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Arte Musical

Iron Maiden: as 20 melhores músicas da "Era de Ouro"

Por Luis Fernando Ribeiro
Em 18/10/13

Apesar de já haver lançado dois grandes discos nos anos de 1981 e 1982, o IRON MAIDEN não conseguia estabilizar sua formação. A cada novo lançamento, um integrante da banda se despedia. Para o terceiro disco era a vez do vocalista Paul Di'Anno, que deixava a banda e era substituído por aquele que mudaria o destino da donzela de ferro, Mr. Bruce Dickinson. Com ele foi lançado um dos maiores clássicos da banda, "The Number Of The Beast". No disco seguinte a banda ainda substituíra seu baterista Clive Burr, que cedeu lugar à Nicko McBrain e definiu aquela que a maioria dos fãs reconhece como a formação clássica da banda.

Neste contexto, 5 grandes discos foram gravados e são conhecidos até hoje como a "Era de Ouro" do IRON MAIDEN, são eles: "The Number Of The Beast", "Piece Of Mind", "Powerslave", "Somewhere In Time" e "Seventh Son Of A Seventh Son". Esses discos são geralmente lembrados como alguns dos preferidos do Heavy Metal na lista de qualquer Headbanger.

Esta matéria dá sequência àquela que listou através da minha opinião os melhores discos da formação atual do IRON MAIDEN, bem como a das fases Paul Di'Anno e Blaze Bayley, porém, listar apenas 10 músicas destes cinco marcos da história do Heavy Metal seria praticamente um crime. Desta forma, serão listados 20 clássicos, sendo 10 dos 3 primeiros discos (Mais diretos e pesados) e 10 dos dois últimos (Mais elaborados e com o uso de sintetizadores).

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As 10 melhores músicas de "The Number Of The Beast", "Piece Of Mind" e "Powerslave":

10 - "The Number of the Beast"

"The Number of the Beast" é uma das músicas mais importantes da história do IRON MAIDEN e apesar de uma letra não tão interessante, ela causou polêmica na época. Por causa do álbum e desta música, a banda foi acusada de incitar o culto ao demônio, quando tudo não passava de diversão para os músicos que aproveitavam o marketing gerado pelas críticas de forma a venderem ainda mais cópias do álbum. A introdução narrada por Barry Clayton é um dos pontos altos nos shows da banda, e o riff inicial também é um dos mais conhecidos do Heavy Metal.


9 - "Run to the Hills"

O maior 'hit' do disco "The Number Of The Beast" é presença confirmada em todos os shows da banda, especialmente no 'bis'. A famosa levada de bateria e riffs que introduzem a música chamam a atenção já de cara, o refrão é daqueles que não saem da cabeça, mas o ritmo galopante imposto por Harris e Burr ao restante da música é que a tornam incrivelmente empolgante. A letra fala sobre a invasão da América do Norte pelos europeus e a morte dos índios que lá habitavam.

8 - "Where Eagles Dare"

Em "Where Eagles Dare" já de cara Nicko McBrain mostra por que foi escolhido para substituir Clive Burr. Sua técnica mais apurada que a do ex-baterista e seu entrosamento imediato com Steve Harris permitem a banda dar mais peso e variedade às músicas. Esta é uma das faixas mais pesadas da história da banda e relata um ataque a uma base nazista no alto de uma montanha, durante a Segunda Guerra Mundial.


7 - "Revelations"

"Revelations" é mais cadenciada, mas não menos pesada que as demais músicas da lista. As melodias e riffs marcantes envolvem a música num clima soturno, mas o destaque fica por conta de Bruce Dickinson, que apresenta nesta música a sua melhor interpretação na carreira da Donzela, sendo também sua primeira composição para a banda. Impossível não imaginá-lo cantando-a a plenos pulmões com sua postura e carisma já característicos.

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6 - "22 Acacia Avenue"

"22 Acacia Avenue" figura facilmente entre as melhores músicas da banda. O riff inicial é empolgante e o solo melancólico de Adrian Smith está entre os melhores já criados pelo músic. A letra também é marcante e fala novamente sobre a prostituta Charlotte, já citada na música "Charlotte the Harlot", do primeiro disco. Uma música empolgante do inicio ao fim, onde todos os músicos se destacam individual e coletivamente.

5 - "The Trooper"

Apesar de já soar meio manjada, "The Trooper" é o maior clássico de "Piece Of Mind" e presença obrigatória nos shows da banda. Nesta música a banda chega ao ápice do seu entrosamento. As guitarras dobradas dão o tom da música, seu ritmo galopante imprimido pela harmonia perfeita entre baixo e bateria e refrão forte tornam-na uma das principais músicas da carreira da Donzela. A capa do 'single' tornou-se conhecida mundialmente, sendo estampada de capas de cadernos à bandeiras.


