5 músicas de metal que seriam completamente diferentes sem um único detalhe
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de julho de 2026
Existem músicas que ficam marcadas por grandes riffs, solos inesquecíveis ou refrões cantados por milhares de pessoas. Mas, em alguns casos, um detalhe de poucos segundos acaba se tornando tão importante que é praticamente impossível imaginar a composição sem ele.
Metallica - Mais Novidades
Metallica, Iron Maiden, Black Sabbath e Slayer têm músicas que provam exatamente isso. Um sino, uma risada, uma narração, uma tosse ou um grito podem parecer elementos pequenos, mas acabaram se tornando partes inseparáveis de alguns dos maiores clássicos do heavy metal.
Metallica - "For Whom the Bell Tolls"
Antes da entrada do famoso baixo distorcido de Cliff Burton, badaladas de sino ajudam a estabelecer a atmosfera de "For Whom the Bell Tolls". O som é tão associado à música que basta ouvi-lo para saber exatamente o que está por vir.
Lançada no álbum "Ride the Lightning", de 1984, a faixa foi inspirada no romance homônimo de Ernest Hemingway e aborda os horrores da guerra. Sem aquelas badaladas iniciais, certamente continuaria sendo um clássico, mas perderia parte importante de sua atmosfera ameaçadora.
Metallica - "Master of Puppets"
"Master of Puppets" já havia passado por riffs brutais, mudanças de andamento e uma longa passagem instrumental quando James Hetfield solta uma risada sinistra. São poucos segundos, mas suficientes para mudar completamente o clima antes do retorno da pancadaria.
A risada surge depois do solo de Kirk Hammett e parece representar a própria figura do mestre das marionetes zombando de sua vítima. Lançada em 1986, a música dificilmente teria exatamente o mesmo impacto sem esse pequeno momento.
Iron Maiden - "The Number of the Beast"
"Woe to you, oh Earth and Sea..." Basta ouvir essas primeiras palavras para milhões de fãs saberem exatamente qual música está prestes a começar. A narração que abre "The Number of the Beast" tornou-se tão famosa quanto alguns dos riffs mais conhecidos do Iron Maiden.
O texto é inspirado no Livro do Apocalipse e foi narrado pelo ator britânico Barry Clayton. Lançada em 1982, a música certamente teria força sem essa introdução, mas perderia justamente o elemento que prepara o ouvinte para o grito monumental de Bruce Dickinson e tudo o que vem depois.
Black Sabbath - "Sweet Leaf"
Uma tosse dificilmente parece material para fazer história no heavy metal, mas o Black Sabbath conseguiu exatamente isso em "Sweet Leaf". Antes da entrada do riff monumental de Tony Iommi, ouvimos o guitarrista tossindo, em uma introdução que acabou se tornando inseparável da música.
Lançada em "Master of Reality", de 1971, "Sweet Leaf" é uma declaração explícita de amor à maconha. A tosse, portanto, não poderia ser mais apropriada para abrir a faixa e preparar o terreno para um dos riffs mais pesados já gravados pelo Black Sabbath.
Slayer - "Angel of Death"
Tom Araya precisa de apenas alguns segundos para produzir um dos gritos mais reconhecíveis e assustadores do thrash metal. "Angel of Death" mal começa e o vocalista solta um berro agudo e prolongado que imediatamente prepara o ouvinte para a violência sonora que vem em seguida.
A faixa abre "Reign in Blood", de 1986, e se tornou um dos maiores clássicos do Slayer. É possível imaginar a música sem aquele grito? Tecnicamente, sim. Mas dificilmente sua entrada seria tão brutal e imediatamente reconhecível.
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