Kiss: faixas essenciais para entender a banda nos seus 40 anos

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Por Marco Dias
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Aproveitando que neste ano de 2013 o KISS completou 40 primaveras, resolvi enumerar as canções que considero “essenciais” da banda. Primeiramente, gostaria de esclarecer que não sou crítico musical. Sou apenas um grande admirador do som do KISS, sendo eles o grupo musical que mais ouvi na vida (ouço, praticamente, todos os dias).

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Se você, fã de KISS como eu, precisasse indicar a alguém que deseja conhecer todas as faces do grupo em poucas músicas, quais seriam as escolhidas? Podem não ser, pessoalmente ou necessariamente, as melhores músicas da banda, já que podemos gostar mais de uma fase do que de outra e nem sempre o que é bom para uma pessoa é bom para outra. E o KISS teve muitas fases distintas (e isso os marcou tanto para o bem quanto para o mal).

Nesta lista citarei as faixas que, no meu entender, melhor definem a sonoridade já praticada pelo quarteto nova-iorquino ou que melhor representam a sua extensa discografia.

Eis as escolhidas, em ordem cronológica:

100,000 Years (Kiss - 1974)

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O álbum de estreia do KISS, embora tenha fracassado no inicio foi, tempos depois, devidamente reconhecido como um grande trabalho. A nona faixa do disco tem todo um “clima” diferente que, por si só, já chama a atenção, a começar pela introdução no baixo de Gene Simmons. Muito utilizada nos shows como tema para o solo de bateria. Tudo na música é harmonioso e com um feeling incrível.

Black Diamond (Kiss - 1974)

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Ainda do primeiro disco temos este petardo. Esta música foi o primeiro “Rock de Arena” da banda, estilo de composição que o Kiss utilizaria muito ao longo dos anos. Eternizada na voz rouca de Peter Criss a faixa tem uma força incrível ao vivo, tanto que sua versão definitiva é a do álbum duplo “Alive!” O solo de Ace Frehley em “Black Diamond” também é frequentemente lembrado como um dos melhores que ele já fez.

Rock And Roll All Nite (Dressed To Kill - 1975)

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Bem, sempre e em qualquer lista de canções importantes do KISS encontraremos, obrigatoriamente, “Rock And Roll All Nite”, visto que se trata do maior clássico da banda e um dos maiores da história do rock. Composta por Gene (que fez os versos) e Paul (que fez o refrão – tão eternizado), esta canção simboliza tudo o que o KISS sempre pregou: Rock N’ Roll e festa o dia inteiro. Curiosamente, na versão em estúdio ela não tem solo, falha esta que foi devidamente (e muito bem) suprida no disco “Alive!” Esta música transborda uma energia inexplicável! Aliás, ela é tão incrível que até covers feitas por cantora pop soam agradáveis!

Detroit Rock City (Destroyer - 1976)

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Outra faixa que sempre entrará em qualquer lista de canções essenciais do KISS. Abre o aclamado disco “Destroyer”. Ela conta a história de um jovem que sofre um acidente a caminho de um show da banda. A introdução, limada em várias coletâneas, ajuda a compreender a atmosfera da música. As dobras de guitarra, um dos elementos característicos do KISS, são marcantes, assim como o seu solo: melódico e magnífico! Enfim, mais um grande clássico do rock concebido pelo KISS!

God Of Thunder (Destroyer - 1976)

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O riff de “God Of Thunder” é de deixar até o "pai" dos riffs, Tony Iommi (Black Sabbath), orgulhoso! A história de sua gravação se tornou amplamente conhecida: Bob Ezrin, que produziu o álbum, convenceu Paul Stanley, autor da faixa, a ceder os vocais a Gene Simmons por achar que a temática soturna que ele idealizara para a canção teria mais a ver com o baixista. Com alterações nos arranjos como a inclusão de vozes de seu próprio filho, Ezrin transformou “God Of Thunder” na canção mais soturna do KISS. Não à toa ela costuma ser executada após o tradicional teatro de cuspir "sangue" protagonizado por Gene nos shows. Também é uma das canções mais coverizadas do grupo. Além de ser considerada por alguns como a precursora do Death Metal.

Love Gun (Love Gun - 1977)

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Em 1977 o KISS era a banda mais popular dos EUA (segundo uma pesquisa da Gallup). “Alive!” e “Destroyer” elevaram o patamar do grupo e o ápice foi atingido com o lançamento do disco “Love Gun”. A faixa homônima conta com uma das melhores linhas de bateria de Peter Criss, principalmente na parte em que simula uma metralhadora. A letra com duplo sentido, tão corriqueiro nas composições do quarteto, também se faz presente. Paul Stanley tem uma grande performance vocal e Ace Frehley faz um solo magistral. Curto, porém fantástico! Paul canta o refrão enquanto Ace faz o solo, algo habitualmente usado pela banda e que ficou perfeito! “Love Gun” é presença certa nos setlists há 36 anos (Stanley, inclusive, já declarou sua predileção pela faixa). Um clássico absoluto!

