneiras diferentes de expandir sua própria música. Para Lee, portanto, "Love Beach" não foi apenas um disco ruim de uma banda qualquer: foi ver um de seus antigos heróis produzir justamente o álbum que ele nunca esperava ouvir.
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