O hit que prova importância de John Paul Jones no Led Zeppelin, segundo Geddy Lee
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de agosto de 2026
Geddy Lee elegeu "What Is and What Should Never Be", faixa do segundo álbum do Led Zeppelin, como a melhor demonstração da importância de John Paul Jones dentro da banda. "Que músico completo", disse o baixista do Rush, em declaração resgatada pela revista britânica Far Out Magazine. A canção integra "Led Zeppelin II", lançado em 1969.
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O elogio veio acompanhado de um resumo da trajetória do colega de instrumento. "Ele começou como tecladista antes de pegar o baixo. Mesmo antes do Led Zep, era um dos músicos de estúdio mais requisitados de Londres naquela época", afirmou Lee. Para o canadense, esse currículo explica a versatilidade que Jones levou para dentro do grupo britânico.
A celebração logo se converteu em defesa. "O papel dele no Zeppelin foi muito mais profundo do que as pessoas reconhecem", disse o baixista do Rush. Segundo Lee, Jones tocava teclados, tinha ouvido para arranjos e escrevia boas linhas de baixo - e é justamente nessa faixa que o conjunto dessas qualidades aparece com mais clareza.
A Far Out contextualiza o desequilíbrio dentro da própria banda. Segundo o texto assinado por Callum MacHattie, Jones viveu sob a sombra dos companheiros: Robert Plant e Jimmy Page ocupavam a frente do palco com o carisma exigido pelo rock de estádio do grupo, enquanto John Bonham comandava a atenção da plateia atrás da bateria. Coube ao baixista, nas palavras da revista, "aprender a dançar nas sombras" entre os holofotes.
A publicação classifica a situação como uma realidade brutalmente injusta. Sem Jones, argumenta o texto, o Led Zeppelin não teria alcançado nem de longe a versatilidade que teve, já que ele figurava entre os instrumentistas mais melódicos de sua geração. A revista observa ainda que o reconhecimento costuma vir dos pares: pergunte a qualquer baixista de valor sobre a influência dele e a resposta tende a ser a mesma.
A escolha da faixa, conclui a Far Out, não é óbvia. O texto avalia que fãs desavisados podem passar batido pela canção ao procurar entender o brilho de Jones, atraídos pelo caos das músicas mais barulhentas do grupo. Na avaliação da revista, é justamente a abordagem contida e com sotaque de jazz que revela a habilidade do baixista, que não se limita a marcar o tempo e acrescenta melodia por trás de Page.
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