Matérias Mais Lidas

imagemO reencontro entre Steve Harris e Paul Di'Anno na Croácia

imagemA fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim

imagemO dia que Serguei fez um react do clipe de "Recomeçar", o hit do Restart

imagemAdrian Smith conta como Iron Maiden permaneceu forte e era grunge passou

imagemDee Snider cutuca bandas com falsas aposentadorias e ingressos caros

imagemNicko McBrain, do Iron Maiden, mostra o seu novo (e enorme) kit de bateria

imagemMetade das pessoas com menos de 23 anos desconhecem Pink Floyd, David Bowie e Bon Jovi

imagemRoger Daltrey revela a música "amaldiçoada" que o The Who não toca mais ao vivo

imagemSystem of a Down: por que Serj Tankian não joga mais nenhum vídeo game?

imagemEddie aparece em versão samurai no primeiro show do Iron Maiden em 2022; veja foto

imagemOzzy Osbourne diz que "tinha muito o que provar" com "No More Tears"

imagem"Metal Tour Of The Year" chega ao fim e Megadeth agradece bandas participantes

imagemA opinião de Arnaldo Antunes sobre a competição interna que havia nos Titãs

imagemO clássico do Helloween que fez Angra mudar nome original de "Running Alone"

imagemConfira as músicas que o Iron Maiden tocou no primeiro show de 2022


Iron Maiden: as 20 melhores músicas da "Era de Ouro"

Por Luis Fernando Ribeiro
Em 18/10/13

Apesar de já haver lançado dois grandes discos nos anos de 1981 e 1982, o IRON MAIDEN não conseguia estabilizar sua formação. A cada novo lançamento, um integrante da banda se despedia. Para o terceiro disco era a vez do vocalista Paul Di'Anno, que deixava a banda e era substituído por aquele que mudaria o destino da donzela de ferro, Mr. Bruce Dickinson. Com ele foi lançado um dos maiores clássicos da banda, "The Number Of The Beast". No disco seguinte a banda ainda substituíra seu baterista Clive Burr, que cedeu lugar à Nicko McBrain e definiu aquela que a maioria dos fãs reconhece como a formação clássica da banda.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Neste contexto, 5 grandes discos foram gravados e são conhecidos até hoje como a "Era de Ouro" do IRON MAIDEN, são eles: "The Number Of The Beast", "Piece Of Mind", "Powerslave", "Somewhere In Time" e "Seventh Son Of A Seventh Son". Esses discos são geralmente lembrados como alguns dos preferidos do Heavy Metal na lista de qualquer Headbanger.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Esta matéria dá sequência àquela que listou através da minha opinião os melhores discos da formação atual do IRON MAIDEN, bem como a das fases Paul Di'Anno e Blaze Bayley, porém, listar apenas 10 músicas destes cinco marcos da história do Heavy Metal seria praticamente um crime. Desta forma, serão listados 20 clássicos, sendo 10 dos 3 primeiros discos (Mais diretos e pesados) e 10 dos dois últimos (Mais elaborados e com o uso de sintetizadores).

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Iron Maiden: As 10 melhores músicas da atual formação

As 10 melhores músicas de "The Number Of The Beast", "Piece Of Mind" e "Powerslave":

10 - "The Number of the Beast"

"The Number of the Beast" é uma das músicas mais importantes da história do IRON MAIDEN e apesar de uma letra não tão interessante, ela causou polêmica na época. Por causa do álbum e desta música, a banda foi acusada de incitar o culto ao demônio, quando tudo não passava de diversão para os músicos que aproveitavam o marketing gerado pelas críticas de forma a venderem ainda mais cópias do álbum. A introdução narrada por Barry Clayton é um dos pontos altos nos shows da banda, e o riff inicial também é um dos mais conhecidos do Heavy Metal.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

9 - "Run to the Hills"

O maior 'hit' do disco "The Number Of The Beast" é presença confirmada em todos os shows da banda, especialmente no 'bis'. A famosa levada de bateria e riffs que introduzem a música chamam a atenção já de cara, o refrão é daqueles que não saem da cabeça, mas o ritmo galopante imposto por Harris e Burr ao restante da música é que a tornam incrivelmente empolgante. A letra fala sobre a invasão da América do Norte pelos europeus e a morte dos índios que lá habitavam.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

8 - "Where Eagles Dare"

Em "Where Eagles Dare" já de cara Nicko McBrain mostra por que foi escolhido para substituir Clive Burr. Sua técnica mais apurada que a do ex-baterista e seu entrosamento imediato com Steve Harris permitem a banda dar mais peso e variedade às músicas. Esta é uma das faixas mais pesadas da história da banda e relata um ataque a uma base nazista no alto de uma montanha, durante a Segunda Guerra Mundial.

