Flowerleaf: "Não queríamos mais cover, queríamos nossa música!"

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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Quem é fã de EPICA, NIGHTWISH e afins vai certamente curtir o som da FLOWERLEAF. O duo formado por Vivs Takahashi e Marcelo Kaczorowsky se prepara para o lançamento do seu primeiro álbum, que já chega com o nome sugestivo de "Stronger". Com o intuito principal de espalhar a sua própria mensagem, Vivs e Marcelo deixaram antigos projetos musicais para se dedicar integralmente em um único objetivo, trabalhar em canções que viessem de seus corações, conectadas à realidade que partilhavam. O resultado chegou com apoio do produtor Raphael Gazal (Pastore, Bulletback), com arranjos, guitarras e mais algumas particularidades de gravação. Além de Gazal, participam do disco Mylena Monaco (Sinaya) e Marina La Torraca (Exit Eden, Phantom Elite). O primeiro single, "Firesoul", foi lançado em abril, mas a banda começou mais a ser notada com o single "Girl in Pearls", lançado em julho de 2018, que colocou a banda em duas playlists oficiais do Spotify, Heavy Queens e New Blood. Conversamos com Vivs e Marcelo sobre a FLOWERLEAF, uma banda que você vai gostar de conhecer.

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Vivs Takahashi e Marcelo Kaczorowsky
Vivs Takahashi e Marcelo Kaczorowsky

Daniel Tavares: Em primeiro lugar, apresente a banda para quem ainda não os ouviu. Conte um pouco sobre seu estilo e da sua história.

Vivs Takahashi: Eu e Marcelo já tocamos em muitas bandas ao longo dos anos e a nossa última antes da FLOWERLEAF foi a NIGHTQUEST, uma banda de NIGHTWISH cover. Conversamos um dia e decidimos que não queríamos mais fazer cover, mas nossa própria música. Saímos da banda e começamos a pensar o que iríamos fazer. Então, experimentamos compor e também começamos a ler muito sobre music business e produção musical. Isso tudo por volta de abril de 2017. Em novembro do mesmo ano contratamos o Raphael Gazal para fazer a produção do álbum e, alguns meses depois, já tínhamos o disco praticamente pronto. Foi um processo até que bem rápido, mas foi muito legal porque sentimos que escolhemos pessoas muito bacanas para trabalhar.

Daniel Tavares: De onde vem o nome FLOWERLEAF?

Vivs: Procuramos vários nomes que fossem fortes ou impactantes, mas quase todos os que a gente pensou já estavam sendo usados. Então, pensamos em um nome que representasse a gente, a nossa união. E aí surgiu o nome FLOWERLEAF, que depois, inclusive, deu origem à música 'The Flower and the Leaf'.

Foto João Hannuch
Foto João Hannuch

Daniel Tavares: Sobre o que, principalmente, vocês falam nas letras de vocês?

Vivs: Nós trazemos uma mensagem de força, união e amor. Falamos muito sobre entender que a culpa das coisas que acontecem nem sempre é nossa, que não estamos sozinhos e podemos contar com outras pessoas. Eu sempre brinco dizendo que é um álbum de autoajuda, mas a verdade é que passei por uns momentos de desafio e as letras tratam bastante dessas questões.

Daniel Tavares: Oficialmente a banda tem apenas dois integrantes, certo? Quem são e como são escolhidos os músicos de apoio?

Marcelo Kaczorowsky: Sim, oficialmente somos apenas nós dois. Já contamos com a participação do Raphael Gazal, que produziu as faixas conosco e gravou as guitarras para o álbum. Para tocar ao vivo nós queremos contar com a participação dele, sempre que possível, e também contratar músicos que tenham afinidade tanto com a música quanto conosco. Nós conhecemos muitos músicos e artistas e, por isso, sempre surge alguma indicação legal.

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Daniel Tavares: Como está a agenda de vocês? Quais os planos para mostrar o Stronger para todo o Brasil? Algum convite pro exterior?

