Iron Maiden: as 10 melhores músicas da fase Blaze Bayley
Por Luis Fernando Ribeiro
Postado em 14 de outubro de 2013
A carreira do IRON MAIDEN sempre foi rodeada de polêmicas. A cada novo álbum, novas críticas, novas discussões, novas acusações. Sempre foi assim, mesmo em álbuns clássicos como "The Number Of The Beast" ou "Somewhere In Time", por exemplo. Porém, nada se compara ao que aconteceu quando o vocalista Bruce Dickinson deixou a banda e foi substituído por Blaze Bayley (Ex-Wolfsbane).
A banda foi massacrada e os discos lançados com Blaze são considerados até hoje pela maioria os mais fracos da carreira. Porém, a culpa não era apenas de Bayley, que, aliás, tem uma voz excelente. Todo um contexto e o momento da banda conspiravam contra. Harris, principal compositor da banda havia desfeito seu casamento e vivia um momento muito conturbado, o que refletiu em sua música. Bruce Dickinson e Adrian Smith eram grandes compositores e faziam muita falta.
As músicas foram apenas um reflexo do momento vivido pela banda e o resultado, considerado desastroso por muitos, são canções longas, que se repetiam à exaustão e com estruturas muito semelhantes umas das outras.
De qualquer forma, depois de baixada a poeira e a carreira da banda estando estável novamente, é possível analisar esta fase do MAIDEN com mais calma e perceber que, apesar de mais sombrias, carregadas e melancólicas, existem ótimas músicas em "X-Factor" e "Virtual XI".
Esta matéria dá sequência àquela que listou as 10 melhores músicas da atual fase do IRON MAIDEN e da fase Di’Anno e lista as 10 melhores músicas da fase Blaze Bayley, confira:
10 – "The Edge of Darkness"
Essa é uma típica música desta fase do IRON MAIDEN. Começa com os tradicionais dedilhados de Harris, evolui para riffs pesados e carregados, muito bem acompanhados pelo vocal grave de Bayley e progride para um ritmo rápido e galopante acompanhado pelas guitarras dobradas de Murray e Gers. No final ela retorna aos riffs e termina novamente melancólica com os dedilhados inicias.
9 – "Judgement of Heaven"
Apesar de sua letra, "Judgement of Heaven" é uma música com melodias um pouco mais alegres do que o sombrio disco do qual faz parte, mas conquista pelo bom refrão e pela emoção imprimida por Bayley em sua interpretação.
8 – "When Two Worlds Collide"
"When Two Worlds Collide" começa viajante e introspectiva, mas logo desanda em riffs empolgantes, belíssimas melodias das guitarras e o tradicional ritmo galopado de Harris e McBrain até chegar a um dos melhores refrões da era Bayley. Essa música funciona muito bem, pois não se estende desnecessariamente e não se torna monótona e repetitiva.
7 – "Don't Look to the Eyes of a Stranger"
"Don't Look to the Eyes of a Stranger" tem um início extremamente arrastado e coeso, com riffs mais retos. A música peca em sua repetição, mas tem momentos muito interessantes e bem estruturados, com belos arranjos. Em um momento mais introspectivo e sombrio o vocal de Blaze é acompanhado por belíssimas melodias de Murray.
6 – "Virus"
Apesar de seu início repetitivo, "Virus" evolui para um ritmo empolgante recheado de ótimos riffs, melodias e com uma interpretação muito boa de Blaze, culminando num ótimo refrão. Os arranjos e corais mais ao final da música também são muito bem encaixados. Se não tivesse as partes lentas, com certeza "Virus" estaria bem à frente nesta lista.
5 – "Futureal"
"Futureal" é provavelmente a faixa mais rápida e uma das mais pesadas gravadas na era Bayley. É uma típica música de abertura de um disco do MAIDEN, explosiva e sem firulas, com riffs pesados, um ótimo solo e ritmo cavalgado. O vocal de Blaze funciona muito bem nesta música.
4 – "Lord of the Flies"
"Lord of the Flies" flerta com o Hard Rock e por ser uma música simples empolga do começo ao fim, com ótimos riffs e um excelente refrão. Mas o destaque fica por conta da cozinha diversificada e intrincada de Harris e McBrain. A música foi aproveitada mesmo após Blaze ter deixado a banda.
