Leaves' Eyes: a nova Skjaldmö e o novo disco. Confira entrevista exclusiva.

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Daniel Tavares
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Em abril de 2016, Elina Siirala, substituiu Liv Kristine no posto de frontwoman da banda alemã LEAVES' EYES. E no início deste ano, depois de fazer sua estreia ao vivo para 20 mil fãs em Jakarta, na Indonésia, e se apresentar em vários festivais (Metal Female Voices, Wave Gotik Treffen, Masters of Symphonic Metal, Full Metal Cruise, entre outros) a banda lançou seu sétimo álbum de estúdio, "Sign Of The Dragonhead", o primeiro com a nova vocalista. Conversei com a banda, hoje formada por Elina Siirala (voz), Alexander Krull (voz), Thorsten Bauer (guitarra, baixo), Pete Streit (guitarra), Joris Nijenhuis (bateria), sobre o "Sign of The Dragonhead", sobre a cultura viking, mas também sobre como os fãs tem recebido Elina e vários outros assuntos, que você confere logo abaixo.

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Daniel Tavares: O novo álbum está sendo lançado hoje. Quais as suas expectativas com este álbum? O que vocês receberam de feedback das pessoas que já o ouviram?[Nota: a entrevista foi feita antes do lançamento do novo disco, mas por motivos alheios a nossa vontade só estamos enviando agora]

Alex: O feedback tem sido surpreendente até agora. Nós recebemos um monte de resenhas ótimas e os fãs adoraram os clipes que nós lançamos para "SIGN OF THE DRAGONHEAD", "ACROSS THE SEA" e "JOMSBORG". Nós acabamos de ter a chance de tocar estas canções ao vivo nos nossos shows de lançamento aqui na Alemanha e todas soaram muito bem e os fãs adoraram. "SIGN OF THE DRAGONHEAD" acabou de entrar no número 21 da lista oficial de discos alemã como a melhor estreia de metal entre todas aquelas bandas do mainstream! É um ótimo tempo para o LEAVES' EYES!

Daniel Tavares: O que vocês diriam agora sobre a nova vocalista, Elina Siirala? Como vocês a recrutaram? Como as pessoas estão reagindo à sua performance durante os shows?

Tosso: Elina tem tanto uma ótima presença no palco quanto uma voz poderosa, que se encaixa muito bem com a música sinfônica e pesada de LEAVES' EYES. Quando ficou claro que Liv Kristine queria sair da banda em abril de 2016, Alex e eu tivemos que pensar sobre quem poderia ser a nova vocalista. Basicamente, nós apenas convidamos uma pessoa para o estúdio para sessões de canto e foi Elina. A banda de Elina tinha aberto nossos shows duas vezes no Reino Unido em 2015, então nós sabíamos que ela era uma grande cantora e artista. Quando nos conhecemos no nosso quartel general, no Mastersound, aqui na Alemanha, houve imediatamente uma excelente conexão e vibração com ela e ela foi corajosa o suficiente para assumir o papel como nossa nova front lady. Alguns dias depois, tocamos juntos na Indonésia em frente a 21.000 pessoas e Elina fez um ótimo show. Desde então, já tocamos muitos outros shows e festivais como headliners na Europa, e é claro que fizemos duas grandes turnês norte-americanas! A reação dos fãs e da imprensa foi fantástica!

Daniel Tavares: Eu tenho que perguntar porque as pessoas querem saber. Como é o seu relacionamento com a ex-vocalista Liv Kristine atualmente? Vocês seguem o trabalho atual um do outro? Você acha que ela pode cantar novamente com a banda em alguma ocasião especial, algum dueto com Elina ou alguma aparição especial num aniversário de disco, por exemplo

Tosso: são quase dois anos desde que a Liv deixou a banda e nós seguimos caminhos separados. Desde então, tocamos muitos shows e fizemos muitas turnês com Elina (por exemplo, 2 turnês norte-americanas completas com o SABATON e SONATA ARCTICA) e lançamos "FIRES IN THE NORTH" e o novo álbum "SIGN OF THE DRAGONHEAD". Agora, estamos muito ocupados agendando shows e turnês para o nosso novo álbum juntos e estamos muito felizes da forma como as coisas estão indo com a nossa banda. Portanto, não há planos para uma nova colaboração com o Liv.

Alex: Estamos em contato por causa do nosso filho e, em 2016, gravei algumas de suas aparições como convida, como "Tanzwut" ou "Eden's Curse" no Mastersound Studio.

Daniel Tavares: E quais novas faixas que você acha que serão tocadas ao vivo? Você está planejando tocar "Sign of The Dragonhead" em sua totalidade em algum show?

Elina: Já tocamos cinco faixas do novo álbum em nossos shows de lançamento e vamos tocar ainda mais durante a turnê europeia em abril / maio. É difícil escolher quais, uma vez que poderíamos facilmente tocá-las todas ao vivo! Então talvez possamos fazer exatamente isso quando houver uma oportunidade e uma ocasião especial para isso.

Tosso: As novas músicas, como "JOMSBORG" e "SIGN OF THE DRAGONHEAD", são incríveis e são feitas para serem tocadas ao vivo.

Daniel Tavares: Vocês poderiam resumir pra gente exatamente o que o "sinal do Dragonhead"? Não o álbum, mas o conceito.

