O músico dos EUA que chorou antes do show do Sepultura, segundo Andreas Kisser
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de setembro de 2026
Andreas Kisser contou que o americano Fieldy, baixista do Korn, chorou antes de um show do Sepultura em Los Angeles, no dia da final da Copa do Mundo de 1994. O relato foi dado ao jornalista André Barcinski, em live no canal dele no YouTube. Na ocasião, o Sepultura excursionava pelos Estados Unidos ao lado de Pantera, Biohazard e Prong, e a banda comprou ingressos de cambista para assistir ao jogo entre Brasil e Itália, disputado em 17 de julho daquele ano.
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"Em 94 o Brasil foi campeão mundial, a gente foi assistir o jogo lá em Los Angeles, a gente estava fazendo turnê com Pantera. A gente estava lá no dia da final da Copa, compramos ingresso de cambista e fomos assistir ao jogo. Brasil campeão do mundo e tudo mais. Seis da tarde a gente estava lá no palco, pintado de verde e amarelo, os caras do Pantera com camisa do Brasil, bandeira. Foi surreal. E os caras do Korn estavam nesse show. O Fieldy, o baixista, ele falou que chorou antes do show. O cara se emocionou de ver aquilo", declarou o guitarrista.
A cena aconteceu no auge das duas bandas: o Sepultura vivia o ciclo de "Chaos A.D." e o Pantera, o de "Far Beyond Driven". Perguntado por um espectador se assume a paternidade do nu metal, gênero que costuma apontar "Roots" como marco de nascimento, Kisser desconversou com humor. "Para você saber se você é um bom pai, só o filho falando", respondeu. Ele lembrou que Deftones, Slipknot, Limp Bizkit e o próprio Korn já citaram o Sepultura como influência.
O guitarrista disse a Barcinski que nunca se preocupou em reivindicar o título de criador de coisa alguma. Para ele, o que explica a permanência de "Roots" é menos a fórmula e mais a recusa em seguir o padrão que a indústria tentava impor à época, quando gravadoras queriam guitarras cortadas e produção uniforme em bandas como Pantera, Fear Factory e Deftones. O Sepultura, segundo ele, foi na direção oposta.
Kisser creditou boa parte desse resultado ao produtor Ross Robinson e ao trabalho de mixagem de Andy Wallace, que classificou como combinação perfeita. Ele descreveu o disco como orgânico e humano, resultado da afinação mais baixa, do timbre sujo de Max Cavalera e do detalhamento que Robinson deu ao baixo de Paulo Jr. A banda encerra a carreira em 7 de novembro, no Pacaembu, em São Paulo.
Confira o vídeo completo abaixo.
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