Hank Shermann: Completamente aberto para retorno do Mercyful Fate

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Scream & Yell
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Como banda, DENNER/SHERMANN é bastante recente. Mas o currículo de seus integrantes, principalmente dos dois guitarristas que lhe emprestam os sobrenomes, a credencia para ser vista como um dos grandes nomes do Heavy Metal mundial. Michael Denner e Hank Shermann (na verdade, Rene Krolmark) os guitarristas da formação mais clássica da banda dinamarquesa MERCYFUL FATE (de onde também saiu KING DIAMOND). A parceria de ambos transcende o MERCYFUL FATE. Os dois estiveram juntos em álbuns como "Melissa" e "Don't Break The Oath", considerados como alguns dos pilares do Black Metal, além de diversos outros trabalhos em outras bandas, como ZOSER MEZ e FORCE OF EVIL. Em 2015, recrutaram um time de outros talentos (Sean Peck, Snowy Shaw e Marc Grabowski) e criaram o DENNER/SHERMANN, lançando o EP "Satan's Tomb" e, este ano, o álbum "Masters of Evil". Por ocasião do lançamento do álbum, primeiro lançamento da Abigail Records, tivemos a oportunidade de conversar com Hank Shermann. O "mestre da maldade" nos falou sobre diversos assuntos, sobre a nova banda e seu primeiro full-length, sobre o MERCYFUL FATE e seu legado, sobre a longa parceria com Michael Denner, sobre o GHOST e sobre possíveis shows em solo brasileiro. Confira a conversa na íntegra logo abaixo.

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Daniel Tavares: Vamos começar indo direto ao ponto. Como você tem visto à recepção ao seu último trabalho (o álbum "Masters of Evil")?

Hank Shermann: Tem sido realmente surpreendente pra mim, tão boa quanto como foi com o primeiro EP que nós lançamos. Todo mundo ficou, é claro, um pouco curioso para saber como seria a recepção ao próximo álbum, uma vez que ele seria um álbum completo e teríamos mais canções e os estilos se distribuem em muitos diferentes, não existem duas canções que se parecessem umas com as outras. Claro que nós estávamos muito empolgados para ouvir às reações, mas, até agora tem sido incrível. Nós já tivemos algumas resenhas realmente muito boas e, claro, a banda inteira está entusiasmada e nós acabamos de fazer um show aqui, então, tudo está muito bom.

Daniel Tavares: Eu ouvi o álbum, fiz minhas pesquisas sobre vocês, obviamente, mas eu gostaria que você contasse aos nossos leitores/ouvintes um pouco mais sobre a banda. Eu gostaria que você apresentasse a banda DENNER/SHERMANN.

Hank Shermann: Sim, a banda DENNER/SHERMANN consiste de Michael Denner na guitarra, eu próprio na outra guitarra, nós originalmente começamos no MERCYFUL FATE em 1981 e agora ainda estamos juntos e agora acabamos de lançar este álbum e a ideia apareceu quando fizemos aquele show de 30 anos do MERCYFUL FATE juntos. Tivemos a ideia: "por que não formamos uma banda?" E então, para as canções do álbum nós escolhemos o vocalista Sean Peck, que também canta na CAGE e DEATH DEALER. E nós sempre quisemos ter o Snowy Shaw de volta na bateria. Ele era o baterista do MERCYFUL FATE naquela época e quis fazer parte disso conosco. Para o baixo, eu trouxe o baixista Marc Grabowski, que também toca em uma banda chamada DEMONICA, em que eu também comecei a tocar em 2010, então, é como se nós todos nos conhecêssemos muito bem, exceto por Sean Peck. Sean Peck é o cara novo e nós sabemos que ele sabe dar uns gritos altos e algumas coisas bacanas, ele é o cara perfeito para fazer com que essa banda se juntasse e criasse o que nós criamos até agora. E o estilo de música é o heavy metal clássico tradicional. Estou fazendo toda a música e ela tem como se fosse uma assinatura, uma marca registrada do que já fiz. Claro que há algo de MERCYFUL FATE, mas há também algo que lembre o início do JUDAS PRIEST e um pouco de Punk. Então, nós temos todos esses cinco caras talentosos e todos contribuíram com o que temos a oferecer e lançamos este álbum "Masters of Evil" e, basicamente, esta é a versão curta da história da banda.

