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A música mais difícil de tocar do Metallica segundo James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett

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Postado em 02 de setembro de 2026

Em vídeo disponível no YouTube, James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett concordaram que o álbum do Metallica que mais deu trabalho a eles para gravar e tocar ao vivo foi o "...And Justice For All" (1988).

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Foto: ChinaImages @ www.depositphotos.com
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Lars e James inclusive apontaram a mesma faixa como a mais complexa: "The Frayed Ends of Sanity".

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Ulrich relembrou: "'...And Justice For All' foi simplesmente o disco seguinte ao 'Master of Puppets'. Foi gravado seguindo o mesmo processo, só que mais. Tudo foi exagerado: mais riffs, músicas mais longas, mudanças mais insanas e tortuosas..."

"Já tínhamos tocado muito juntos, fazendo turnês […] Acho que estávamos ficando melhores […] naquilo que fazíamos, acrescentando isso ao que já fazíamos. […] Tipo 'Frayed Ends', sabe? Simplesmente não acho que seríamos capazes de tocar 'Frayed Ends' cinco anos antes, no 'Kill 'Em All', porque ainda não tínhamos a técnica ou as habilidades necessárias."

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Hetfield disse: "'...And Justice For All' foi extremamente detalhado, muito preciso. […] É meio como construir uma casa. […] O que mais seria realmente legal colocar aqui? […] Cada música era, por si só, uma fita de riffs. A gente tinha riffs pra caramba e queria incluir todos eles, encaixando os riffs lá, forçando a entrada deles."

"Uma loucura como 'Frayed Ends' […] foi uma tentativa de superar a nós mesmos [nos perguntando] 'Quantos riffs conseguimos enfiar em uma música só?'"

Já Kirk Hammett confessou que teve que "desenhar" as músicas para não se perder, de tão "progressivas" que eram: "A gente queria mostrar às pessoas que, sim, somos uma banda de metal, mas que também conseguimos tocar coisas ainda mais complexas sem sermos totalmente uma banda de prog, sabe?"

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"Quando o 'Justice' chegou, eu tive que desenhar um mapa da música… e às vezes precisava de duas folhas! De tantas partes diferentes que tinha."

"Se você se perdesse no meio da música e os outros caras seguissem em frente, não tinha a mínima chance de você conseguir alcançar eles. Não tinha ponto de referência! Tinha que ter todo o arranjo escrito porque se perdesse alguma nota, pensava 'Ok, vou encontrar eles nesse ponto aqui.'"

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Sobre André Garcia

Sou redator e tradutor freelancer e escritor, autor do livro de contos Liber IMP. Ouço rock desde pequeno, leio coisas sobre bandas desde sempre e escrevo sobre ela já tem anos. Cresci como fã de Iron Maiden e paladino do rock, mas já me tratei. Hoje sou fã de nomes como Beatles, David Bowie, The Cure, Kraftwerk e Velvet Underground, e de cenas como a Londres psicodélica, a Nova Iorque proto-punk e a Manchester pós-punk. Escrevo notas e notícias rápidas para o Whiplash.Net visando compartilhar conteúdo relevante sobre música e cultura pop.
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