Avenged Sevenfold: "Somos a porta de entrada de muita gente no rock 'n roll"

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Por Rafael Testa, Fonte: Avenged Sevenfold Brasil
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O Avenged Sevenfold continua em sua turnê pela Ásia de divulgação do álbum Hail to the King. Sete shows já foram realizados no Japão, China, Coréia do Sul, Taiwan, Indonésia e Tailândia. Em Hong Kong, primeira apresentação da banda no país, a banda foi entrevista pelo Dinosaur Journal.

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Tradução da entrevista completa no link
http://home.avengedsevenfold.com.br/

Dinosaur Journal: Como vocês descreveriam a música de vocês agora?

Avenged Sevenfold: Cada disco é completamente diferente. Sabe, quando você está no colégio, você diz "é isso... você gosta desse tipo de música...", mas conforme você fica mais velho você não se importa mais. Nós tentamos fazer com que cada música tenha sua própria história, não temos temos um gênero fixo realmente. Tem algo de metal, um pouco de punk, um som pesado... enfim, alguma coisa boa também.

Dinosaur Journal: O que vocês consideram como "música boa"?

Avenged Sevenfold: Eu acho que é o que faz você se sentir emocional. Se você pode sentir um pouco de emoção, de modo que você gosta de estar em outros lugares, ouvindo Elton John, Queen, Metallica ou música pop, para mim, se você acha que isso é uma boa música, isso é uma boa música. Se isso pode te tocar, é música boa.

A que faz você sentir emotivo - se toca em alguma coisa, cria um sentimento e te leva a algum outro lugar, essa música vem de todos os tipos e formas, sabe, Elton John, Queen, Metallica, música pop, o que quer que você esteja ouvindo. Para mim, se a música é boa e te toca, isso é bom.

Dinosaur Journal: A transição do A7x para o cenário mainstream muda o pensamento da banda? Levando em conta o processo criativo e os objetivos?

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Avenged Sevenfold: Na verdade não. Desde o primeiro dia, fazemos o que queremos. E queremos escrever música que gostamos. Nós constantemente colocamos o que gostamos e esperamos que os nossos fãs gostem E nós temos os melhores fãs do mundo, eles de fato conseguem fazer isso. Nós sempre queremos ser o maior que pudermos ser. E não há cenário mainstream que possa interferir e, de repente, mudar o que somos. Então tem sido da maneira que nós desejamos que seja.

Dinosaur Journal: Vocês gostam de alguma banda da Ásia?

Avenged Sevenfold (M Shadows): Claro que sim. Eu sempre gostei da X-Japan, mas eles geralmente não fazem turnê nos Estados Unidos.

Avenged Sevenfold (Johnny Christ): Não sei... eu gosto da Babymetal! (risos)

Dinosaur Journal: Há alguma música que vocês tenham tocado tanto que não aguentem mais ouvir ou tocar?

Avenged Sevenfold: Todas elas. Acho que todas as músicas em nossa carreira se tornam cansativas. Mas eu te digo, se o público certo estiver lá e ficar louco, faz tudo isso ser diferente. Se você tocar para uma plateia estática, se torna bem entediante tocar músicas que você já toca há 15 anos. Por isso é ainda recompensador ir para a China e quando fomos para a Coreia e tocamos o setlist completo - que é realmente (!!) longo -, os fãs piraram o show inteiro e nos sentimos super bem! Uma daquelas coisas estranhas que se transforma em algo sensacional. É a atmosfera, sabe, tipo.... qualquer um ficaria cansado de tocar 'Unholy Confessions' por 5000 vezes se ninguém quisesse ouvir, mas ir para a Coreia e para alguns dos países asiáticos é algo como... vamos lá! É uma festa!

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Dinosaur Journal: Vocês acumulam uma lista de metas bem-sucedidas, como por exemplo serem o headliner do Download Festival no ano passado. Quais as próximas metas?

Avenged Sevenfold: Nós não temos metas realmente... alguns sonhos, eu diria. Do tipo, queremos ser uma grande banda, mas não sabemos realmente o que isso significava ou onde isso nos levaria. Há diferentes níveis de tendência na música. Nos Estados Unidos, por exemplo, você pode ser a maior banda de rock e ainda assim não fazer parte do que se considera mainstream. Quero dizer, Katy Perry e Rihanna são o que é de fato o mainstream. Se você se ater somente aos números, quero dizer, nós somos a banda de rock mais tocada do país ou algo parecido do último ano. Mas nosso número é muito inferior ao de músicos realmente mainstream como Rihanna (que tem suas faixas tocadas 40 milhões de vezes por semana). Isso é mainstream! Mas eu acho que as pessoas têm a impressão errada de que uma grande banda de rock é mainstream. Para nós, somente escrevemos o que gostamos e o que queremos fazer. E isso funciona pra gente. Mas também podemos fazer outras coisas (jogar video game) e queremos que as pessoas nos escutem. Nós queremos que as pessoas sejam apresentadas ao rock porque acreditamos que elas vão gostar. E sempre há aquela banda que te faz entrar no mundo do rock, e a partir dela, você começa a cavar mais fundo e encontrar outras coisas que goste. Daí você começa a ouvir coisas de artistas da Europa, Led Zeppelin, AC/DC. Você sempre precisa de uma banda que te faça entrar nesse mundo e não nos importamos em ser essa banda. Dessa forma nós conseguimos mais pessoas curtindo o rock 'n roll.

A banda ainda se apresenta na Malásia e em Singapura, fechando a parte asiática da Hail to the King Tour. Ainda este ano, o A7x deve ir à estúdio trabalhar em um novo álbum previsto para ser lançado em 2016.




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Sobre Rafael Testa

Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, tem 23 anos, é estudante de sistemas de informação e torcedor fanático do Vasco da Gama e do Tupi Football Club. Se interessou por rock/metal depois do grande tio Roney mostrar-lhe o Iron Maiden. Tem o gosto musical muito variado, curte do thrash metal do Slayer ao metalcore do All That Remains. Acredita que existem bandas boas atualmente e faz questão de apresentá-las.

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