3 – "Man on the Edge"
"Man on the Edge" é com certeza a música mais empolgante da trajetória de Blaze pelo MAIDEN. Essa música poderia facilmente estar em discos da fase clássica da banda, em especial no "Powerslave" devido a seu ritmo acelerado e solos contagiantes. Impossível não acompanhar Blaze no melhor refrão de "X Factor".
2 – "The Clansman"
"The Clansman" é um dos grandes clássicos desta fase vivida pela Donzela. Tem algumas das mais belas melodias gravadas pela banda na época tanto nas guitarras quanto no baixo. A interpretação de Blaze é o destaque, imprimindo muita emoção à canção. Por ser uma música bem variada vai facilmente de momentos introspectivos à um refrão contagiante, daqueles para ser cantado em uníssono em um show. Nesta música também estão os melhores solos gravados em "Virtual XI".
1 – "Sign of the Cross"
Épica. Essa é a melhor definição que pude encontrar para essa canção. Diferente do que dizem, não é tão atípico o MAIDEN gravar uma faixa como essa para abertura de um disco, tendo em vista as faixas de abertura de "Somewhere In Time" e "Seventh Son Of A Seventh Son", mas essa música é marcada pela diversidade, indo de momentos sombrios e tensos a outros empolgantes e pesadíssimos. Apesar de todo o instrumental ser excelente, o destaque fica por conta da bateria e das quebras de ritmo do mestre Nicko McBrain. Outros destaques ficam para os riffs totalmente ‘bangeantes’ no início da música, a interpretação furiosa de Blaze em especial no refrão e as melodias melancólicas de Gers e Murray. Curta em especial o trecho após 2 minutos e 40 segundos de música e fique abismado com o entrosamento da banda.
Por mais que os discos da era Blaze sejam considerados fracos pela maioria, eles rendem bons momentos durante sua audição e com toda certeza vale a pena dar atenção à músicas como as listadas acimas.
E você, consegue escolher 10 músicas boas dessa fase ou ficam lugares vagos em sua lista?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Cronos, vocalista e baixista do Venom, morre aos 63 anos
Judas Priest fará turnê sul-americana em 2027, segundo o Summa Inferno
Jim Root diz que não tem nada a ver com inclusão de Marilyn Manson em tour do Slipknot
Sepultura esgota ingressos do último show da carreira
O curioso tema do TCC de Fernanda Lira que professora reprovou e a fez largar a faculdade
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
As quatro bandas que fizeram a cabeça de Cronos, o vocalista do Venom
A arrepiante música do Nirvana que foi sua última gravação e último hit
Nicko McBrain relembra o dia em que ficou alucinado e confundiu ônibus com elefante
Mötley Crüe emplaca primeira música no Clube do Bilhão do Spotify
Sonata Arctica cancela show no Uruguai em cima da hora
Fernanda Lira explica por que Crypta escolheu Victoria Villarreal e não Helena Nagagata
Por que Tony Iommi acha que grandes músicos não conseguiam tocar Black Sabbath direito
Iron Maiden: As 10 Melhores Músicas da Fase Di'Anno
A banda inglesa que abriu caminho nos EUA antes de Def Leppard e Iron Maiden
Nicko McBrain revela que pastor o incentivou a seguir no Iron Maiden após conversão
Baterista do Raven é chamado às pressas para substituir Charlie Benante em show do Anthrax
Derek Riggs levou três meses para concluir capa de "Somewhere in Time"; "Me deixou maluco"
Jeff Scott Soto não ligava muito para o Iron Maiden até ouvir "The Number of the Beast"
Shows que vão agitar São Paulo no segundo semestre de 2026.
Para Steve Harris, década de 1990 foi uma época muito estranha
Steve Harris nunca cogitou encerrar o Iron Maiden
Nicko McBrain relembra o dia em que Ozzy Osbourne salvou sua vida
Os 10 melhores álbuns de death metal de todos os tempos, segundo o RYM
As 30 maiores bandas de Thrash Metal de todos os tempos, em lista da Spin Magazine


