Dé Palmeira revela por que ficou anos sem falar com Cazuza após saída do Barão Vermelho
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de maio de 2026
O baixista Dé Palmeira contou, em entrevista ao canal Corredor 5, que ficou anos sem falar com Cazuza depois da saída do cantor do Barão Vermelho, em 1985. Segundo ele, a mágoa surgiu porque o vocalista deixou a banda em um momento que dificultou a reorganização do grupo.
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Dé afirmou que a relação entre os dois ficou tensa após o rompimento. Os encontros em festas, bares e restaurantes, segundo o músico, eram marcados por desconforto. "Era sempre um clima horroroso", disse o baixista. Ele contou ainda que Cazuza queria fazer as pazes, mas que ele não estava disposto a retomar a amizade naquele momento.
Saída de Cazuza do Barão
O incômodo, de acordo com Dé, vinha da forma como a saída ocorreu. O músico disse que a banda já havia pedido para Cazuza deixar o grupo antes. Na avaliação dele, uma decisão mais rápida teria dado tempo para o Barão Vermelho se preparar melhor para a nova fase. "Eu estava muito puto com ele, porque a gente já tinha falado para ele sair. Se ele tivesse saído antes, teria dado tempo de a gente se arrumar um pouquinho", afirmou.
Cazuza deixou o Barão Vermelho em 1985, depois de se projetar nacionalmente como vocalista e letrista do grupo. A banda precisou recomeçar com Roberto Frejat nos vocais. Para Dé, esse tipo de ruptura obriga qualquer artista a voltar ao início.
Ele comparou a situação a outros recomeços na música. Citou a carreira solo de Frejat e disse que, sempre que um projeto muda de formação ou interrompe seu curso, o mercado costuma tratar o artista como alguém que precisa conquistar espaço outra vez.
Na entrevista, Dé também lembrou o Rock in Rio de 1985, quando Cazuza fez um discurso sobre liberdade durante a apresentação do Barão Vermelho. O músico disse que aquele momento teve forte impacto para sua geração, marcada pela repressão durante a ditadura militar. "Só quem viveu aquilo sabe", afirmou. "De repente, aquilo se abriu."
Apesar da briga, Dé falou com afeto sobre o prazer de compor e tocar uma música pronta. Ele disse sentir saudade de terminar canções e vê-las ganhar forma com a banda. O comentário surgiu ao lembrar uma música feita com Cazuza depois do período mais difícil da relação.
Confira a entrevista completa abaixo.
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