4 - "Aces High"

"Aces High" tem a missão de abrir "Powerslave" e não decepciona, pelo contrário, ela é ainda hoje, depois de outros dez álbuns lançados, considerada a melhor faixa de abertura em discos do Maiden. Trata-se de uma música impactante que ficou encarregada de abrir os shows da turnê "World Slavery Tour" após a famosa intro ‘Churchill's Speech’. Com sua levada bem característica da banda, com riffs fortes, solos impecáveis e o baixo cavalgado de Harris, "Aces High" mostra a linha pesada que a banda adotaria no restante deste disco. A letra relata batalhas aéreas durante a "Segunda Guerra Mundial".

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3 - "Hallowed Be Thy Name"

O desfecho do disco "The Number Of The Beast" se dá com a épica "Hallowed be thy Name", outro grande clássico onde Harris pela primeira vez apresenta um estilo que adotaria muitas outras vezes em álbuns mais recentes da banda: Introdução lenta seguida de uma música bombástica. Porém, nesta primeira experiência neste estilo, tudo se encaixa na medida certa, tornando-a uma das músicas preferidas dos fãs. A letra é magnífica, demonstrando mais este talento incrível da dupla Harris e Dickinson e conta a história de um homem prestes a ser mandado para a forca.

2 - "Powerslave"

À mim parece que o IRON MAIDEN pegou peso, feeling, inteligência, jogou num liquidificador e dali saiu a canção "Powerslave". A faixa título possui os melhores riffs de "Powerslave" e o melhor solo da carreira da banda, onde guitarra e baixo interagem de uma forma tão impressionante que me emociono toda vez que escuto. Quer entender o que estou falando? Avance até cerca de 2 minutos e 56 segundos de música. Indescritível! A letra carrega a temática da arte de capa do disco e retrata os últimos momentos de vida de um faraó e as reflexões que ele faz sobre a vida e a morte.

1 - "Rime of the Ancient Mariner"

Por fim e finalmente, a melhor e mais longa canção da história da banda. "Rime of the Ancient Mariner" é uma música de 13 minutos e 35 segundos que não se torna cansativa em nenhum momento, com todas as suas variações e mudanças de ritmo. Uma música épica, pesada e com uma letra incrível, baseada no poema homônimo de Samuel Taylor Coleridge. A bateria e o baixo são tão bem entrosados que fica difícil acreditar que Harris e McBrain tocavam juntos há pouco mais de dois anos. As partes narradas da canção criam um clima verdadeiramente macabro, deixando-a ainda mais interessante. No final a música ganha velocidade e os solos são muito bem colocados. Muitos consideram essa faixa cansativa, mas com certeza essas pessoas não devem ter dado a devida atenção aos detalhes da música, a atenção que ela de fato merece ao ser ouvida.

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As 10 melhores músicas de "Somewhere In Time" e "Seventh Son Of A Seventh Son":

10 - "Can I Play with Madness"

A música mais "comercial" do "Seventh Son..." apesar de ser facilmente assimilável é instigante e bem elaborada, com um refrão maravilhoso e belos arranjos. Impossível manter-se apático ao ritmo empolgante da música e à belíssima interpretação de Bruce Dickinson.

9 - "Heaven Can Wait"

Esta é a música melhor aproveitada ao vivo de "Somewhere In Time" pelo IRON MAIDEN, especialmente devido a seu ritmo empolgante e refrão bombástico. A música inicia com uma sequência distinta de notas e uma melodia cortante acompanhada da bateria precisa de Nicko McBrain. "Heaven Can Wait" é uma música mais embalada, com um ritmo mais rápido, mas ainda assim sobra espaço para solos e melodias precisos, comuns de se achar neste disco da banda. Sua letra soberba fala sobre uma pessoa recebendo nova oportunidade de continuar vivendo.

8 - "Wasted Years"

"Wasted Years" é o maior hit de "Somewhere In Time" e seu single fez bastante sucesso na época. Sem muita frescura e virtuosismo desnecessário, a música apresenta uma introdução interessante, um refrão pegajoso, ritmo vibrante e se desenvolve em uma estrutura melódica bastante simples, mas eficaz. Nesta música Adrian Smith apresenta um solo extraordinário.

