Doors: Krieger gostaria que The End fosse tocada em seu funeral
Por Daniel Brasil
Fonte: Classic Rock Magazine
Postado em 26 de fevereiro de 2014
Entrevista: Paul Henderson
Como guitarrista da lendária banda The Doors, Robbie Krieger pode vislumbrar seu passado e analisar o extenso catálogo musical gravado por ele que inclui canções clássicas, como: Light My Fire, Hello, I Love You, Riders On The Storm, Break On Through, entre outras.
Assim como os álbuns de Hendrix, The Beatles e outros realmente consagrados, os trabalhos do The Doors, gravados no final da década de 60 e início de 70, como o primeiro, Waiting For The Sun, Morrison Hotel e o divisor de águas, LA Woman, permanecem, anualmente, vendendo em larga escala, à mesma medida em que são redescobertos por cada nova geração.
Parte da sólida identidade desses álbuns do The Doors reside no distinto e elegante estilo de Robbie Krieger tocar guitarra, ao mesclar-se no colorido pano de fundo musical, ou adicionar floreios no estilo flamenco (Spanish Caravan), pontuação de acordes jazzísticos (Riders On The Storm) ou deixar fluir um solo (LA Woman).
Qual foi a melhor decisão que você tomou em sua carreira?
Provavelmente abandonar a faculdade para integrar o The Doors. Não sei qual seria meu futuro, mas eu parecia um desorientado naquela época. Minha família ficou sabendo tempos depois e, até então eles pensavam que eu ainda estava frequentando a escola.

O que você gostaria de ter oportunidade de voltar atrás e mudar em sua carreira?
Deixe-me ver… não, eu não penso que realmente haja algo que eu mudaria. Eu não posso me queixar do que ocorreu, sabe?
Qual foi a coisa mais ridícula que você já pediu em uma lista de exigências de show?
Acredite ou não, na década de 60 nós não tinhamos tour riders. Recentemente, sempre tem que haver 10 ou 12 barras de chocolate Hershey vermelho para mim.
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Provavelmente na época do The Doors quando tínhamos alguns empresários que tentavam colocar Jim contra nós três e buscavam outros artistas do meio para tocar com ele. Esses caras não duravam muito. E Jim realmente odiava esse tipo de coisa. Para ele a banda eramos nós, os quatro caras juntos, não havia espaço para Jim Morrison & The Doors.
Qual música, de preferência uma preferida sua que você nunca mais quer ouvir?
Oh, Senhor. Er… Bem, eu não posso dizer isso sobre uma de nossas canções, eu gosto de continuar tocando todas elas. De outro artista... Stairway To Heaven. Mas não me interprete errado, Eu curto Stairway To Heaven, mas quando você escuta uma canção seguidamente, especialmente uma que você curta, isso pode aniquilar com a mágica dela.

Quantas groupies dormiram com você em sua carreira – 10, 20, 50…?
Isto é informação particular! Oh, ok, Eu diria que menos de uma centena.
O que você gostaria de ter feito em sua vida se você não tivesse se tornado um músico?
Provavelmente eu teria sido um artista – pintura. Eu não sei se eu ganharia a vida fazendo isso. É difícil, você sabe. É complicado ser um artista. Além de você ser um artista, você também precisa saber se autopromover comercialmente. (Para saber mais e conhecer algumas das obras de arte dele, acesse www.robbiekrieger.com)
Qual é o pior aspecto de fazer o que você faz?
Provavelmente que as coisas são imprevisíveis. Eu tenho sido sortudo, porque até recentemente o The Doors segue firme, de uma forma ou de outra. Mas eu vejo tantos amigos meus que são músicos de estúdio, e suas vidas inteiras são cheias de altos e baixos. Ou alguém inventa uma bateria eletrônica, e todos estes bateristas de estúdio perdem o emprego. Ou você está velho demais porque tem mais de 25 anos, e você não pode ser preso.

Você acha que grandes músicos nascem, ou são feitos?
Eu acho ambas as coisas. Eu penso que um monte deles já nascem – como, obviamente, Mozart deve ter nascido desta maneira e ter tido capacidade para escrever coisas com oito anos de idade. Eu quero dizer, ele deve ter sido um músico em sua encarnação passada. Mas outros, como eu por exemplo, tive que trabalhar muito duro para me tornar bom com a guitarra. E isso me tomou bastante tempo. Mas eu acredito que tenha uma afinidade com a guitarra também.
Você teria vendido sua alma ao diabo se os termos fossem justos?
Bem, eu gostaria de dizer que não, porém eu não saberia até que tivesse ocorrido.
Devido a crescente importância da imagem, se com o passar dos anos você precisasse usar uma peruca, você a utilizaria para ajudar em sua carreira?
Não, embora eu possa fazer um transplante capilar, eu não suportaria o fato de colocar e tirar uma peruca. Ou uma peruca voando com o vento.

O que encontramos na seção de ‘hobbies e interesses’ do seu Curriculum Vitae?
Como eu antes mencionei, pintura e também jogar golf. No momento eu estou pensando em aprender como soprar vidro. Também sou hábil com ferramentas em volta de casa, consertando coisas. E eu tenho alguns carros antigos, um destes é um Chevy Nomad que eu adquiri por volta de 20 ou 30 anos. Eu não escuto muita música. Estou meio desanimado com a cena musical. É bem ruim agora. A culpa não é das bandas, ou algo do gênero. É o que ocorre com toda a indústria do entretenimento.
Quais objetivos, musicalmente e fora da música, você ainda gostaria de realizar?
Musicalmente, amaria poder chegar ao ponto em que eu consiga tocar tudo o que está em minha mente, sem ficar pensando sobre isso. Essa é a sua maestria musical. Fora da música eu realmente aprecio golf, então eu adoraria ter habilidade para jogar golf em nível profissional. Minha pontuação está em torno de oito agora.
Qual canção ou peça musical você gostaria que fosse tocada em seu funeral?
Cara, Eu nunca pensei sobre isso. Er... provavelmente The End.
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