Daniel Tavares: Eu vi alguma coisa que soava como o OZZY OSBOURNE também na voz do Sean.

Hank Shermann: Sim, existe uma parte em uma canção em que o Sean está se divertindo consigo mesmo ao soar como o OZZY e talvez como o Rob Halford. Sabe, nada demais, só ele se divertindo, uma vez que a canção soa muito anos 80/final dos 70. Ele provavelmente aproveitou a inspiração. Nós conversamos um pouco sobre isso, mas estávamos todos com um sorriso no rosto e ele gostou de prestar esta homenagem ao OZZY por alguns segundos. Então, nós deixamos lá e todo mundo pensou que estava bom.

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Daniel Tavares: Eu também fiquei com um sorriso no rosto durante todo o álbum. E sobre o nome da banda, seus sobrenomes, Denner e Shermann, não é tão comum dar a uma banda o sobrenome de alguém. Você pode nos explicar (não que eu esteja dizendo que esteja certo, errado ou qualquer outra coisa) essa decisão de dar o nome de vocês à banda ao invés de alguma outra coisa, como Masters of Evil, por exemplo, o nome do álbum?

Hank Shermann: Sim, foi só uma decisão entre mim e o Michael quando ele chegou e disse: "por que não chamamos de DENNER/SHERMANN, porque os fãs, nossos fãs leais, que são basicamente os fãs do MERCYFUL FATE que nos seguiram por 35 anos ou mais, certamente saberiam o que temos a dar, melhor do que encontrar um novo nome como HellFire ou qualquer coisa assim. Nós pensamos que seria algo de mais classe, nesse momento das nossas carreiras, usar os nossos próprios nomes. Isto já foi visto antes em muitas formações desde os anos 70, mas, sabe, o mais importante em usar o nosso próprio nome é ter uma já algo que remetesse ao que já foi criado. De outra forma, nós estaríamos mais no começo, teríamos um nome ao qual as pessoas teriam que se acostumar.Com nosso próprio nome, as pessoas que nos conhecem saberiam o que iriam ter. Eu acho que estamos muito felizes com este nome e parece que as pessoas não se importam, não tem nada contra isso. E eu acho que é só uma questão de nós estarmos ficando mais velhos e querendo ir direto ao ponto e dizer, ok, você sabe, este é o Denner, este é o Shermann e esta é a nossa música.

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Daniel Tavares: Você tem trabalhado com o Denner por mais de 30 anos agora. Você o considera mais que um irmão, não?

Hank Shermann: Ele é realmente um bom amigo. A primeira coisa que fizemos foi lá em 1979, lá pelo final do ano...Ele entrou na banda BRATS em Copenhagen, é mais uma banda punk e então nós fizemos essa banda e então nós formamos o MERCYFUL FATE e fizemos juntos aqueles álbuns, o "Melissa" e o "Don't Break The Oath", então fomos pra uma banda chamada ZOSER MEZ, depois nos encontramos novamente na banda FORCE OF EVIL e agora nós estamos de volta juntos no DENNER SHERMANN. É uma longa relação, amizade, eu diria. Nossos estilos se complementam realmente bem e é por isso que isso funciona realmente bem. Não é como se tocássemos o mesmo estilo. O Michael tem um jeito único e saboroso de tocar guitarra e eu fico representando, talvez, as melodias mais agressivas, as partes mais agressivas. Então, neste sentido, nós realmente complementamos um ao outro realmente bem.

Daniel Tavares: Ok, vocês já tocaram um show no Metal Magic Festival. O que você pode nos contar sobre este show e o que você pode nos contar sobre os seus próximos planos para shows, turnês... existe algum plano para uma turnê na América do Sul, incluindo o Brasil, claro?

