Cinnamun Beloved: Mostrando a diversidade do Metal Argentino

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Carlos Garcia
Enviar correções  |  Ver Acessos

Criada em 2011 pela vocalista e compositora Sabrina Filipcic Holm, o Cinnamun Beloved já possui um full-lenght e um DVD lançados, além de ter sido banda de suporte em shows de porte internacional, ao lado de bandas como Epica e Sirenia.

Lágrimas nos olhos: 25 músicas para chorarSlayer: quando o católico pai de Tom Araya descobriu que a banda era satanista

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Com uma sonoridade moderna, densa, bela e melodiosa, às vezes melancólica, às vezes sinfônica, possui uma personalidade marcante, sendo difícil lhe lhe colocar dentro de um rótulo específico, mas com certeza agradará fãs de grupos como The Gathering, Nightwish, Sirenia e outros que transitam nesse estilo sinfônico/Gótico.

Conversei com a mentora do grupo, Sabrina Filipcic Holm, para trazer para vocês um pouco mais desta excelente banda argentina (que já está com o segundo álbum praticamente pronto) mostrando a diversidade da cena dos nossos vizinhos, que possuem muitas bandas de qualidade dentro das várias vertentes do Metal, e logo trarei mais algumas entrevistas. Notamos algumas similaridades com o que acontece aqui e em outros países, por exemplo, Sabrina conta que muitas pessoas são desonestas na cena lá, e você tem que pagar para abrir para bandas estrangeiras. Confira a seguir!

Para começar esta conversa, gostaria que você fizesse uma breve história da banda, aos leitores que conhecerão o Cimnamun Beloved por essa entrevista.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sabrina Holm: A ideia inicial do Cinnamun Beloved surgiu no início de 2011, depois que deixei minha banda principal, a qual era fundadora e compositora principal. Decidi explorar novos estilos musicais sem abandonar meu estilo de composição. O primeiro material da banda foi gravado por músicos talentosos da cena local, que fizeram parte da banda para os shows ao vivo. Cinnamun Beloved também contou com a participação de alguns músicos convidados: Diego Valdez (ex Skiltron) e Guillermo De Medio (que trabalhou com Tarja Turunen) no teclado e programação. A banda foi escolhida para abrir para o Epica em 2012. A banda também lançou um DVD ao vivo em 2013, com fragmentos de shows ao vivo e importantes músicos convidados.

Como você descreveria a sonoridade da banda?

SH: O som da banda é uma mistura de diferentes estilos de metal combinados com elementos eletrônicos, que tem como resultado um som moderno e poderoso, em combinação com minha voz.

A banda também sofreu várias alterações no line-up. Conte-nos mais a respeito.

SH: Por razões pessoais, em 2014, me separei dos demais músicos, e comecei a compor o que seria o próximo álbum da banda, chamado "Stain", o qual está sendo gravado ainda. A banda está postando as novas músicas no Youtube. para que a pessoas possam ouvir o novo material. A atual formação é: Eu (Sabrina Filipcic Holm) nos vocais, Leonardo Lukaszewicz (guitas), Germán Esquerda (keyboards), David Saavedra (baixo) e Matías Sala (bateria). Em março de 2017 Cinnamun Beloved ganhou um concurso para ser banda de apoio do Sirenia em Buenos Aires. Atualmente, a banda continua tocando e gravando o novo álbum que possui um som diferente do primeiro, incluindo elementos do Power metal, mas ainda mantendo o som sinfônico.

Gostaria que você nos contasse um pouco sobre o álbum de estréia, como foi a repercussão dele e também gostaria que você falasse sobre o conceito do título, "The Weird Moment".

SH: Felizmente, a repercussão do primeiro álbum foi muito boa, mas a cena do metal aqui é muito complicada, por vezes, é difícil conseguir levar às pessoas o seu material...

SH: Sobre o nome do álbum, eu (Sabrina Filipcic Holm) estava em um momento muito estranho na minha vida, então é por isso que eu decidi nomear o álbum desse jeito ...

Nos conte um pouco mais sobre 2 músicas desse debut, que eu gostei muito, são elas "Leaving Myself" e "Never Asleep", para mim, dois destaques do seu primeiro álbum.

SH: Essas são duas músicas que escrevi com piano e voz somente, e decidimos fazer "músicas" delas, com elementos eletrônicos e toda a banda no final, para torná-las mais divertidas e poderosas.

No perfil da banda, você se descreve como Gothic Metal, mas vejo que o som vai além, sendo muito criativo. Gostaria que você comentasse sobre a sonoridade e o que você procura em termos musicais para a banda?

