Rob Halford: O Judas Priest está de volta

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Por Maria Clara Madureira, Fonte: Ultimate Classic Rock, Tradução
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O frontman do Judas Priest, Rob Halford, foi o convidado da semana passada do programa de rádio "Full Metal Jackie". O "metal god" (deus do metal) conversou com Jackie sobre o vindouro album da banda, "Redeemer of Souls"; sobre a participação deles no sitcom "Os Simpsons" e sobre a dedicação do grupo em "vestir a camisa" do metal. Veja abaixo um trecho da entrevista de Full Metal Jackie com Rob Halford do Judas Priest:

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JACKIE: Nós pudemos ouvir a faixa título, eu consegui ainda ter a sorte de ouvir algumas outras músicas e digo que valerá a espera. Rob, em se tratando de metal, o Priest literalmente já fez tudo que se poderia fazer. Qual foi objetivo criativo que norteou a direção geral de "Redeemer of Souls"?

HALFORD: Nós temos usado a experiência que tivemos em "Nostradamus" como um ponto de referência. Ele foi nosso primeiro e único álbum conceitual, Jackie. Nós o amamos e ainda muitas coisas virão disto. É um tipo de projeto - se você quiser chamar disto - que tem uma vida comprida, e nós temos muito mais ideias para trazer de "Nostradamus", mas como uma referência musical, porque já faz seis anos desde que ele foi lançado - nunca é seis anos. Eu acho que faz seis anos, e três anos desde que nós estivemos na estrada. Nós estávamos simplesmente muito ansiosos para voltar totalmente para o "modo Priest clássico".

Quarenta anos depois, nós ainda fazemos o que nós consideramos como um pouco do que há de melhor no gênero dentro do estilo do Priest. Então, era aí que nossa atenção estava: em fazer um álbum que abarca tudo que você ama como um fã do Priest e também que você ama no metal clássico. Então, era isso. E também há está palavra: inflexível - vamos manter o álbum inflexível, não vamos dar para trás. Então, da abertura, a tempestade com trovões de "Dragonaut"; passando por todo caminho até o grito animado de "Battle Cry"; até a canção para acalmar, que chamar-se-á "Beginning of the End"; simplesmente não há intervalo. É excitante, eu acho que o álbum passa a fortíssima mensagem de que o Priest está de volta.

JACKIE: Em se tratando de composição, Priest fora uma colaboração entre você, Glenn e KK - agora é com Richie. O que é necessário para manter um relacionamento criativo sempre vibrante e florescente?

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HALFORD: Bem, qualquer banda é feita de ótimos instrumentistas, mas também de compositores e ao longo dos mais de 40 anos de história do Priest nós deixamos um rastro de heavy metal de canções que vieram de três caras se conhecendo, fazendo headbanging, trazendo novos riffs e dando vida ao metal. Eu sempre passei por isso com dois guitarristas comigo, e acho que o fato de nós termos duas guitarras envolvidas na composição fez o material do Priest ser único. Então, ter o Richie participando pela primeira vez nas composições do Judas Priest foi absolutamente mágico. Ele tem a atitude, as crenças e o amor certos que eram necessários para superar as adversidades e trazer contribuições incríveis.

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Tudo em "Redeemer of Souls" veio de Tipton, Halford e Faulkner e era realmente excitante estar no estúdio enquanto as canções do álbum estavam sendo concebidas porque, bem, é literalmente isso que acontece. Você vai ao estúdio com nada e então no fim do dia você talvez tenha uma canção que vai existir por muito mais tempo do que você vai. Este é o poder do metal, o metal é eterno.

Então, Richie estava pronto. Ele se juntou ao Priest enquanto fazíamos a turnê "Epitaph" e esta foi nossa primeira vez para meio que viver a vida na estrada, estar na companhia um do outro, aprender mais um sobre o outro, em todos os níveis diferentes que você faz quando uma banda fica junta e começa a viajar de um lugar para outro. Ele levava um pouco de equipamento com ele, e estava sempre improvisando, você sabe, isso era entusiasmo genuíno da parte dele. Ele estava sempre tocando no seu quarto e nós na porta ao lado reagíamos a isso como "Cara, olha os riffs em que ele está pensando" e então colávamos nossas cabeças pela parede e ficávamos "Continue escrevendo, Richie, continue escrevendo."