7 - "Revelations"

"Revelations" é mais cadenciada, mas não menos pesada que as demais músicas da lista. As melodias e riffs marcantes envolvem a música num clima soturno, mas o destaque fica por conta de Bruce Dickinson, que apresenta nesta música a sua melhor interpretação na carreira da Donzela, sendo também sua primeira composição para a banda. Impossível não imaginá-lo cantando-a a plenos pulmões com sua postura e carisma já característicos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

6 - "22 Acacia Avenue"

"22 Acacia Avenue" figura facilmente entre as melhores músicas da banda. O riff inicial é empolgante e o solo melancólico de Adrian Smith está entre os melhores já criados pelo músic. A letra também é marcante e fala novamente sobre a prostituta Charlotte, já citada na música "Charlotte the Harlot", do primeiro disco. Uma música empolgante do inicio ao fim, onde todos os músicos se destacam individual e coletivamente.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

5 - "The Trooper"

Apesar de já soar meio manjada, "The Trooper" é o maior clássico de "Piece Of Mind" e presença obrigatória nos shows da banda. Nesta música a banda chega ao ápice do seu entrosamento. As guitarras dobradas dão o tom da música, seu ritmo galopante imprimido pela harmonia perfeita entre baixo e bateria e refrão forte tornam-na uma das principais músicas da carreira da Donzela. A capa do 'single' tornou-se conhecida mundialmente, sendo estampada de capas de cadernos à bandeiras.

4 - "Aces High"

"Aces High" tem a missão de abrir "Powerslave" e não decepciona, pelo contrário, ela é ainda hoje, depois de outros dez álbuns lançados, considerada a melhor faixa de abertura em discos do Maiden. Trata-se de uma música impactante que ficou encarregada de abrir os shows da turnê "World Slavery Tour" após a famosa intro ‘Churchill's Speech’. Com sua levada bem característica da banda, com riffs fortes, solos impecáveis e o baixo cavalgado de Harris, "Aces High" mostra a linha pesada que a banda adotaria no restante deste disco. A letra relata batalhas aéreas durante a "Segunda Guerra Mundial".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

3 - "Hallowed Be Thy Name"

O desfecho do disco "The Number Of The Beast" se dá com a épica "Hallowed be thy Name", outro grande clássico onde Harris pela primeira vez apresenta um estilo que adotaria muitas outras vezes em álbuns mais recentes da banda: Introdução lenta seguida de uma música bombástica. Porém, nesta primeira experiência neste estilo, tudo se encaixa na medida certa, tornando-a uma das músicas preferidas dos fãs. A letra é magnífica, demonstrando mais este talento incrível da dupla Harris e Dickinson e conta a história de um homem prestes a ser mandado para a forca.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

2 - "Powerslave"

À mim parece que o IRON MAIDEN pegou peso, feeling, inteligência, jogou num liquidificador e dali saiu a canção "Powerslave". A faixa título possui os melhores riffs de "Powerslave" e o melhor solo da carreira da banda, onde guitarra e baixo interagem de uma forma tão impressionante que me emociono toda vez que escuto. Quer entender o que estou falando? Avance até cerca de 2 minutos e 56 segundos de música. Indescritível! A letra carrega a temática da arte de capa do disco e retrata os últimos momentos de vida de um faraó e as reflexões que ele faz sobre a vida e a morte.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

1 - "Rime of the Ancient Mariner"

Por fim e finalmente, a melhor e mais longa canção da história da banda. "Rime of the Ancient Mariner" é uma música de 13 minutos e 35 segundos que não se torna cansativa em nenhum momento, com todas as suas variações e mudanças de ritmo. Uma música épica, pesada e com uma letra incrível, baseada no poema homônimo de Samuel Taylor Coleridge. A bateria e o baixo são tão bem entrosados que fica difícil acreditar que Harris e McBrain tocavam juntos há pouco mais de dois anos. As partes narradas da canção criam um clima verdadeiramente macabro, deixando-a ainda mais interessante. No final a música ganha velocidade e os solos são muito bem colocados. Muitos consideram essa faixa cansativa, mas com certeza essas pessoas não devem ter dado a devida atenção aos detalhes da música, a atenção que ela de fato merece ao ser ouvida.

As 10 melhores músicas de "Somewhere In Time" e "Seventh Son Of A Seventh Son":

10 - "Can I Play with Madness"

A música mais "comercial" do "Seventh Son..." apesar de ser facilmente assimilável é instigante e bem elaborada, com um refrão maravilhoso e belos arranjos. Impossível manter-se apático ao ritmo empolgante da música e à belíssima interpretação de Bruce Dickinson.

9 - "Heaven Can Wait"

Esta é a música melhor aproveitada ao vivo de "Somewhere In Time" pelo IRON MAIDEN, especialmente devido a seu ritmo empolgante e refrão bombástico. A música inicia com uma sequência distinta de notas e uma melodia cortante acompanhada da bateria precisa de Nicko McBrain. "Heaven Can Wait" é uma música mais embalada, com um ritmo mais rápido, mas ainda assim sobra espaço para solos e melodias precisos, comuns de se achar neste disco da banda. Sua letra soberba fala sobre uma pessoa recebendo nova oportunidade de continuar vivendo.

