"Gaza", o forte manifesto político lançado pelo Marillion
Por João Renato Alves
Postado em 10 de agosto de 2026
Lançado em 2012, "Sounds That Can't Be Made" foi o 17º álbum de estúdio do Marillion. Ele abre com "Gaza", faixa com 17 minutos de duração, uma das mais engajadas politicamente de toda a história da banda. A letra, emocionalmente densa e centrada na experiência humana, foi escrita sob a perspectiva de uma criança que cresce na Faixa de Gaza ocupada por Israel
Marillion - Mais Novidades
Em press release da época, o vocalista e compositor Steve Hogarth explicou: "Esta é uma canção para o povo - especialmente as crianças - de Gaza. Ela foi escrita após muitas conversas com palestinos comuns que vivem nos campos de refugiados de Gaza e da Cisjordânia. Também conversei com israelenses, com integrantes de ONGs e com um diplomata que atuava extraoficialmente em Jerusalém, levando em conta as perspectivas deles ao escrever a letra."
O músico ainda deixou claro que a música foge de qualquer sentimento antissemita. Até porque, como o próprio apontou, boa parte da própria população judia discorda das ações ocorridas na região.
"Não é minha intenção - nem a nossa - difamar a fé ou o povo judeu (sabemos que muitos judeus são profundamente críticos em relação à situação atual), e nada aqui visa demonstrar simpatia por atos de violência, qualquer que seja a motivação; trata-se apenas de refletir sobre até onde o desespero inevitavelmente conduz. Muitas crianças de Gaza são, hoje, netas de palestinos que NASCERAM nos campos de refugiados - os chamados abrigos 'temporários'. Temporários há mais de 50 anos. Gaza é, hoje, na prática, uma cidade aprisionada sem julgamento."
Assim como seus antecessores diretos, "Sounds That Can't Be Made" foi financiado pelos fãs através de um crowdfunding – algo atualmente comum, mas em que o grupo foi pioneiro. Os colaboradores receberam o álbum antecipadamente em uma edição deluxe, com material extra. O disco entrou em seis paradas europeias.
Assim como Roger Waters, David Gilmour (Pink Floyd) e Chris Martin (Coldplay), entre vários outros, o Marillion apoia a Hoping Foundation (Hope and Optimism for Palestinians in the Next Generation). A instituição de caridade britânica foi fundada em 2006 pela estilista Bella Freud e pela acadêmica Karma Nabulsi. Ela financia projetos comunitários locais focados em apoiar crianças e jovens refugiados palestinos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Twisted Sister faz primeiro show com Sebastian Bach nos vocais
Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
O disco em que Ritchie Blackmore encontrou o Rainbow que queria fazer
Metal Hammer lista discos achincalhados que merecem uma segunda chance
O dia que James Hetfield quis saber mais sobre a guitarra do Nightwish
5 riffs do metal nacional que valem mais que disco gringo inteiro dos anos 1980
A música de Neil Young que George Harrison detonou: "Não sou fã, odeio sim, não suporto"
Bruce Dickinson alfineta Trump durante show do Iron Maiden no Canadá
O segredo revelado por Ronnie James Dio que deixou James Hetfield irritado
O álbum dos anos sessenta que abriu as porteiras do progressivo
Keith Richards relembra a crítica que fazia a John Lennon pelo jeito como ele tocava guitarra
As 5 bandas que Slash detonou, incluindo duas onde ele mesmo tocou
O assassino que matou um homem e recitou letra do Metallica em seguida
O álbum de ex-beatle que John Lennon não gostou e reagiu com forte deboche
A música do Metallica que fez James Hetfield perceber que a banda havia virado profissional

"Gaza", o forte manifesto político lançado pelo Marillion
5 discos essenciais para iniciantes no rock progressivo, segundo a Classic Rock
Steve Hackett (Genesis) e Steve Rothery (Marillion) detalham álbum em parceria
Música na Biblioteca: 10 bandas que tiveram seus nomes inspirados por livros