Hank Shermann: Sim, nós acabamos de voltar desse show na Dinamarca. É um festival de proporções médias, um festival de Heavy Metal. Nós tocamos doze canções, nós tivemos cinco canções do novo álbum, nós tocamos "Angel's Blood", nós tocamos "Son of Satan", "The Wolf Feeds at Night", "Pentagram and The Cross" e então tocamos "Escape From Hell". Nós decidimos tocar muitas canções do novo álbum, tocamos 5 das 8 canções. E então do EP "Satan's Tomb", nós tocamos "Satan's Tomb", "New Gods" e "War Witch". Então nós decidimos quatro canções do MERCYFUL FATE, que foram "Evil", "Curse of The Pharaohs", "Black Funeral" e "Dessecration of Souls". Então este foi o nosso primeiro concerto real, com um backdrop bacana, num palco grande, com muitas pessoas na plateia. Eu acho que foi muito bem. E agora nós vamos tocar em Hamburgo daqui a duas semanas [Nota: a entrevista foi realizada em 13 de julho]. Tem um grande festival lá e este será o nosso segundo show. Nosso terceiro show, na verdade, mas, sabe, como shows de festival será o segundo. Sabe, quanto mais shows nós tivermos, melhor ficaremos, mas, com toda a experiência do pessoal com outras bandas e a longa carreira, nós meio que já sabemos o que fazer. E quanto a outros planos, nós estamos tentando organizar uma turnê europeia e deve acontecer em setembro. Em outubro nós devemos entrar em uma turnê nos Estados Unidos e nós estamos tentando organizar uma turnê sul-americana em novembro, incluindo o Brasil, mas, até este ponto nada tem sido confirmado e nós ainda estamos aguardando pelos agenciadores nas diferentes regiões nos darem respostas para sabermos se conseguiremos fazer.

Daniel Tavares: O MERCYFUL FATE tem uma legião de fãs no mundo inteiro (e vocês tem tocado canções do MERCYFUL FATE). Existe alguma chance do MERCYFUL FATE, de você, do Denner, do Snowy, do KING DIAMOND, enfim, de vocês se reunirem e tocar em uma turnê, ou gravar um álbum? Você vê alguma chance para o MERCYFUL FATE no futuro?

Hank Shermann: Ah, sim, esta é uma boa questão. Sabe, eu gostaria. Entretanto, neste ponto não estamos falando especificamente sobre isso porque o Michael e eu estamos muito ocupados com o DENNER/SHERMANN e Kim está realmente ocupado fazendo o seu próximo álbum do KING DIAMOND. Então, tem que ser mais lá na frente na estrada, 2018, 2019...se for. Mas, pra mim, eu estou completamente aberto à ideia, mas depende mais de agenda, de tempo...Se nós realmente vamos fazer isso, eu posso te garantir que eu espero por isso e nós todos temos esta esperança pelos fãs e pelo evento histórico que seria. Espero que nós sejamos capazes de fazer isto acontecer.

Daniel Tavares: "Don't Break The Oath" junto com o "Melissa" são considerados os dois maiores álbuns de metal extremo de todos os tempos. E junto com o VENOM vocês influenciaram uma cena inteira de Black Metal que surgiu depois. Como você vê o legado do MERCYFUL FATE?

