Phil Anselmo: "Eu devo tudo ao Heavy Metal"

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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"Este show é uma homenagem aos meus amigos Darrel", diz Phil Anselmo, que entrou no PANTERA para transformar a banda completamente. Do Glam Metal que os irmãos Darrel (Vinnie Paul e Diamond - que ainda não atendia pela alcunha de Dimebag na época), com o baixista Rex Brown e o vocalista Terry Glaze, pouco sobrou no PANTERA que você realmente escutou, aquele de "Cowboys From Hell" em diante. O PANTERA esteve no Brasil em 1993, com dois shows lotados no Olympia, em São Paulo, nos dias 07 e 08 de dezembro, retornou em abril de 1995, para dois shows em São Paulo, no Olympia (dias 24 e 25) e um show no Rio de Janeiro, no Imperator (dia 26). Antes da dissolução da banda, nada amigável à época, a banda quase passou por nosso país por duas outras vezes. Hoje os irmãos Darrel não estão mais aqui - Darrell Lance, Diamond/Dimebag, foi assassinado em 2004 e Vinnie Paul sofreu um ataque cardíaco em junho - mas vai dar para sentir um pouco de como era um show do PANTERA em três cidades brasileiras, a partir do próximo final de semana.

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Foto: Metal Archives

Os shows de PHIL ANSELMO, com sua banda (chamada PHILIP H. ANSELMO & THE ILLEGALS) prometem ser quase um encontro do PANTERA com seu público. Assim me contou o próprio PHIL ANSELMO em entrevista exclusiva. O vocalista, que nos anos mais recentes esteve envolvido em diversas controvérsias, mostrou-se na conversa um sujeito agradável, tranquilo para conversar (mesmo ao abordar assuntos mais polêmicos) e, sempre, um apaixonado por Heavy Metal. Os ILLEGALS são, além do próprio PHIL ANSELMO, Jose Manuel Gonzales, na bateria, Stephen Taylor e Mike DeLeon nas guitarras, e o novo baixista, Derek Engemann, ex-CATTLE DECAPITATION. Apesar do nome da turnê ser "Choosing Mental Illness Latin America Tour 2019", o que remete ao último álbum lançado pelos ILLEGALS, o vocalista foi categórico. Não vai tocar nada dos ILLEGALS. Ele prometeu um show direto e reto, um encontro com os fãs ("gosto de tocar olhando nos olhos do público") com um sistema de som absurdamente poderoso e, principalmente, somente músicas do PANTERA. Da mesma forma, não deve haver nada do DOWN, ou do SUPERJOINT RITUAL e de qualquer outro projeto que PHIL tenha participado, o que é uma excelente notícia para fãs do PANTERA, mas talvez não tão boa para fãs das outras bandas.

Foto: Divulgação

Os shows no Brasil acontecerão em São Paulo, no Tropical Butantã, neste sábado, 26, em Brasília, no Toinha Brasil Show, no domingo e o vocalista e sua banda despedem-se de nosso país na terça, no Opinião, em Porto Alegre. Anteriormente, um show em Belo Horizonte abriria a parte brasileira da turnê, que seria encerrada no Circo Voador, no Rio, mas, com a adição de datas no Chile e Argentina, as duas cidades acabaram tendo que ser limadas da rota, ao que PHIL pede desculpas mas diz não poder fazer muito em situações assim. "Marquem minhas palavras: eu vou estar de volta e tocar para vocês. Vou tocar em qualquer cidade onde haja quem queira ouvir minha música. Marquem minhas palavras".

Falando um pouco sobre a recepção do público ao último álbum com os ILLEGALS, "Choosing Mental Illness As A Virtue", ele disse não se importar muito e acha que é normal que divida opiniões, mas prometeu verificar porque o álbum "Choosing Mental Illness As A Virtue" não aparece listado nos serviços de streaming disponíveis no Brasil (como Spotify, Deezer, etc - curiosamente, o álbum pode ser encontrado na íntegra no YouTube)."Como qualquer álbum, não vai agradar todo mundo, vai agradar a este, mas não vai agradar a aquele. Depende do gosto de cada um". Ele próprio disse ouvir todo tipo de música, vários estilos de Heavy Metal, depende do humor no dia. O que ele não escuta de jeito nenhum é country ("mas esse country moderno", pontua, "respeito muito o country antigo") e a música pop atual.

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Sobre música Brasileira ("ei, esta é uma pergunta difícil"), PHIL fala do SEPULTURA, mas lembra também da "SARCÓ FÁ GO", nome que ele pronuncia exatamente como eu escrevi ("eles são brasileiros?"). E me pergunta sobre SADE [Sade Adu, cantora nigeriana-britânica] "Eu fui fazer um show no Brasil e estava no hotel e vi um cartaz dela. Pensei que fosse brasileira".

Com tantos projetos e bandas na carreira, o que inspira um homem como PHIL ANSELMO a continuar criando música? Ele me respondeu que a inspiração vem do próprio heavy metal. O Heavy Metal é a sua vida e lhe deu tudo o que já conquistou. "Eu devo tudo ao Heavy Metal", disse-me ele.

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Ao contrário do que se poderia esperar, PHIL não nega conversar sobre o PANTERA e até sobre alguns erros que possa ter cometido. "Algumas coisas eu teria feito diferente, mas pensar assim é o que se espera de qualquer pessoa que tenha vivido o quanto vivi". Muito se comentou nos anos posteriores à dissolução do PANTERA e à morte de DIMEBAG que uma reunião aconteceria com ZAKK WYLDE na guitarra substituindo o falecido guitarrista da barba vermelha. Mesmo com o falecimento de Vinnie Paul, ANSELMO não afasta a possibilidade de que um encontro com WYLDE aconteça para algum show especial. "Zakk é uma pessoa incrível".

Mas não conversamos apenas sobre música. Também falamos de filmes de terror. PHIL é um colecionador do estilo, com vários milhares de filmes em casa (que ele confessa não ter assistido todos). Sobre o queridinho da mídia atual, "Bird Box", filme com Sandra Bullock lançado na plataforma Netflix, ele é econômico. "Superestimado".

Serviço São Paulo:

Tropical Butantã - 26 de janeiro
Pista meia/promo: R$ 125,00
Pista inteira: R$ 180,00
Pista Premium: esgotado
Camarote meia/promo: R$ 200,00
Camarote inteira: R$ 300,00

Serviço Brasília

Toinha Brasil Show - 27 de janeiro
Pista meia/promo: R$ 120,00
Pista inteira: R$ 240,00
Camarote meia/promo: R$ 140,00
Camarote inteira: R$ 280,00

Serviço Porto Alegre

Opinião - 29 de janeiro
Pista (inteira): R$ 180,00
Pista (meia): R$ 100,00
Pista (solidário): R$ 140,00




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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