2016: os 5 discos mais decepcionantes de rock/metal do ano

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Por Igor Miranda
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Sei que essa lista vai gerar polêmica. Ainda mais porque, nas redes sociais, todos são valentões e se fazem valer de ofensas gratuitas, sem muito critério ou responsabilidade.

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Todavia, ainda acho válido compartilhar os cinco discos de rock e metal que me decepcionaram em 2016. Não por serem ruins, mas por estarem aquém do que eu esperava.

A lista a seguir, como todas as outras de minha autoria, não tem nenhuma intenção de induzir a opinião alheia. A ideia é apresentar meu gosto, contudo, promover a troca de informações nos comentários. Veja, abaixo as minhas escolhas e comente as suas impressões sobre o artigo ou o assunto (sem cair em ofensas bestas, por favor).

Avantasia - "Ghostlights"

Defendo há algum tempo que a fórmula do Avantasia está gasta. Digo isso porque vejo potencial no projeto.

A proposta atual é menos power metal e mais voltada para o hard/heavy - apesar de "Ghostlights" ter momentos de retorno ao som metálico. Para mim, é ótimo que outras vertentes sejam exploradas. Enxergo como uma evolução natural.

Porém, o estilo das composições de "Ghostlights" ainda soa cansado, com algumas faixas desnecessariamente longas. E o principal: muitos convidados e pouca identidade. Esperava mais.

Green Day - "Revolution Radio"

O Green Day do século 21 não é o mesmo do 20. Óbvio: uma banda com 30 anos de carreira precisa de mudar para se manter viva.

Depois de "American Idiot", o trio americano emendou bons discos, incluindo a série de três discos "¡Uno!", "¡Dos!" e "¡Tré!", de 2012. Já o sucessor, "Revolution Radio", não traz nada de novo em comparação aos antecessores diretos.

O repertório cansativo e a obsessão em apelar para uma fórmula "garantida" fez com que o Green Day, hoje, se mostrasse muito distante do grupo inventivo que concebeu "American Idiot". Faltam bons momentos.

Rival Sons - "Hollow Bones"

A escolha mais polêmica da lista. Tenho consciência de que o Rival Sons é uma das grandes bandas desse movimento retrô no hard rock. O grupo lançou ótimos discos, incluindo os recentes "Head Down" (2012) e "Great Western Valkyrie" (2014) - o último, meu favorito.

"Hollow Bones" soa como uma continuação de "Great Western Valkyrie", só que sem grandes músicas. O disco todo é morno e não tem uma canção de real destaque. É como se os quase quarenta minutos de duração fossem a mesma faixa.

The Answer - "Solas"

O The Answer conseguiu se destacar mesmo em um país pouco tradicional em seu gênero: a Irlanda do Norte. Mesmo quando qius dar um approach comercial ao seu som, em "Revival" (2011) e "New Horizon" (2013), o grupo se saiu bem.

No entanto, "Solas" é fraco. A tentativa de lançar um disco de raízes folk fez com que a tracklist ficasse morta. O som é introspectivo, mas sem a inventividade e o cuidado que uma pegada mais cautelosa exige.

Tyketto - "Reach"

Entre o bom "Dig In Deep" (2012) e "Reach", o Tyketto perdeu dois integrantes: o baixista Jimi Kennedy, substituído por Chris Childs, e o guitarrista Brooke St. James, cujo posto foi ocupado por Chris Green.

A saída de St. James, que nunca havia deixado o Tyketto, surtiu efeito negativo no novo disco da banda. "Reach" soa genérico, preguiçoso e sem diversos elementos melódicos que consagraram o grupo em outros momentos.

O álbum começa até bem, mas sofre um "efeito Bon Jovi" a partir da segunda metade. A tracklist fica repetitiva e apela para um pop rock água com açúcar.

Comente: E você, quais os cinco discos que mais te decepcionaram neste ano?

Os responsáveis são citados no texto. Não culpe os editores. :-)

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

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