Marcelo D2: "Via Ratos de Porão e Cólera mais como alternativa que Titãs e Barão"
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de julho de 2026
O encontro de Marcelo D2 com a cultura hip hop mudou completamente sua forma de enxergar a música e as possibilidades de construir uma carreira artística. Mas, antes disso, alguns nomes do punk e do rock nacional já despertavam sua atenção por mostrarem que existia um caminho alternativo ao mercado tradicional.
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Em entrevista ao Corredor 5, o cantor contou que, nos anos 1980, admirava bandas como Ratos de Porão e Cólera, justamente por representarem uma cena independente, diferente daquela ocupada pelos grandes nomes do rock brasileiro da época.
"Nos anos 80, quando o rock... Eu olhava o Ratos de Porão, olhava o Cólera... Via mais como uma alternativa do que Titãs e Barão Vermelho."
Segundo D2, naquele momento, grupos como Titãs e Barão Vermelho pareciam mais distantes de sua realidade.
"Para mim, naquela hora, era muito rock de classe média. Num primeiro momento, aquilo quase não me atingiu. Eu pensava: 'Vou ter que fazer meu pedal, vou ter que correr atrás'."
Foi o hip hop, no entanto, que lhe mostrou um novo horizonte. O músico explicou que a cultura sempre tratou o sucesso financeiro de forma natural, incentivando os artistas a empreenderem e valorizarem seu próprio trabalho.
"O rap deu um outro lugar para ir atrás daquela coisa. Não tem medo de fazer dinheiro, não tem medo de correr atrás da parada, de investir. O hip hop não tem medo de botar marca no peito. Pelo contrário."
Na sequência, Marcelo D2 citou uma influência inesperada: o Skank. Segundo ele, o grupo mineiro tinha forte ligação com a cultura hip hop desde o início da carreira, especialmente por influência do vocalista Samuel Rosa.
"Quando conheci o Skank, eles tinham muito hip hop na veia. O Samuel falava: 'Mano, vocês têm que conhecer essa cultura'. Ele falava muito bem inglês e explicava as letras do Public Enemy."
Confira a entrevista completa abaixo.
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