A World Without Heroes (Music From The Elder - 1981)

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“Music From The Elder” com sua ideia “prog conceitual” foi um fracasso total em termos de vendas e receptividade por parte da maioria dos fãs. Mas, para alguns é um dos melhores discos do grupo. E assim como o álbum, a faixa “A World Without Heroes” é amada por uns e odiada por outros. A cena de Gene chorando no fim do vídeo promocional também gerou discussões. Levando-se em conta a paixão do baixista por histórias em quadrinhos (a ideia das máscaras dos integrantes e capas de álbum como se fossem super-heróis!) não é difícil imaginar que ele acredita realmente no que diz a música. Destaque para o solo estupendo de Paul Stanley, mostrando que suas qualidades musicais vão muito além de compor e cantar.

I Love It Loud (Creatures Of The Night - 1982)

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Um dos maiores hits da banda, principalmente no Brasil. Era a faixa de trabalho quando o grupo veio pela primeira vez ao país e fez shows históricos, em 1983. Muita gente passou a gostar de rock depois dessa música. Só por isso já mereceria estar na relação. Some-se a isso o fato dela fazer parte do aclamado “Creatures Of The Night” e sua inclusão entre as músicas essenciais do Kiss vira obrigação.

Heaven's On Fire (Animalize - 1984)

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Uma das vertentes que dominaram os anos 80 foi o hair metal. E o Kiss, como de costume, entrou na onda. E por mais que tenha deslizado em alguns momentos, o saldo foi positivo. Ainda que tenha se distanciado do seu estilo original, não é difícil encontrar canções de qualidade neste período e “Heaven’s On Fire” é um exemplo disto.

Forever (Hot In The Shade - 1989)

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O Kiss possui várias baladas excelentes, para todos os gostos, e esta é um dos seus maiores expoentes deste tipo de composição. Deve ser uma das três músicas mais conhecidas do grupo no Brasil, sendo até tema de uma telenovela “global” (Rainha da Sucata, 1990). Tudo se destaca na faixa, em especial a bateria de Eric Carr. O solo de violão de Bruce Kulick também é inspirado. Em “Forever” o KISS demonstra com se fazer uma grande balada. Muita gente que não gosta de rock, inclusive, conhece o KISS devido a esta música.

Jungle (Carnival Of Souls: The Final Sessions - 1997)

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“Jungle” faz parte de outro disco controverso, que só foi lançado oficialmente após ser pirateado. Na mesma linha do “amado por muitos, odiado por tantos”, “Carnival Of Souls” ficou conhecido como o álbum “grunge” do Kiss, embora esta definição não seja completamente aceitável para defini-lo. O disco, na verdade, tem muitas outras influências como thrash, doom e heavy metal. Esta é a faixa de estúdio mais extensa dentre todas as já gravadas na história da banda (6:49) e, assim como o álbum inteiro, apresenta uma sonoridade diferente do KISS habitual mas de muita qualidade. Nesta fase é que encontramos o guitarrista Bruce Kulick mais à vontade e confiante em todo o período em que esteve no grupo.

Psycho Circus (Psycho Circus - 1998)

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Em 1998, o retorno dos membros originais acabou se tornando objeto de grande polêmica, principalmente após a divulgação de que quase nada do álbum gravado por eles teve, efetivamente, a participação de Ace Frehley e Peter Criss. Mas se tem algo que é unanimidade entre os fãs (e entre os críticos também) é que a faixa-título que abre o disco já nasceu clássica! Uma música soberba, com toda a energia que só o Kiss consegue transmitir.

All For The Glory (Sonic Boom - 2009)

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Talvez a escolha mais polêmica da lista, afinal, todas as outras se tornaram, em escala maior ou menor, mas indubitavelmente, clássicas (exceto "Jungle" e, talvez, “A World Without Heroes” – mas essas ao menos são consideradas “cult” hoje em dia)! Esta jamais foi executada em um mísero show sequer, nem tampouco foi single do seu disco. Ou seja, uma canção totalmente ignorada pela banda. No entanto, dentre todas as composições desta nova e prolífera formação, é provável que nenhuma delas contenha mais elementos genuinamente "KISS" do que esta. Paul, novamente, cede uma grande faixa sua a outro membro, desta vez a Eric Singer. Eric, por sua vez, tem uma performance incrível não só na bateria, mas também nos vocais. O guitarrista Tommy Thayer faz aqui, na minha humilde opinião, o seu melhor solo na banda e um dos melhores de toda a história do KISS. Até hoje não entendo o motivo desta música não ter sido explorada ao vivo. Ela possui todas as características que fizeram o sucesso do grupo nestes 40 anos: animada, riff empolgante, refrão "ganchudo", solo animal, vocal perfeito... enfim, tudo o que se espera de uma (grande) canção do KISS.

Ao ouvir todas estas faixas, um desavisado poderá achar que se trata de várias bandas, mas não, tudo isso foi criado por uma única banda. Nestas 4 décadas de vida o grupo “viajou” por várias vertentes do rock e acabou sempre nos presenteando com músicas incríveis. O KISS provou que é capaz de fazer grandes canções qualquer que seja o estilo proposto.

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