Hank Shermann: Sim, isto é engraçado. Sabe, não exatamente uma pergunta engraçada mas é uma pergunta difícil porque quando você é o originador da música e de uma banda inteira, você não se vê como algo particularmente especial. É claro que nós temos consciência de que existem muitas pessoas, outras bandas também, que foram influenciadas seja pelas letras do King Diamond, ou pela sua cara pintada ou por algumas partes da música. Isso só pode ser muito bom e um elogio agradável para a banda, que recebemos humildemente, mas é também bom saber que, você, como músico ou banda podem ajudar ou talvez inspirar outros músicos, outras bandas e que as pessoas querem começar a aprender a tocar guitarra, inspirá-los a ter o seu próprio estilo ou talvez replicar algo do MERCYFUL FATE e fazer deste o seu próprio estilo. Claro que nós sabemos que muitas bandas, METALLICA, SLAYER e numerosas outras sempre disseram que tem um carinho pelos álbuns mais antigos do MERCYFUL FATE. Eu apenas me sinto orgulhoso por ter feito parte desse tempo agradável. Foi em 1982, 1983, 84, 85... aqueles anos foram realmente bons para o Heavy Metal. Tudo era novo, havia muitas coisas vindo que você nunca tinha ouvido antes. Agora, leva um bom tempo para surpreender as pessoas. Você basicamente já ouviu de tudo. Então aquele sabor do início dos anos 80 era realmente bom e eu me sinto orgulhoso e feliz de ter feito esses álbuns do MERCYFUL FATE.

Daniel Tavares: Uma das bandas que apareceram recentemente foi o GHOST, que tem quase a mesma temática lírica, mas com um sotaque um tanto mais pop. O que você acha do GHOST?

Hank Shermann: Eu acho que falando que não há mais muitas bandas que possam te surpreender porque basicamente você já ouviu tudo. O GHOST é definitivamente uma daquelas que me surpreendeu quando eles começaram. Eu acho que eles tem uma imageria muito legal. Eu realmente gosto daquele papa, daquele estilo de vestir de papa do mal... É realmente muito legal, muito bem executado e a composição da música deles é realmente boa. Eu não vejo muita coisa do MERCYFUL FATE neles. Eu acho que algum dos caras, o vocalista talvez, devem ter dito que foram inspirados pelo MERCYFUL FATE, mas não. Sabe, talvez um riff aqui e ali talvez seja old school o suficiente que talvez pareça com o MERCYFUL FATE. Talvez não todos. Eu vejo mais coisas do tipo do BLUE OISTER CULT. Eles tem muitas partes intricadas de música, tem um pouco mais de suavidade, que de repente fica mais pesada, mas muito melódica, que é o mesmo que o BLUE OISTER CULT fizeram nos anos 70 e no início dos anos 80. Eu gosto da banda. Eu os acho legais porque eles são os únicos que fazem o que fazem e tem um estilo de música único.

Daniel Tavares: E sobre a predileção pelo oculto, pelo satanismo. Você consegue explicar porque vocês tem esse tema como um dos seus prediletos...você conseguiria explicar porque fizeram a escolha por esse tema principalmente?

Hank Shermann: Eu não posso explicar em nome do KING DIAMOND. Naquele tempo, o KING DIAMOND escreveu todas as letras, então acontece que foram as letras que ele escolheu escrever. O KING escreveu tudo e aconteceu o mesmo agora com o Sean. Então, não é como se a banda se juntasse e perguntasse: ok, caras, sobre o que vocês querem escrever? O Sean tem um monte de ideias loucas e ele fez todas as letras para esse álbum e para o EP. Ele apenas escreve tudo sobre histórias de fantasia, histórias com o oculto, é tudo parte do entretenimento e não necessariamente se relaciona com o que a banda é ou acredita. Todas as canções são uma experiência. E assim como o KING ele é muito mais focado na escrita das letras. Mas o Sean é um pouco mais abrangente e põe um pouco mais de outras coisas nisso. Nós temos algumas canções que incluem o nome Satã, mas apenas por causa disso não necessariamente quer dizer que o estejamos invocando. É mais um tipo de coisa de bom versus mal. O Sean tem muito desse negócio de herói. Ele é um grande fã de quadrinhos. Existe muito essa coisa de bem contra o mal, do pentagrama versus a cruz, ele usa muito esse tipo de coisa. Então, nós não somos nada específicos como uma banda satânica. Só fazemos Heavy Metal tradicional e clássico, do nosso jeito, claro. E o Sean tenta fazer algumas letras que vão bem com a música e, de alguma forma, ele faz. Então é basicamente decisão do Sean o que fazer com as letras, o que é o mesmo que acontecia quando era com o KING DIAMOND.