SH: Nós nos consideramos uma banda de Gothic Metal porque nós realmente não sabemos o que somos ....hehe. No segundo álbum, há mais elementos do Power Metal, mas ainda sinfônico. Eu acho que porque há uma cantora em primeiro lugar, mas nós fazemos a música que gostamos, nós não pensamos: "isso não é gótico". Eu apenas componho do jeito que eu quero (risos).

Fiquei impressionado com a qualidade de som do seu álbum. Eu vejo que você está projetando uma carreira internacional, e você sabe que só é possível com o investimento. Gostaria que você comentasse sobre isso e sobre os planos futuros da banda.

SH: Claro que é um plano futuro da banda, procuramos um selo, e queremos que nossa música seja ouvida fora da Argentina também. Temos uma boa repercussão por pessoas que nos ouviram em outros países, mas sabemos que é difícil, são muitas bandas boas na mesma situação que estamos ... mas há bandas de heavy metal da Argentina que atravessaram o oceano, então, quem sabe?

Falando sobre investimentos, logo após o álbum, você também lançou um DVD. Eu achei uma ideia interessante, algumas novas bandas lançam DVD logo nos primeiros anos. Gostaria de saber como ocorreu a repercussão e se você alcançou os resultados esperados.

SH: Foi um pouco arriscado, mas decidimos fazê-lo de qualquer maneira, a repercussão foi boa e está disponível no youtube para que as pessoas possam assisti-lo. O DVD físico tem entrevistas e backstages.

E sobre o processo de composição na banda? Como funciona?

SH: No primeiro álbum, a composição foi feita por mim, Sabrina Filipcic Holm e Jorge Perini, que me ajudou, tive algumas ideias e fizemos músicas delas. No segundo álbum, a composição vem sendo feita por mim e Federico Cordera, exceto duas faixas feitas por Guillermo de Medio, Leonardo Lukaszewicz e eu, uma por mim e a intro e outro composta pelo tecladista Germán Esquerda.

E quais são as principais inspirações quando você está compondo e escrevendo músicas?

SH: Depende do clima, acho, he he. Como eu disse antes, não planejamos nossas músicas ou dizemos que não é nosso estilo, ou qualquer coisa assim ... se gostamos, está dentro ....

Como você disse antes, existem várias músicas novas no youtube, gostaria que você nos contasse, então, qual é a situação atual do novo álbum e se há uma previsão de lançamento?

SH: O novo álbum está quase terminado, e será lançado no final de 2017, esperamos. Estamos colocando no youtube as novas músicas, para que as pessoas possam ouvi-las antes que o álbum esteja completo, então eles sabem o que é o Cinnamun Beloved hoje em dia. Felizmente as pessoas gostaram do que já ouviram!

E para fazer um paralelo com a cena na Argentina com a cena aqui no Brasil, quais são as principais dificuldades enfrentadas para manter uma banda de Metal em seu país?

SH: A cena do Metal aqui é muito pequena, e é muito difícil conquistar seu espaço. Muitas pessoas são desonestas, e você tem que pagar para abrir para bandas estrangeiras, e uma soma considerável de dinheiro, é tão injusto, nunca fizemos isso, mas muitas pessoas fazem isso, nunca termina ...

Sabrina, e sobre você? Conte-nos um pouco mais como você entrou na música? Quem foram seus principais incentivadores? Você tem uma voz bonita, gostaria que nos conte um pouco sobre suas influências e seus antecedentes musicais?

SH: Comecei a ouvir Metal quando tinha 16 anos, mas eu cantei toda a minha vida. Comecei a estudar e continuo hoje em dia. Obrigado pelo "bela voz!". Eu tenho influências, mas ninguém em particular. Eu gosto de encontrar o meu próprio estilo, não tento copiar qualquer cantor (e não poderia, mesmo se eu quisesse), então eu faço o que posso fazer ...

Obrigado pela sua atenção, deixei o espaço final para você enviar uma mensagem aos leitores.

SH: Obrigada pela entrevista, você pode nos encontrar no facebook, Instagram, twitter, somos Cinnamun Beloved ... KEEP ON ROCKING!!!!! OBRIGADO!!!!

https://www.facebook.com/CinnamunBeloved/




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção EntrevistasTodas as matérias sobre "Cinnamun Beloved"


Lágrimas nos olhos: 25 músicas para chorarLágrimas nos olhos
25 músicas para chorar

Slayer: quando o católico pai de Tom Araya descobriu que a banda era satanistaSlayer
Quando o católico pai de Tom Araya descobriu que a banda era satanista


Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

Mais matérias de Carlos Garcia no Whiplash.Net.

Cli336x280 CliIL Cli336x280 CliInline