O que Andre Matos disse ao chamar Bruno Sutter ao palco para cantar "Carry On"
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de setembro de 2026
Bruno Sutter relembrou a noite em que dividiu "Carry On" com Andre Matos, durante um evento de cultura japonesa em Fortaleza. Em entrevista ao Mariutti Team Podcast, o vocalista do Massacration contou que o convite veio no meio do show, com uma apresentação bem-humorada do ex-vocalista do Angra. Andre usou como mote um prêmio que Bruno tinha acabado de conquistar.
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Andre havia sido contratado para se apresentar no evento, e Bruno estava lá para vender seus produtos. Naquele ano, o humorista recebeu pela primeira vez o prêmio de melhor vocalista de metal, título que diz já ter conquistado quatro vezes. O reconhecimento mais recente veio em 2025, na votação popular da Roadie Crew, como lembraram os apresentadores na abertura do programa.
"O Andre, na hora, falou: 'Você quer cantar uma música comigo?'. Eu falei: 'Pô, quero, claro que eu quero'. E aí ele foi me chamar: 'Agora vou chamar um rapaz que me destronou. Ele foi eleito o melhor vocalista de heavy metal do ano. Quero chamar ao palco Bruno Sutter'. Aí eu subi. 'Bom, Bruno, já que você agora é o melhor vocalista, eu quero que você cante comigo Carry On'", contou.
A brincadeira continuou durante a música. Como o público era de fãs de anime, Andre cobriu a cabeça com um pano preto, num visual que Bruno compara ao de Darth Vader, e ficou ao piano fingindo tocar enquanto interagia com o convidado. Coube a Bruno soltar os agudos da faixa.
A parceria no palco teve um antecedente. Quando o Massacration enfrentou preconceito no início, por brincar com o heavy metal, Andre saiu em defesa da banda, ao lado de João Gordo e de Andreas e Igor Cavalera, do Sepultura. Numa reportagem, deu uma declaração que Bruno nunca esqueceu: "A gente tem que aprender a rir de si próprio". Num programa da MTV, disse ainda que passou a evitar certos trejeitos e agudos justamente por serem alvo da sátira do Detonator.
Para Bruno, a convivência deixou uma lição. "A gente nunca sabe o que vai ser o dia de amanhã. Não guardar nada de sentimento. Se for para falar 'pô, eu sou muito seu fã, eu gosto muito de você', demonstrar esses sentimentos agora. Se for para pedir perdão a alguém, pede agora, porque a gente nunca sabe", refletiu. Ele disse ter conseguido transmitir a Andre todo o carinho que tinha pelo trabalho dele.
Luis Mariutti, que dividiu com Andre as turnês de "Angels Cry" e "Holy Land", reforçou o lado acessível do amigo. "O Andre ficava às vezes no hotel com os fãs, até a gente chegar no lobby e falar: 'Andre, a gente está indo embora pro aeroporto'. E ele ainda ficava lá trocando uma ideia. Não tinha celular, ninguém entrava no quarto para ficar no celular. E ele era o que mais ficava", lembrou o baixista.
Confira o vídeo completo abaixo.
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