Chains: em São Paulo, um grunge com metal que dá samba!

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Por Thiago El Cid Cardim, Fonte: Observatório Nerd
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"Get ready to be chained" é o mantra de um quarteto paulistano que está tentando encontrar seu lugar ao sol. Atendendo pela alcunha de Chains, a banda classifica a si mesma como sendo um grupo que faz "metal alternativo" - aquela música pesada que conversa com outros gêneros, em especial com o grunge de Seattle. Formado por Giovanny Gava (vocal/guitarra), Daniel Gava (guitarra), Marcos Freitas (baixo) e Leonardo Possani (bateria), o Chains tem se apresentado freqüentemente na noite de São Paulo e tentado dar a cara em uma série de festivais, sem preconceitos, gerando comentários positivos nas redes sociais.

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Trocamos uma rápida ideia com os caras, que falaram um pouco sobre o seu trabalho e sobre a gravação do primeiro CD, gravado e lançado de maneira totalmente independente, na raça, que contou com a produção experiente de Thiago Oliveira, guitarrista do Seventh Seal.

A primeira questão é óbvia, mas serve para apresentar a banda: falem um pouco das influências de vocês. Que bandas/sonoridades correm no DNA do Chains?

Giovanny: De integrante para integrante, as influências variam bastante entre o metal, o grunge e até o hard rock, o que torna uma batalha escolher os nossos covers. Muita gente associa com Alice in Chains, Pearl Jam ou até Metallica, que nós adoramos, mas no final, o "post-grunge" que incluiu elementos de metal mais moderno em bandas como Godsmack, Staind e Cold, foram as influências que mais pesaram no som final do Chains.

Um pouquinho de história, agora. Como foi que a banda surgiu e como chegou na formação atualmente em atividade?

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Daniel: O Chains começou em 2004, quando o Giovanny (Vocais / Guitarra Solo), o Marcos (Baixo) e eu começamos a tocar de brincadeira, nada de ensaios programados nem nada. Então surgiu a primeira versão de 'Experiences', acho que foi quando tomamos gosto pela coisa e começamos a colocar mais empenho dali pra frente. Mas apenas em 2011 começamos a fazer ensaios constantes, nisso as músicas já foram tomando uma forma mais completa, mas mesmo assim até esse ponto ainda não tínhamos um baterista. Foi só no final de 2012 que convidamos o Leonardo para tocar com a gente, e ele se encaixou perfeitamente no estilo que o Chains queria seguir.

Vocês descrevem a si mesmos como sendo uma banda de "metal alternativo", mas tem uma pitada de grunge no som de vocês, certo? Quem curte heavy metal tem alguma proximidade com o grunge? Esta mistura dá samba? :)

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Leonardo: Dá um belo samba com 2 guitarras, baixo e bateria! A proximidade com o grunge hoje em dia é inevitável. Foi um movimento muito forte, ainda atinge todos que gostam mesmo de rock 'n roll. Pode não se gostar muito do grunge em si, mas querendo ou não, sempre haverá uma proximidade, coisa que nós temos muito. Essa mistura do grunge com o metal é algo extraordinário, podendo alternar os estilos até mesmo em uma única música e acaba criando uma vertente bem interessante.

E como foi o processo de composição do primeiro CD? Vocês tiveram um produtor conhecido de quem curte metal no Brasil, não é?

Marcos: A composição do primeiro CD foi um processo de anos e anos. Como o Daniel comentou, falando da nossa história, a gente tocou sem muita pretensão por muito tempo, e desse período saíram pelo menos cinco músicas que estão nesse CD. Em 2011, quando resolvemos deixar os ensaios mais constantes, começamos a fechar as músicas que já tinhamos, assim como iniciar o processo de montagem das outras que entraram no disco.

Nosso produtor foi o Thiago Oliveira, guitarrista do Seventh Seal. O processo de gravação, que levou o ano de 2012 inteiro, teve bastante paciência e visão dele para acertarmos linhas de vocal, baixo, guitarra e etc. Acho que o resultado final ficou bem legal!

Podem falar um pouco sobre o segundo CD? O que estão planejando, podem nos contar algumas novidades?

Giovanny: O segundo CD já está bem adiantado em sua pré-produção, temos demos gravadas de quase todas as músicas e agora começamos a testá-las nos ensaios. A idéia é treinar bem para começar a gravar no ano que vem.

Para uma banda independente, vocês acreditam que a internet é uma ponte de acesso fundamental - ou mesmo para quem não está ligado a uma grande gravadora, ela pode representar perigo por conta da pirataria?

Daniel: A internet está sendo nosso principal meio de divulgação, a ideia é fazer nossa música aparecer o máximo possível e alcançar o maior número de pessoas.

É muito bom ver a coisa toda se espalhando, você recebendo uma resposta sobre seu trabalho tão rapidamente, pelos elogios, críticas, dicas, é um meio muito rápido de fazer as coisas acontecerem, é um canal direto da sua música com o público.

Já que falamos de gravadoras e internet: diante de um mercado musical que mudou tanto nos últimos anos, como vocês pretendem gerir a carreira de vocês? Pensam em procurar um esquema mais tradicional ou quem sabe buscar algo mais híbrido...

Marcos: A venda e disponibilidade de conteúdo online é uma realidade e a gente tem que aprender a viver com essa facilidade de divulgação do nosso material. A gente pretende se manter em um processo mais híbrido de venda e disponibilização do nosso conteúdo, mas acho que o foco maior será mesmo a internet. Ainda assim, é uma coisa que não temos tão claro na nossa cabeça como vamos trabalhar, pois estamos abertos a conversar com gravadoras que tenham interesse no nosso som, tentando sempre manter o controle sobre nossa música.

Quais são os próximos passos de vocês? Para onde o Chains quer ir, onde vocês querem chegar nos próximos anos?

Leonardo: De imediato o próximo passo é nosso segundo álbum, e com isso ganhar mais um espaço na área musical. Nossa meta é chegar a nos tornar inspiração, assim como grandes músicos fizeram com a gente, tanto com influência musical quanto a ideologia apresentada, o fato de evoluir musicalmente e pessoalmente. Somos realmente felizes quando vemos que com a nossa música podemos atingir a nós mesmos, porque quando você não vê amor no seu trabalho fica mais difícil atingir os outros, e vendo as pessoas cantando nossas músicas nos shows é um sentimento inexplicável.

Para finalizar, deixem uma mensagem para os leitores. Pode ser um convite para que eles conheçam o som do Chains - onde eles podem ouvir vocês? ;)

Chains: Bom, primeiro gostaríamos de agradecer MUITO a todo mundo que tem apoiado a banda até agora, desde os compartilhamentos nas redes sociais, divulgando o cd, e claro, comparecendo em cada um dos shows. O Chains está apenas começando e vai ficar cada vez melhor com a ajuda de vocês!

E para quem está lendo sobre a gente pela primeira vez e está a procura de um som honesto, que tenha a ver com as influências que nós citamos acima. É só entrar na nossa página no Facebook, conferir as músicas no Youtube,iTunes, SoundCloud, rdio e Get Ready to be Chained!




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Sobre Thiago El Cid Cardim

Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema, séries de TV e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração, marvete de carteirinha. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Iron Maiden, Judas Priest, Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Kamelot, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Ultraje a Rigor, Camisa de Vênus, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no www.observatorionerd.com.br e no www.twitter.com/thiagocardim.

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