O disco dos anos oitenta que fez o Rush perder fãs e deixou Alex Lifeson insatisfeito
Por Bruce William
Postado em 19 de julho de 2026
O Rush nunca foi uma banda disposta a repetir a mesma fórmula indefinidamente. Mesmo quando encontrou um som reconhecível e conquistou um público fiel, o trio continuou procurando novas possibilidades. Em 1982, porém, essa curiosidade levou o grupo a uma mudança que Geddy Lee mais tarde reconheceria como pouco inteligente.
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"Signals" aprofundou o uso de sintetizadores e elementos eletrônicos, deixando as guitarras de Alex Lifeson menos dominantes. A transformação não surgiu de repente. Lee já havia ficado fascinado pelo instrumento quando Hugh Syme tocou um sintetizador ARP na abertura de "2112", lançado em 1976.
"Provavelmente não foi muito inteligente, mas era como uma atração fatal", afirmou Geddy em entrevista ao "Los Angeles Times", recuperada pelo Far Out. "Fiquei hipnotizado quando Hugh Syme tocou um pequeno sintetizador ARP na abertura de '2112'. Eu precisava descobrir se aquilo era uma forma de colocar mais música dentro da nossa música."
A busca por novas ideias acabou mudando o equilíbrio interno do Rush. "Estávamos todos famintos por novidades, embora Alex me lançasse alguns olhares estranhos", contou Lee. "A guitarra dele era a única forma de melodia instrumental, e agora tínhamos outra. Em certo momento, chegamos até a falar em adicionar um quarto integrante para tocar teclados."
"Signals" trouxe músicas importantes como "Subdivisions" e "New World Man", mas também dividiu os fãs. Segundo Geddy, o álbum fez o Rush perder parte do público, especialmente entre aqueles que preferiam a abordagem mais pesada e centrada na guitarra dos anos anteriores.
A fase dos sintetizadores continuou por alguns discos, até que a própria banda sentiu que havia ido longe demais. "Seguimos por esse caminho até Alex ficar extremamente infeliz e começarmos a nos afogar em tecnologia", relembrou Lee. "E, meu Deus, como eu queria parar de fazer três trabalhos ao mesmo tempo e simplesmente tocar meu instrumento."
A mudança pode ter custado fãs e criado tensão, mas também mostrou uma característica essencial do Rush: o grupo preferia correr o risco de errar a permanecer confortável. "Signals" não foi um acidente descartável, e sim o começo de uma fase que redefiniu a banda - para o bem e para o mal.
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