Venom: "O perfeito é legal, mas o feio faz você pensar"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Carlos Garcia, Fonte: site Road to Metal
Enviar correções  |  Comentários  | 

Em entrevista recente para o site ROAD TO METAL (efetuada pelos redatores Carlos Garcia e Fernanda Luísa), Tony "The Demolition Man" Dolan, que fez parte do VENOM ao lado de Mantas e Abaddon, lançando o álbum "Prime Evil" (1989), entre vários assuntos, inclusive sobre sua banda atual ao lado de Mantas, M:PIRE OF EVIL, e do ATOMKRAFT, sua carreira como ator e também comentou sobre os tempos no VENOM, inclusive quando indagado se achava possível um dia trabalhar com o VENOM novamente (seria interessante uma tour com participação de ex-membros?), Tony não descartou:

5000 acessosTop 10 Guitarristas: matéria empolgada no Jornal da Globo5000 acessosSepultura: O solo de Eloy que fez o RIR aplaudir o Gloria

Quais os pontos negativos de sua época no Venom? E que as razões principais causaram sua saída? Você pode um dia voltar a trabalhar com o Venom?

Negativos foram decisões que tomamos, todas más...bem nem todas mas..nós perdemos o nosso caminho, eu acho. Perdemos oportunidades e não aproveitamos o potencial dos nossos companheiros de banda. Era o fim do contrato com a Music For Nations depois que o álbum "The Wastelands" foi lançado e eu já tinha me mudado para Londres, enquanto Mantas e Abaddon foram para Newcastle ... então eu decidi que como eu tinha um grande trabalho em Londres e tinha, tipo perdido o interesse na forma como estávamos trabalhando, então eu pensei que eu tinha cumprido minha missão e pararia por ali..Então foi o que eu fiz. Posso voltar? Hahaha ... com certeza ... porque não? E tenho tocado com Mantas por tantos anos, então estamos mais próximos disso possível, e se nós adicionarmos Abaddon, seríamos a mesma banda que éramos na época do álbum "Prime Evil"

"Prime Evil" foi bem recebido pela crítica, como uma volta aos bons tempos, porém não foi muito bem aceito por parte dos fãs, principalmente pela ausência de Cronos. Tony ainda lançou mais dois álbuns com o Venom, até a banda parar com as atividades em 1993, retornando com a formação clássica em 1995.

Confira mais alguns trechos da entrevista:

Para começarmos nossa conversa, Como se deu seu início na música? Qual foi a primeira banda que você ouviu, ou melhor, quais seriam as bandas que fizeram você sentir que o heavy metal estaria em sua vida para sempre?

Hahaha.... Eu estou um pouco velho agora.... Então as primeiras músicas que eu ouvi eram coisas provenientes da década de '50 , principalmente o que meus pais ouviam. Coisas como Elvis, Buddy Holly, Bil Haley Little Richard ... etc..

Ver o Kiss naquela época então, era um choque, mas não foi tanto quanto como quando testemunhei o Motörhead, depois de voltar para a Inglaterra no final dos anos 70, quando eu estava totalmente inserido no Punk Rock ... Angelic Upstarts The Dickies, The Ruts, o UK Subs e toda aquela cena, foi quando soube que independente do que eu fizesse com a minha vida, eu queria fazer música assim ... tão pesada e tão "Metal" quanto pudesse .

Fora do palco, você é um ator. Você acredita que a música nos conecta com outras formas de expressão artística? Que filme você gostaria de participar?

Eu atuava sim. O filme que eu mais gostei, e também foi o maior que participei, foi "Master and Commander-Far Side Of The World" (Mestre dos Mares), com Russell Crowe e Paul Bettany, porque filmamos por 5 meses em Baja, no México no alvorecer... E isso para um inglês foi algo como :"- Porra, que demais! Sem chuvas!!!".