Daniel Tavares: Nós estamos quase chegando ao final do nosso tempo, mas eu ainda tenho mais três questões. Uma vez que nós estamos principalmente falando do seu álbum "Masters of Evil", eu gostaria de saber se você sabe a opinião do KING DIAMOND, se ele já ouviu o disco, se te disse alguma coisa...

Hank Shermann: Eu não estou por dentro disso. Não é algo que eu realmente saiba ou esteja pensando nisso. Se ele gostar, será bacana. Ele deve provavelmente estar curioso. Eu sei que ele ouviu provavelmente, eu acho, o "Satan's Tomb". Nós conversamos um pouco sobre isso, mas, sabe, eu imaginaria que sim, porque, como eu fiz toda a música, tem um som muito reconhecível, o meu som e o som do Michael, o som do MERCYFUL FATE. É algo mais negócio para negócio do que, você sabe, de amigo pra amigo. Ele não comentou muito sobre isso e eu pessoalmente não sei o que ele pensa sobre isso. Mas acho que ele ficaria orgulhoso que seus antigos amigos de banda estejam de volta aos negócios e de volta à cena e fazendo um Heavy Metal Old School realmente legal, mas talvez ele pense diferente. Eu não sei.

Daniel Tavares: Eu acho que ele deve ter gostado. Só queria ouvir de você. Tem uma pergunta que eu sempre faço para todos os meus entrevistados, porque sou brasileiro e gostaria de saber se tem algum músico brasileiro que você goste, ou mesmo se você teve alguma influência na sua música, no estilo de cantar ou de compor. E, para terminar esta entrevista, depois desta pergunta, eu gostaria que você mandasse uma mensagem para todos os seus fãs brasileiros, para aqueles que estão ouvindo o álbum do DENNER SHERMAN, "Masters of Evil" e estão gostando dele e para as pessoas que são fãs do MERCYFUL FATE.

Hank Shermann: Sim, o MERCYFUL FATE esteve no Brasil talvez cinco ou seis vezes, eu acho. Eu acho que cinco. Estivemos no Monsters of Rock em 96 e depois em nossos próprios shows em umas seis cidades no Brasil. Estas foram algumas das experiências mais divertidas e diferentes experiências, desde que nós começamos a fazer turnês na Europa, nos Estados Unidos. Na primeira vez nós voamos de São Paulo para o Rio de Janeiro e, então, Recife, Curitiba e todas as outras cidades. Foram todas as vezes muito legais, os fãs eram realmente loucos, apaixonados, nos seguindo por todos os lugares. Então nós tivemos realmente uma grande quantidade de boas memórias. Nós tocamos com uma banda brasileira em uma turnê nos Estados Unidos, eu acredito que chamada OVERDOSE. Eu acho que era esse o nome. Isso foi há muitos anos, uns quinze anos, mas eu acho que se chamava OVERDOSE. E nós encontramos um desses caras em outra cidade, quando tocamos lá, fomos na casa dele, conhecemos a sua família, seus pais, eles cuidaram da gente. Então foi bem legal. Também gosto do Kiko [Loureiro - MEGADETH/ANGRA], do seu estilo de tocar, mas provavelmente estou pronunciando o nome dele errado. E a mensagem para os brasileiros é que eu realmente espero que o DENNER/SHERMANN vá ao Brasil, eu e o Michael voltemos ao Brasil. Sabe, é uma grande experiência, um país muito bacana de que nós temos muitas lembranças boas e, esperançosamente, também possamos tocar algumas canções clássicas do MERCYFUL FATE, que é claro que vamos tocar. Então nós queremos ver vocês daí. Eu espero que tenhamos boas notícias nos próximos dois ou três meses, com relação a datas. Então, vamos esperar.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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