Snowy Shaw: 25 anos de loucura em nome do Metal!

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Por Carlos Garcia, Fonte: site Road to Metal
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SNOWY SHAW é sem dúvida um dos mais carismáticos, interessantes e talentosos personagens da história do Metal, tendo um currículo e uma história fantásticos, numa carreira, como todo mundo, com altos e baixos, mas sempre sem medo de ousar e olhando para a frente.

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Completando mais de 25 anos de carreira, Snowy acaba de lançar um pacote com DVD/CD ao vivo, intitulado "Snowy Shaw: The Live Show, 25 years of Madness in the Name of Metal", trazendo um apanhado dessa história, onde fez parte e colaborou com diversas bandas, como KING DIAMOND e MERCYFUL FATE, DREAM EVIL, MEMENTO MORI, XXX, NOTRE DAME, THERION, DIMMU BORGIR, SABATON e tantos outros.

Além deste lançamento, que marca, não só uma comemoração de sua história, mas também o início de uma nova fase. Conversamos com este verdadeiro super-herói do Metal para saber mais deste lançamento, um pouco de história, planos e muito mais, numa entrevista muito legal, com muitas curiosidades e muito bem humorada, outra marca do sempre simpático e carismático Snowy! Confira alguns trechos a seguir, e a versão completa no link
http://roadtometal.blogspot.com.br/2014/09/entrevista-snowy-...

The SHAW must go on!

Road to Metal: Bem, você está lançando o seu DVD/CD ao vivo agora em setembro. Pode nos falar um pouco mais a respeito dele, e como foi a escolha do set list? Afinal de contas, são tantos álbuns e bandas que você trabalhou! Deve ter sido um trabalho árduo escolher quais músicas entrariam.

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Snowy Shaw: Você está certo, há um "caixão de tesouros" sem fundo de canções para escolher, mas que não foi a parte mais difícil. Como o slogan nos banners anunciou: "Snowy Shaw toca as músicas favoritas de todas as suas ex-bandas", eu basicamente só selecionei as músicas que eu mais gosto e que eu pensei que formariam um mix legal para os shows ao vivo, também dependendo dos músicos e estrelas que estariam disponíveis para a ocasião.

"Quanto ao fato de que a maior parte das músicas que entraram, foram canções que eu escrevi, foi apenas uma mera coincidência ... Só que não! (Risos) Naturalmente, existe uma tendência de gostar das músicas que você mesmo criou, caso contrário, você está definitivamente fazendo algo errado!"

RtM: Qual você considera que foi a a parte mais difícil dessa produção então?

Snowy Shaw: A parte mais difícil, e então nós estamos falando do tipo de coisa que iria matar a maioria das pessoas (risos), tinha muito pouco a ver com a música em si, mas pela organização e coordenação do evento como um todo, desde as filmagens, gravações, reunindo a equipe certa, o deslocamento das estrelas convidadas, produção de palco e adereços, concepção e construção, merchandising, promoção e a lista vai crescendo e crescendo, e quando você acaba fazendo basicamente tudo sozinho, é uma carga de trabalho quase desumana.

Até o momento do show propriamente dito, eu estava um zumbi desgastado, mas a maioria das pessoas não percebem é claro. Coloque grande sorriso e apenas faça, The Shaw Must Go On!! (risos) (veja aqui o trailer do DVD

RtM: E como foi a escolha do lugar certo para a gravação deste CD/DVD? Além disso, é claro, a fase de produção, imagem e som, são muitos detalhes que envolvem que envolvem uma produção dessas!

Snowy Shaw: Infelizmente o Madison Square Garden, em Nova York, já estava reservado nas datas que eu tinha em mente ... Não! (risos) Estou brincando, obviamente. Eu escolhi para o primeiro show minha cidade, Gotemburgo, a.k.a. Metal Town. Não só por razões de conveniência e de logística, mas porque, acredite ou não, eu raramente toco na minha cidade ou na Suécia em geral.

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No entanto, acabei tendo de mudar de local algumas vezes, com base no aumento de pré-venda de ingressos, e também dependendo do local que melhor se adequaria ao tipo de produção de palco que eu pretendia construir, e também com o que seria melhor do ponto de vista de filmagem.

