30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Resenha - Tempestade - Legião Urbana
Por Kaio Ferreira
Postado em 06 de outubro de 2026
Lançado em 20 de setembro de 1996, "A Tempestade ou O Livro dos Dias" foi o último álbum da Legião Urbana lançado em vida de Renato Russo. O cantor morreria poucas semanas depois, em 11 de outubro daquele ano, aos 36 anos.
Legião Urbana - Mais Novidades
Por isso, o disco acabou ganhando um significado especial para os fãs. O que inicialmente era apenas o novo trabalho de uma das maiores bandas do rock brasileiro passou a ser visto também como uma espécie de despedida de Renato Russo.
O álbum que poderia ter sido duplo
A ideia inicial da Legião Urbana era que "A Tempestade ou O Livro dos Dias" fosse um álbum duplo. O projeto, porém, acabou sendo reduzido. Entre as preocupações estava o custo que um álbum desse formato teria para os fãs.
Mesmo com a redução do projeto, o disco manteve uma atmosfera bastante particular. As músicas abordam temas como solidão, amor, sofrimento, relações e questões pessoais, criando um dos trabalhos mais melancólicos da banda.
As gravações
Durante a produção do álbum, Renato Russo enfrentava um período delicado de sua vida e de sua saúde. Por causa de sua condição física, muitas das gravações foram feitas com vocais que posteriormente seriam trabalhados na produção.
Uma das exceções foi "A Via Láctea", que recebeu mais de uma gravação vocal e acabou sendo escolhida como um dos destaques do álbum.
Dado Villa-Lobos também teve um papel importante durante a produção. Com a participação de Renato no estúdio mais limitada, os outros integrantes e a equipe precisaram assumir uma parte maior do processo de construção do disco.
A distância de Renato no estúdio
Renato Russo esteve poucas vezes no estúdio durante as gravações. Seu estado de saúde limitava sua participação e fez com que o processo de produção fosse diferente dos trabalhos anteriores da Legião Urbana.
Essa distância também contribuiu para a atmosfera particular do álbum. A voz de Renato, muitas vezes frágil e contida, combina com letras que tratam de solidão, perda, relações e incertezas.
Uma despedida inesperada
"A Tempestade ou O Livro dos Dias" chegou às lojas apenas 21 dias antes da morte de Renato Russo.
O álbum foi lançado em 20 de setembro de 1996. Menos de um mês depois, em 11 de outubro, Renato morreu. Para os fãs, portanto, ouvir o disco depois de sua morte transformou completamente a maneira de enxergar aquelas músicas.
O que antes era apenas um novo álbum da Legião Urbana passou a carregar o peso de ser o último trabalho lançado enquanto Renato ainda estava vivo.
Um disco majoritariamente melancólico
As letras de "A Tempestade" são profundamente sentimentais e passam por temas como amor, sofrimento, solidão, relações não correspondidas e questões pessoais. A interpretação de Renato reforça essa atmosfera e faz com que o disco tenha uma identidade diferente de outros trabalhos da Legião Urbana.
Segundo informações divulgadas pela EMI em outubro de 1996, "A Tempestade ou O Livro dos Dias" vendeu pelo menos 500 mil cópias no Brasil.
Mesmo sendo marcado pela melancolia, o álbum também mostra a força de Renato Russo como compositor. Para muitos fãs, ele acabou se tornando uma despedida involuntária de um dos artistas mais importantes do rock brasileiro.
Em "O Livro dos Dias", Renato canta sobre destino, tempo e os próprios dias que compartilhamos. A música acaba funcionando como uma imagem do próprio legado deixado pela Legião Urbana: histórias, sentimentos e canções que continuariam sendo ouvidas mesmo depois da morte de seu principal compositor.
Trinta anos depois, "A Tempestade ou O Livro dos Dias" continua sendo lembrado não apenas como o último álbum lançado em vida por Renato Russo, mas como um registro de um dos momentos mais marcantes da história da Legião Urbana.
Outras resenhas de Tempestade - Legião Urbana
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Eloy Casagrande anuncia ter finalizado suas partes para o próximo álbum do Slipknot
Isa Nielsen anuncia nova banda de death metal e toca Sarcófago com Aquiles Priester
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
David Ellefson comenta relação entre "Go to Hell", do Megadeth e "Enter Sandman", do Metallica
O que Stewart Copeland ganhava quando as mulheres suspiravam por Sting
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
O que James Hetfield pensa de cantores que dublam nos próprios shows
O apelido debochado que os fãs dos EUA deram ao Alter Bridge, segundo Mark Tremonti
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
Legião Urbana: O discurso de tristeza e morte no álbum A Tempestade
O ídolo histórico de Flamengo e Palmeiras que adora Legião Urbana, Titãs e The Smiths
30 anos sem Renato Russo - por que a voz da Legião Urbana continua falando ao Brasil
O documento em que Renato Russo previu os sucessos da Legião Urbana
30 anos da morte de Renato Russo: confira 30 curiosidades que você não conhecia