8 - "Wasted Years"

"Wasted Years" é o maior hit de "Somewhere In Time" e seu single fez bastante sucesso na época. Sem muita frescura e virtuosismo desnecessário, a música apresenta uma introdução interessante, um refrão pegajoso, ritmo vibrante e se desenvolve em uma estrutura melódica bastante simples, mas eficaz. Nesta música Adrian Smith apresenta um solo extraordinário.

7 - "Moonchild"

A faixa de abertura de "Seventh Son..." é marcada pela brilhante introdução citada por Bruce Dickinson e por sua magnifica interpretação em toda a música. A canção em si é marcada por fortes arranjos de teclado, pelo baixo pulsante e veloz de Harris, a bateria variada de McBrain e as belas melodias de Smith e Murray, mas não adianta, Dickinson está por toda a parte e é o nome dessa música.

6 - "Infinite Dreams"

Impossível não se arrepiar com as melodias de guitarra e baixo que iniciam "Infinite Dreams" e com a forma como ela se desenvolve até chegar ao refrão bombástico e carregado por riffs pesadíssimos, mas novamente a interpretação de Dickinson é o destaque, imprimindo uma emoção e densidade ímpares à esta linda canção. O entrosamento de Harris e McBrain também é notável e impressiona.

5 - "The Clairvoyant"

Sendo eu um baixista frustrado, "The Clairvoyant" sempre me marcou com sua magnífica introdução conduzida pelo mestre Steve Harris, acompanhada de perto de riffs cortantes e uma bateria pesadíssima, que tornam essa uma das músicas mais pesadas desta fase da banda. Por traz de todo o peso ainda está o feeling das lindas melodias e novamente da interpretação de Dickinson. A música se desenvolve num clima mais sombrio até chegar ao marcante refrão e termina tão impactante como se iniciou.

4 - "The Evil That Men Do"

Não bastasse a incrível letra que essa música possui, ela ainda é dona de algumas das melhores melodias criadas pela Donzela de Ferro. "The Evil That Men Do" é conduzida pelo baixo galopante de Harris e riffs bem elaborados, que culminam em uma ponte fantástica e liga a música a um dos melhores refrões da carreira da banda. Por fim ainda temos um solo inspiradíssimo que arrepia qualquer fã de boa música.

3 - "Caught Somewhere in Time"

A faixa de abertura de "Somewhere in Time" é veloz e variada. Após uma introdução calma e melodiosa que deixa clara a proposta da banda para o disco, a velocidade toma conta da música, especialmente na bateria, onde Nicko demonstra uma técnica absurda no bumbo, sem sequer utilizar pedal duplo. Cheia de variações, a música vai evoluindo até chegar aos solos, onde Smith demonstra toda sua versatilidade e virtuosismo, sem perder o feeling. Diferente dos discos anteriores, onde a banda abria com uma faixa mais direta, "Caught Somewhere in Time" é uma música longa e em seus mais de 7 minutos mostra-se bastante complexa e variada, apesar do peso e velocidade constantes.

2 - "Seventh Son of a Seventh Son"

A faixa homônima de "Seventh Son Of A Seventh Son" é também a mais incrível do disco, com toda sua dramaticidade, mudanças de climas e arranjos épicos. Por ser uma música mais longa há tempo para todo tipo de melodias, solos e riffs, para todas as variações da bateria, para a interpretação sombria de Dickinson e para a complexidade do baixo, chegando ao seu ápice por volta dos 3 minutos e 50 segundos de música.

1 - "Alexander the Great"

Apesar do descaso da banda para com essa obra-prima, a épica "Alexander the Great" figura facilmente na lista das preferidas de muitos fãs. Após uma introdução narrada, o instrumental e a parte lírica se completam de forma inexplicável, chegando ao ápice no refrão bombástico. Todas as melodias e harmonias se encaixam de forma perfeita e a música se desenvolve em diferentes climas de forma que ao transcorrer seus quase 9 minutos você sente que ela poderia ainda se prolongar por outros 30.

Nem mesmo o próprio IRON MAIDEN em muitos de seus 'Best of' foi capaz de agradar à todos seus fãs, desta forma, sei que muitas críticas serão lançadas sobre clássicos que ficaram de fora da lista. É doloroso não fazer ao menos menção a hinos como "Sea Of Madness", "Stranger in a Strange Land", "Déjà Vu", "Only the Good Die Young", "Children Of the Damned", "Still Life", "The Prisioner", "Flight of Icarus", "Die With Your Boots On" e "2 Minutes to Midnight", só para citar alguns exemplos, mas quando se faz uma lista desse gênero, inevitavelmente isso acaba acontecendo.

De qualquer forma, espero que apreciem a lista, que ela possa servir de inspiração à novos fãs e aguardo suas listas também, que sei que serão bem diferentes da minha.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Stamp


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp


Sobre Luis Fernando Ribeiro

Apaixonado por música, cinema, escrita, literatura e pela zoeira infinita. Inserido no mundo da música pesada em 2004 com Destruction, Metallica e Blind Guardian, quando ainda se compartilhava música através de fitas K7.

Mais matérias de Luis Fernando Ribeiro.