Alex: "SIGN OF THE DRAGONHEAD" começa com a faixa título, que se conecta diretamente com o álbum "King of Kings". Os vikings buscaram por novos horizontes, como nós fazemos nós mesmos com a banda! As sagas nos contam sobre o Rei Harald Fairhair, seu dracar [N.T. navio viking] chamado "Draken" (dragão) e sua lendária tripulação, os berserkers guarda-costas reais vestidos de lobo. Mas o "Sign of the Dragonhead" não é um álbum completamente conceitual apenas sobre este personagem. Nós temos mais um monte de estórias muito interessantes e diferentes no novo álbum. Por exemplo, a canção "Völva" é sobre mulheres da era viking que usavam magia. Os Vikings acreditavam que uma völva poderia prever o futuro em seus rituais pagãos, conectar-se ao outro mundo e dar conselhos importantes aos Jarls, o líder dos Vikings, também.

Daniel Tavares: Todo mundo, no mundo inteiro, sabe ao menos um pouco sobre a mitologia nórdica, mesmo em países que tenham, eles mesmos, uma mitologia forte. Nós temos até um super herói baseado nas estórias dos homens do Norte, Thor, que é conhecido em toda parte. Por que vocês acham que a mitologia nórdica tem tanto apelo em países estrangeiros?

Tosso: As terras e a cultura nórdica nunca foram tão influenciadas pelo Império Romano e pelo cristianismo como a maioria dos outros países europeus. Eu acho que essa é uma das razões pelas quais a mitologia nórdica é tão interessante e fascinante. Ao mesmo tempo, os nórdicos tiveram um enorme impacto em muitos lugares europeus, como França, Inglaterra, Alemanha, Itália e também a Rússia.

Alex: Esta é com certeza um motivo para os vikings terem se espalhado por quase todo o mundo, até mesmo pela América. Eu sou parte da cena de reencenação viking, que também é uma cena global, quase como a cena do metal. Muitos metalheads também participam! A canção "Jomsborg" é muito pessoal para mim e combina a saga épica dos viking com os vikings modernos: a faixa é sobre o lendário reduto viking e os jomsvikings! Meu pai e sua família tem raízes nessa área, por isso é muito especial para mim escrever uma canção sobre isso. Hoje em dia, existe lá o maior grupo de reencenação viking, chamado "Jomsborg" e eu sou um membro de honra neste grupo viking também. A canção também é uma homenagem à toda a reencenação viking no mundo inteiro. Quando tenho tempo e nós não estamos em turnê, eu também faço treinamentos de batalha e vou aos eventos medievais e vikings para me juntar a meus irmãos e irmãs por lá! A reencenação Viking é como uma paixão pela história viva ou até mesmo um estilo de vida. E não é apenas por causa das batalhas desses eventos medievais, que são sempre o destaque de tais festivais. Tem também a roupa, mercados, acampar e conhecer outras pessoas com a mesma paixão. E como as pessoas se encontrando em eventos e, você não vê celulares lá e coisas assim. As pessoas até tentam reproduzir a cozinha e tudo; de joias, roupas, todo o estilo de vida para casas, navios, réplicas de armas antigas e tudo combinado com os mercados medievais. É como um tempo fora da vida moderna.

Daniel Tavares: Sobre "Vikings", a série de TV, vocês assistem? Vocês acham que ela faz justiça e é verdadeira em relação a sua história?
Tosso: Eu realmente gosto de vikings, a série de TV, porque é muito divertido. Mas você não deve vê-lo como um documentário preciso histórico de acordo com as sagas. Prefiro apenas apreciar o show.

Alex: Eu acho que músicas como "Rulers of Wind and Waves " se adequariam muito bem ao programa de TV VIKINGS.

Daniel Tavares: E o que vocês conhecem da mitologia brasileira também? O que vocês conhecem da cultura e música brasileira? Falando sobre música especificamente, que artistas brasileiros vocês conhecem ou mesmo tiveram alguma influência na sua vida e carreira?

Tosso: Eu adoro tocar violão e guitarra clássica. Então eu sei sobre a magia da Bossa Nova e eu amo um monte de obras de Heitor Villa-Lobos. Em se falando de metal, o Brasil presenteou o mundo com o Sepultura. Um dos shows mais empolgantes que eu vi quando era adolescente foi o Sepultura aqui na Alemanha, no começo dos anos 90.

Alex: Nós fizemos uma jam com Max e Igor em sua turnê europeia com o Sodom em 1989 em nossa sala de ensaio do ATROCITY. Foi incrível! Igor na bateria, Max no baixo, Matze (ex-guitarrista do ATROCITY) na guitarra e eu nos vocais. Nós tocamos algumas covers loucas de metal, haha - acho que Max tem até um vídeo desta sessão! Isso foi alguns anos antes de você se juntar à banda, Tosso, haha

Daniel Tavares: E agora que o Brasil está em nosso foco, quando iremos ver a LEAVES' EYES no Brasil?

Alex: Seria maravilhoso voltar logo com o novo álbum e tocar para os nossos fãs brasileiros que são incríveis !!! Diga a seus produtores para nos trazer de volta!

Tosso: Sim, espero que possamos voltar em breve ao seu excelente país. Tivemos um tempo fantástico em 2006 e 2015 no Brasil. Os alemães adoram o Brasil por sua atitude em relação à vida, ao clima, à comida e às lindas mulheres.

Daniel Tavares: Por último, mas não menos importante, deixe uma mensagem para todos os fãs brasileiros da LEAVES' EYES.

Tosso: Muito obrigado a todos os nossos fãs brasileiros. Confiram o "Signo of The Dragonhead" e nos veremos em turnê em breve.

Alex: Obrigado pela entrevista e pelo apoio. Nós amamos o Brasil. Nos veremos o quanto antes.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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