Então, isso era apenas sua energia contagiante, mas acima e além de tudo, Richie Faulkner era um grande fã do Priest. Ele te dirá que cresceu escutando o Priest. Ele estava tocando a guitarra de todas as músicas do começo do Priest em frente a um espelho. Ele era perfeito para nós, foi realmente um milagre que nós conseguimos achar alguém que de seu calibre e integridade musical que seja um fã do Priest.

JACKIE: Rob, como você acha que sua performance vocal contribui para seu legado em geral?

HALFORD: Eu gostaria de pensar que, como um cantor de metal, eu tenho dado 100% de mim desde o primeiro dia e isso por causa de minha própria determinação e do encorajamento que recebo dos meus colegas de banda. Novamente, eu estou sempre pensando sobre os fãs. Uma ótima coisa sobre cantores de metal é que, especialmente se você tem longevidade, sua voz tende a mudar. Isso é uma característica física, como disse antes. Não é como um kit de bateria no qual você pode mudar as peles ou uma guitarra em que você pode trocar as cordas. Sua voz, sim, tende a soar um pouco diferente quando você tem a minha idade, com o respeito de como ela era quando você começou.

Dito isso, gostaria de sentir que toda a personalidade, toda a força, toda a entrega e toda a diversão que eu tenho como um cantor de metal ainda estão intactos. Eu fui muito incentivado pelo Glenn, que estava produzindo esse álbum junto com Mike Exeter. Porque nós temos sido uma família por tanto tempo, Glenn sabe exatamente quando me dar um empurrãozinho [risos] quando é preciso. Conseguiram algumas performances espetaculares de mim para "Redeemer of Souls". Estou feliz, você me conhece bem, Jackie, estou sempre reclamando acerca do fato de que eu gostaria de fazer mais do que fiz, pois este é o jeito como funciono, mas o consenso geral é de que o deus metal fez milagre novamente.

JACKIE: Com certeza. As pessoas ficaram loucas quando você lançou a faixa título deste novo álbum. Rob, qual é o seu papel e do Priest importante em manter o metal vivo?

Estou feliz que você trouxe este assunto, o fato de que ainda estamos vestindo a camisa do metal 40 anos depois é fora do comum. Nós carregamos algo como uma responsabilidade, também. Nós gostamos de pensar que nós temos constantemente feito o que consideramos o melhor no metal dentro do classic metal. Eu sempre digo do palco: "Todo mundo pronto para um pouco do estilo do Judas Priest de heavy metal?", porque é isso que nós sentimos que estamos fazendo. Mais que tudo, eu gosto de sentir que o compromisso genuíno e dedicação nossa está mais forte do que nunca.

Vamos encarar a realidade: não precisamos de fazer outro álbum. Nós fizemos dezesseis, temos centenas de canções. Mas você não pode parar o poder do metal, e se você é um compositor ou uma pessoa criativa como nós somos no Priest, coletivamente, por que apagar o fogo que está queimando? Se formos fazer algo, vamos é jogar querosene nele e ele explodiria ainda mais para "Redeemer of Souls".

E esse é outro atributo de que me orgulho no Priest, nós não estamos para moleza. Nós podemos até estar fora da cena fisicamente, por períodos de tempo, mas isso é porque estamos trabalhando duro, planejando nosso próximo ataque. Realmente tem sido um trabalho de amor, criar o álbum "Redeemer of Souls". Para provar a nós mesmos que nós ainda podemos fazer isso, e eu estou certo de que nossos fãs querem vê-lo e ouvi-lo também. Nós amamos sair e tocar todos os clássicos do Priest, "Breaking the Law", "Living after Midnight", "Another Thing Coming", "The Hellion", "Electric Eye", "Beyond the Realms of Death", todas essas músicas e muitas outras. Mas nós estamos igualmente excitados, agora que há uma oportunidade chegando para nós mostrarmos algumas dessas novas canções, e o mesmo pensamos sobre sair em turnê mais uma vez.




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Sobre Maria Clara Madureira

20 anos, guitarrista, colecionadora de Angra.

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