A música que deu nome a um álbum do Foo Fighters e foi rejeitada por Dave Grohl
Por Bruce William
Postado em 03 de setembro de 2026
Quando o Foo Fighters começou a preparar seu segundo álbum, Dave Grohl tinha um problema bem diferente daquele enfrentado no disco de estreia. O primeiro trabalho havia sido praticamente uma gravação solo; agora havia uma banda de verdade tentando descobrir para onde seguir.
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Foi nesse processo que surgiu "The Colour and the Shape", uma faixa curta, rápida e agressiva que acabou emprestando seu nome ao álbum lançado em 1997. O detalhe estranho é que a própria música ficou de fora da edição original do disco.
Grohl explicou à Metal Hammer que a decisão foi deliberada. "Era quase outra 'Weenie Beenie', outra música berrada, rápida, hardcore", afirmou. "Decidimos não colocá-la no disco porque era um passo para trás. Já tínhamos feito aquilo."
A comparação fazia sentido, ressalta a Far Out. "Weenie Beenie", do primeiro álbum do Foo Fighters, representava justamente o lado mais bruto e barulhento do material que Grohl havia gravado praticamente sozinho após o fim do Nirvana. Para o segundo disco, ele queria mostrar que a nova banda poderia ir além daquela fórmula.
"The Colour and the Shape" acabou ampliando bastante esse território. O álbum trouxe músicas como "Monkey Wrench", "My Hero" e "Everlong", alternando explosões de guitarra com melodias muito mais trabalhadas e ajudando a estabelecer definitivamente o Foo Fighters como uma banda com identidade própria.
A faixa rejeitada, porém, não desapareceu. "The Colour and the Shape" acabou lançada como lado B do single "Monkey Wrench" e mais tarde apareceu como bônus em algumas edições do álbum. A ironia permaneceu: a música considerada por Grohl um retrocesso continuou carregando exatamente o nome do disco que simbolizava o avanço da banda.
A escolha mostra bem a preocupação que existia naquele momento em não repetir simplesmente o primeiro Foo Fighters. Grohl não achava que havia algo necessariamente ruim na música; o problema era outro. Em 1997, tocar novamente daquele jeito parecia, para ele, voltar a um lugar do qual a banda estava tentando sair.
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