Morbid Angel: muitos achavam que o death metal não duraria tanto
Por Edilson Luiz Piassentini
Fonte: Rock N'Breja
Postado em 03 de fevereiro de 2018
Formada em 1984, a banda americana Morbid Angel é considerada pioneira e crucial para o desenvolvimento do gênero death metal ao redor do mundo.
E essa semana entrevistamos o baixista e vocalista Steve Tucker, que nos contou sobre a sua volta a banda, o mais recente e aclamado trabalho "Kingdoms Desdained", e sua opinião sobre o cenário do death metal atual e a relação dos fãs com a banda.
ROCK N’BREJA – Steve primeiramente agradeço pela entrevista. O novo álbum da banda, "Kingdoms Desdained", lançado em dezembro de 2017, vem ganhando excelentes críticas por parte da mídia e dos fãs. Como foi o processo de composição do álbum e imaginaram ganhar esse respaldo tão rapidamente?
STEVE – Obrigado! Para falar a verdade, eu realmente não me importo muito com as críticas, as vezes acho uma piada alguém ouvir algo tão complexo uma ou duas vezes e depois sair dizendo por ai o que eles acharam, se foi bom ou não. Para mim, isso é uma coisa ridiculamente egoísta de se pensar, que você pode decidir se algo é bom ou ruim para os outros.
O que me excita é o quanto os fãs apoiaram não só o álbum, mas também à nós! Gostaria de agradecer a todos nossos fãs! Tenho certeza de que eles estão felizes com este álbum, pois sei que estavam muito insatisfeitos com o último. Eles queriam death metal, e "Kingdoms Disdained" é todo death metal.
ROCK N’BREJA – Para quem acompanha o Morbid Angel, fica perceptível que sua volta a banda trouxe uma mudança muito boa. A sonoridade está mais pesada devido a afinação dos instrumentos, criando assim um clima mais sombrio. E isso fica ainda mais claro em "Kingdoms Desdained". O quanto essas mudanças foram importantes para chegar no resultado que obtiveram com "Kingdoms Desdained"?
STEVE – A mudança principal com este álbum é que todas as músicas possuem guitarras de sete cordas. Portanto, a mudança é pouca, porém um som mais grave. Isso é algo que Morbid Angel sempre teve, mas este é o primeiro álbum em que todas as músicas utilizam guitarras de sete cordas. E isso não foi algo planejado, simplesmente aconteceu.

ROCK N’BREJA – Sabemos que o Morbid Angel é um dos grandes pilares da cena do Death Metal mundial, servindo de influência para muitas outras novas bandas do gênero. Como você ve a trajetória da banda desde o seu início até o seu momento, e como vê a cena do death metal atual? Quais bandas do gênero ou de outros gêneros você tem acompanhado?
STEVE – Bem, antes de tudo, creio que para muitos, exceto para as pessoas que amam o death metal, achariam que o gênero duraria tanto tempo. Isso é uma prova viva e verdadeira em que as pessoas tocam esta música por amor e não pelo dinheiro ou pela fama. Isso é uma demonstração da dedicação. O novo "death metal" é influenciado pelas bandas old school, mas vejo que também são muito influenciados pelo rap e pela música eletrônica. Ou parece existir bandas que queiram adicionar melodia usando vocais melódicos, e eu odeio dizer isso, mas a maioria dessas bandas falham miseravelmente! Esses vocais melódicos são tão fracos e fora de sintonia com o estilo. Eu acho ótimo experimentar coisas novas, mas nem todas as coisas funcionam.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | ROCK N’BREJA – Um fato curioso do Morbid Angel, o que as vezes pode passar por desapercebido, é sobre o lançamento dos álbuns em ordem alfabética. "Kingdoms Desdained" é sucessor do ao vivo "Juvenilia", que por sua vez é sucessor do álbum "llud Divinum Insanus" de 2011, e por ai vai. Isso foi uma mera coincidência, ou foi algo realmente proposital? Sendo proposital, podemos dizer que ainda teremos muitos álbuns do Morbid Angel a ser lançado correto? rsrsrs
STEVE – Claro que isso foi completamente de propósito! Mas não tenho certeza de quão longe podemos seguir com o alfabeto, é impossível prever o futuro. No entanto, uma coisa é certa. Aqui ninguém planeja parar tão cedo.

ROCK N’BREJA – Com o lançamento do "Kingdoms Desdained" e sua grande repercussão, vocês já estão preparando para entrar em turnê? Podemos esperar pelo Morbid Angel em terras brasileiras ainda este ano? Quais os principais planos da banda para 2018?
STEVE – Sim, há turnês sendo agendadas agora. Espero que possamos ir ao Brasil, é algo que não posso aguardar para ver e levar um death metal brutal à vocês.
ROCK N’BREJA – Steve, mais uma vez, agradeço pela entrevista. Deixe um recado para os fãs da banda aqui do Brasil e para os nossos seguidores. Abraços e sucesso!
STEVE – Obrigado, espero ver todos vocês em um show por aí

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