RtM: Sem dúvida, um grande momento de sua carreira foi a entrada na banda de King Diamond, e depois também no Mercyful Fate. Como foi a sensação de fazer parte destas verdadeiras lendas, e como foi trabalhar ao lado de King Diamond?

Snowy Shaw: Eu sou eternamente grato pela oportunidade que tive de participar do King Diamond bem no auge de sua carreira, em 1989, foi ótimo trabalhar com King & Cia, mas no outono de 1994 eu decidi sair e focar toda a minha energia no ILLWILL, banda que eu nutria grandes expectativas.

RtM: Uma curiosidade que tenho é sobre o que eu li uma vez, que um dos membros do Notre Dame era um personagem fictício, é verdade?

Snowy Shaw: Eram todos personagens fictícios e eu sou um super-herói... se me permite ser um pouco vago e enigmático (risos). Mais sobre isso em meu livro em breve...

RtM: Falando em "personagens", lembrei dos seus conterrâneos do Ghost, que é algo do tipo que sua criativa mente conceberia, inclusive até houve comentários que você poderia fazer parte do grupo, e você brincou com isso em algumas entrevistas. Mas, vá saber..heheeh.

Snowy Shaw: Hehehe, obrigado! Sim, chegaram a surgir rumores que eu seria o baterista deles.

RtM: E tendo trabalhado com tantas pessoas, você conseguiria citar quais bandas ou pessoas que você se sente ou se sentiu mais confortável de trabalha lado, e se você poderia citar um momento que considera um dos mais importantes de sua carreira, e se teve alguma que foi uma decepção?

Snowy Shaw: Com exceção do Sabaton talvez, eu nunca me diverti tanto trabalhando com outra banda como com o Dream Evil.
E não é nenhum segredo que as coisas aconteceram muito feias e rápidas com Dimmu Borgir, infelizmente. Normalmente, quando as minhas expectativas são muito altas eu acabo mais decepcionado, como foi o caso com o Dimmu, Illwill, XXX e alguns outros.

RtM: Lembrei-me também o episódio "Dimmu Borgir", e a notícia de que você foi anunciado oficialmente como um membro da banda em um dia, mas deixou a banda no dia seguinte, voltando ao Therion.

Snowy Shaw: Bem, há, obviamente, muito mais do que isso. Você não acredita seriamente que eu poderia ter conseguido gravar baixo e vocais, lançar dois vídeos, fazer sessões de fotos e ensaios e, tipo, em 5-6 diferentes cidades/países em um único dia?

Foi algo perto de 7 meses eu acho, mas sem entrar em detalhes tudo o que posso dizer neste momento é que houve muita turbulência e merda acontecendo com o manager da banda, para que no final eu ficasse tão farto de tudo que eu desisti e voltei para a minha família no Therion.

RtM: Você canta, toca vários instrumentos, compor e até mesmo transita entre muitos estilos! Conte-nos um pouco de quando você começou a sua carreira como músico, quem o influenciou no início?

Snowy Shaw: Hmm, longa história, mas deixe-me ver. Eu primeiro entrei de cabeça no KISS quando eu descobri o álbum Destroyer, eu tinha uns 7 anos e foi uma daquelas experiência tipo "Wow!!" o antes/depois, de como ele mudou a minha vida para sempre.

Eu casualmente ouvia Purple, Sweet e Nazareth antes disso, mas com o KISS era algo completamente diferente. A música em si é apenas uma parte de um quadro muito maior, embora neste álbum em particular a produção fenomenal do super gênio Bob Ezrin foi nada menos que uma verdadeira obra-prima, era a imagem de quão grande era a vida, aplicado a uma criança que estava enlouquecida com os filmes de terror e super-heróis dos quadrinhos.

Eu não comecei a tocar até cerca de 5 anos mais tarde, quando eu mais ou menos forcei alguns colegas de classe a formar uma banda de rock, e não poderíamos ser piores, nenhum de nós tinha visto uma guitarra elétrica senão em fotos nesse ponto (risos).




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Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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