O integrante mais importante do Led Zeppelin, segundo Pete Townshend
Por Bruce William
Postado em 08 de julho de 2026
O Led Zeppelin foi uma daquelas bandas em que o peso da soma parece tão importante quanto o brilho individual. Jimmy Page, Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones tinham funções muito claras, mas o impacto vinha justamente do modo como tudo explodia junto. Mesmo assim, isso nunca impediu discussões sobre quem era a peça mais decisiva do grupo.
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Para Pete Townshend, do The Who, um nome merecia mais atenção nessa conversa: John Paul Jones. O baixista e multi-instrumentista muitas vezes ficou menos exposto que Page, Plant e Bonham, mas sua contribuição ia muito além de simplesmente sustentar a base das músicas. Townshend falou sobre Jones ao comentar o Led Zeppelin depois da morte de Bonham. Ele destacou não apenas o lado musical do baixista, mas também sua capacidade de experimentar e ocupar espaços que os outros integrantes da banda não preenchiam.
"A pessoa em quem pensei muito desde a morte de John Bonham foi John Paul Jones", disse Townshend, em fala reproduzida na Far Out. "Ele é um homem bonito e um belo músico. É um experimentador fantástico em música eletrônica moderna e outras coisas, e meio que ficou ali sentado... Acho que ele estava muito mais na linha de frente da música do Led Zeppelin no trabalho de teclado, porque ninguém mais na banda tocava isso."
Jones era o músico que podia reforçar a fundação rítmica, criar arranjos, tocar teclados e ainda segurar a estrutura quando a banda se lançava em passagens mais caóticas. Sua presença talvez não fosse a mais teatral, mas dava ao Led Zeppelin uma elasticidade que seria difícil de alcançar com um baixista mais convencional.
Geddy Lee, do Rush, também já apontou essa importância. Para ele, Jones era quem mantinha tudo no lugar quando o Led Zeppelin parecia prestes a sair dos trilhos. Ao falar de "How Many More Times", o baixista destacou justamente a forma fluida como Jones segurava a música mesmo nos momentos mais selvagens.
Townshend podia até ter uma relação complicada com o Led Zeppelin como fenômeno, mas reconhecia o valor de Jones. E talvez seja esse o ponto: em uma banda cheia de figuras gigantes, John Paul Jones foi o integrante que muitas vezes brilhou menos para o público, mas sem o qual a máquina dificilmente teria funcionado do mesmo jeito.
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