Existe gente atuando na música?? hahaha oh sim ... nem sempre ... mas alguns dos maiores atores que criaram o que você leu ou viu no palco, e eles fazem de tudo para fazer você acreditar que eles são o que você quer que eles sejam ... enquanto entretanto eles são, na realidade, algo muito longe daquilo ali..E isso é uma espécie de intercâmbio e entendimento entre os "atores" e os fãs na maior parte do tempo ... e é isso que acontece ... Isso começa a ir para a direção errada quando o "artista" começa a acreditar em seu desempenho como um personagem ... e pensa que ele é realmente aquilo, ou quando os fãs reconhecem a "farsa', então eles perdem a fé tanto no artista como na música que vem desse artista. A chave? Não interessa o tipo de talento ... faça música verdadeira, que venha da alma ... dê significado às palavras ... Nunca faça nada falso porque os fãs não são estúpidos, e eles vão saber.

RtM: Quanto ao M:Pire of Evil, como você vê os resultados da banda desde a sua fundação até agora? Como você se sente em relação à aceitação dos fãs, incluindo aqueles que já conheciam o seu trabalho e o trabalho de Mantas em suas bandas anteriores ?
TD: Na medida em que os fãs foram vindo, fomos recebidos de maneira incrivelmente respeitosa e honrosa com a M: PIRE OF EVIL, e é assim como eles estão agindo conosco. Dedicados e leais, alguns nos acompanham desde de nossas velhas bandas, Atomkraft e Venom, e alguns são novos. A cada semana descobrimos novos fãs e eles nos descobrem, e isto é ótimo, e agradecemos a eles do fundo do nosso coração!

E como você vê o Venom hoje, em comparação com o início da band ? A banda teve uma importância histórica, e apesar das limitações técnicas, acabou chamando a atenção por tentar algo novo, também utilizando-se um bom apelo visual, a conotação "Satânica", que despertou a curiosidade, o título "Black Metal". A banda, por um momento, só pensou em negócios ?

Eu não acho que naquela época eles só pensavam nos negócios, eles só queriam ser diferentes, e é o que eles escolheram a partir de shows no estilo Kiss, até a imagem satânica, meio Sabbath, mas mais Black Widow .. e o título do álbum, "Black Metal", para mantê-los apartados do Heavy Metal . Eles colocaram tudo isso junto e isso foi o Venom ... diferente ... e precisamos do Venom neste mundo, perfeito é legal, mas o feio faz você pensar e se sentir vivo.

Agora? Não há comparação, mas como poderia haver? Muita coisa aconteceu, e olhando pra trás, aquilo era real ... agora, às vezes não é a mesma coisa mais, bem o "Venom" propriamente dito, eu acho, mas isso é só uma opinião minha como um fã do velho material.

Confira a entrevista completa com Tony no link abaixo no sire Road to Metal:

http://goo.gl/pQVr8Z

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 20 de fevereiro de 2015

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Venom"

NWOBHMNWOBHM
Dez álbuns essenciais do gênero

SlayerSlayer
Quando Cronos deixou Tom Araya de olho roxo

Phil AnselmoPhil Anselmo
5 discos essenciais em sua coleção

0 acessosTodas as matérias da seção Entrevistas0 acessosTodas as matérias sobre "Venom"0 acessosTodas as matérias sobre "Mpire Of Evil"

Top 10 GuitarristasTop 10 Guitarristas
Matéria empolgada no Jornal da Globo

SepulturaSepultura
O solo de Eloy que fez o RIR aplaudir o Gloria

Cantadas HeadbangerCantadas Headbanger
"Estou Priest a te dar um beijo!"

5000 acessosPra convencer: dez álbuns de metal para quem não gosta de metal5000 acessosEpica: belas fotos da bela vocalista Simone Simons5000 acessosKiss: a mais longa e reveladora entrevista de Eric Singer5000 acessosUltimate Guitar: as 28 canções mais sombrias de todos os tempos5000 acessosIron Maiden: Paul Di'Anno fala sobre saúde de Clive Burr4875 acessosFaith no More: apresentação completa da banda no Rock in Rio

Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

Mais matérias de Carlos Garcia no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online