7 - "Moonchild"

A faixa de abertura de "Seventh Son..." é marcada pela brilhante introdução citada por Bruce Dickinson e por sua magnifica interpretação em toda a música. A canção em si é marcada por fortes arranjos de teclado, pelo baixo pulsante e veloz de Harris, a bateria variada de McBrain e as belas melodias de Smith e Murray, mas não adianta, Dickinson está por toda a parte e é o nome dessa música.

6 - "Infinite Dreams"

Impossível não se arrepiar com as melodias de guitarra e baixo que iniciam "Infinite Dreams" e com a forma como ela se desenvolve até chegar ao refrão bombástico e carregado por riffs pesadíssimos, mas novamente a interpretação de Dickinson é o destaque, imprimindo uma emoção e densidade ímpares à esta linda canção. O entrosamento de Harris e McBrain também é notável e impressiona.

5 - "The Clairvoyant"

Sendo eu um baixista frustrado, "The Clairvoyant" sempre me marcou com sua magnífica introdução conduzida pelo mestre Steve Harris, acompanhada de perto de riffs cortantes e uma bateria pesadíssima, que tornam essa uma das músicas mais pesadas desta fase da banda. Por traz de todo o peso ainda está o feeling das lindas melodias e novamente da interpretação de Dickinson. A música se desenvolve num clima mais sombrio até chegar ao marcante refrão e termina tão impactante como se iniciou.

4 - "The Evil That Men Do"

Não bastasse a incrível letra que essa música possui, ela ainda é dona de algumas das melhores melodias criadas pela Donzela de Ferro. "The Evil That Men Do" é conduzida pelo baixo galopante de Harris e riffs bem elaborados, que culminam em uma ponte fantástica e liga a música a um dos melhores refrões da carreira da banda. Por fim ainda temos um solo inspiradíssimo que arrepia qualquer fã de boa música.

3 - "Caught Somewhere in Time"

A faixa de abertura de "Somewhere in Time" é veloz e variada. Após uma introdução calma e melodiosa que deixa clara a proposta da banda para o disco, a velocidade toma conta da música, especialmente na bateria, onde Nicko demonstra uma técnica absurda no bumbo, sem sequer utilizar pedal duplo. Cheia de variações, a música vai evoluindo até chegar aos solos, onde Smith demonstra toda sua versatilidade e virtuosismo, sem perder o feeling. Diferente dos discos anteriores, onde a banda abria com uma faixa mais direta, "Caught Somewhere in Time" é uma música longa e em seus mais de 7 minutos mostra-se bastante complexa e variada, apesar do peso e velocidade constantes.

2 - "Seventh Son of a Seventh Son"

A faixa homônima de "Seventh Son Of A Seventh Son" é também a mais incrível do disco, com toda sua dramaticidade, mudanças de climas e arranjos épicos. Por ser uma música mais longa há tempo para todo tipo de melodias, solos e riffs, para todas as variações da bateria, para a interpretação sombria de Dickinson e para a complexidade do baixo, chegando ao seu ápice por volta dos 3 minutos e 50 segundos de música.

1 - "Alexander the Great"

Apesar do descaso da banda para com essa obra-prima, a épica "Alexander the Great" figura facilmente na lista das preferidas de muitos fãs. Após uma introdução narrada, o instrumental e a parte lírica se completam de forma inexplicável, chegando ao ápice no refrão bombástico. Todas as melodias e harmonias se encaixam de forma perfeita e a música se desenvolve em diferentes climas de forma que ao transcorrer seus quase 9 minutos você sente que ela poderia ainda se prolongar por outros 30.

Nem mesmo o próprio IRON MAIDEN em muitos de seus 'Best of' foi capaz de agradar à todos seus fãs, desta forma, sei que muitas críticas serão lançadas sobre clássicos que ficaram de fora da lista. É doloroso não fazer ao menos menção a hinos como "Sea Of Madness", "Stranger in a Strange Land", "Déjà Vu", "Only the Good Die Young", "Children Of the Damned", "Still Life", "The Prisioner", "Flight of Icarus", "Die With Your Boots On" e "2 Minutes to Midnight", só para citar alguns exemplos, mas quando se faz uma lista desse gênero, inevitavelmente isso acaba acontecendo.

De qualquer forma, espero que apreciem a lista, que ela possa servir de inspiração à novos fãs e aguardo suas listas também, que sei que serão bem diferentes da minha.

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Sobre Luis Fernando Ribeiro

Apaixonado por música, cinema, escrita, literatura e pela zoeira infinita. Inserido no mundo da música pesada em 2004 com Destruction, Metallica e Blind Guardian, quando ainda se compartilhava música através de fitas K7.

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