Marcelo: Estamos negociando algumas datas, mas nada definido ainda. Seria ótimo fazer shows por todo o Brasil. Recentemente também estivemos na Holanda e na Alemanha fazendo alguns contatos, e pode ser que tenhamos novidades em breve.

Daniel Tavares: E a reação de quem já ouviu o Stronger, o que vocês têm notado?

Vivs: A gente está adorando a reação das pessoas. Ouvimos bastante que o álbum está super bem produzido e que a escolha das músicas é ótima! Claro que, dentro dos recursos de uma banda com apenas dois integrantes, nos esforçamos bastante para lançar um álbum o mais profissional possível e acho que isso está refletindo na aceitação das músicas pelas pessoas. Estamos bem animados com esse lançamento!

Foto João Hannuch
Foto João Hannuch

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Daniel Tavares: Além das óbvias influências de bandas como EPICA e NIGHTWISH, quais as outras influências de vocês?

Vivs: Eu sempre ouvi muito metal melódico, sinfônico e power. Então, além de EPICA e NIGHTWISH, também tenho muitas influências de AFTER FOREVER, WITHIN TEMPTATION, STRATOVARIUS, HELLOWEEN. Além dessas, de algumas bandas mais novas, como DELAIN e AMBERIAN DAWN também me influenciaram bastante.

Marcelo: Dentro do metal, minhas principais influências são HELLOWEEN, BLIND GUARDIAN e AVANTASIA. Além disso, gosto muito de RUSH, MR. BIG, INCUBUS, PAIN OF SALVATION... A lista vai longe (risos).

Daniel Tavares: E as participações especiais? Como foi a escolha de cada uma delas?

Vivs: Quando escrevi a "Not My Fault" e a "We Will Stand", já sabia que essas músicas seriam duetos femininos. A Mylena eu conheci num festival de bandas em São Paulo e fiquei impressionada tanto com a voz dela quanto com as músicas do SINAYA. Já a Marina eu conheci com o EXIT EDEN. Depois de conversar com ela por Skype e também de ver o trabalho dela na PHANTOM ELITE, achei que ela seria a pessoa ideal para a "We Will Stand", tanto por causa da voz quanto por ser uma pessoa muito aberta e receptiva. Ficamos muito felizes quando fizemos o convite e as duas aceitaram na hora.

Daniel Tavares: Alguma coisa do Nordeste? É uma pergunta que sempre faço a todos os meus entrevistados. O que vocês conhecem de música nordestina e o que toca na casa de vocês.

Marcelo: Recentemente tivemos uma leva muito interessante de bandas de rock vindas do Nordeste que deram uma boa renovada na cena brasileira. Eu particularmente gosto bastante do SELVAGENS A PROCURA DE LEI e do VIVENDO DO ÓCIO.

Vivs: Acho a cultura do Nordeste riquíssima! Além de bandas de metal como LASTING MAZE e LAND OF LEMURIA, e, obviamente, as de metal extremo, admiro muito a música de ALCEU VALENÇA e MARIA BETHANIA. Confesso que são estilos que não ouço com frequência, mas acho o trabalho deles incrível.

Daniel Tavares: Vocês são um casal, certo? Ou pelo menos, parecem um. Como dividem a parte profissional da vida pessoal? Como não deixar que uma discussão, só exemplificando, por uma toalha molhada esquecida na cama interfira na música ou algum problema no palco chegue ao sofá de casa?

Marcelo: Sim, já somos casados há 4 anos. Nunca tivemos que colocar uma divisão clara entre o que é profissional e pessoal, acho que isso sempre foi muito natural para nós. Felizmente, somos um casal que discute muito pouco, sempre conversamos quando temos algum problema, e acho que isso faz com que tudo dê certo, na vida pessoal e profissional.

Daniel Tavares: Finalizando, o espaço é seu.

Vivs: Agradecemos muito pela entrevista e pela oportunidade de dividirmos com o público um pouco mais da nossa história. Esperamos que as pessoas se identifiquem e curtam muito a nossa música!

Site:
http://www.FLOWERLEAFband.com

Álbum no Spotify:




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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