HellArise: menos "falação" e mais atitude, entrevista com a banda
Por Gabriel Dias da Silva
Fonte: Liberdade ao Rock
Postado em 02 de novembro de 2013
HellArise é uma banda paulista que teve origem em 2009 agregando todas as diferentes influências de suas integrantes resultando em um som agressivo e variado, que passa pelo Heavy, Thrash e Death Metal. A banda atualmente formada por Flávia Mornietári – Vocal, Mirella Max – Guitarra, Kito Vallim – Baixo, Felippe Max – Bateria, lança no dia 31 de Outubro seu novo EP com o título de ‘Functional Disorder’ o trabalho, gravado no estúdio Pedrada, contará com cinco músicas. O Movimento de Iniciativa Cultural Liberdade ao Rock realizou em parceria com a própria banda uma web-entrevista com a vocalista Flávia Morniëtári e a guitarrista Mirella Max.
Liberdade - De 2009 até aqui, houve muita rotatividade na formação da banda, como estão atualmente?
Mirella - Dessa vez resolvemos levar essa fase de integração de novos membros de uma forma mais cautelosa. Os meninos passaram por um período de "integração" e adaptação à banda muito maior do que com membros anteriores. Dessa vez queríamos ter certeza que a pessoa que entrasse na banda não fosse sair depois de 6 meses, e que realmente se encaixasse no nosso perfil. Isso resultou numa banda muito mais unida e coesa.
Liberdade - Quais são as principais influências da banda?
Flávia - Temos um leque bem grande de influências musicais, e tentamos tirar proveito de toda essa diversidade pra fazer as nossas músicas.
Mirella - Temos influência de tanta banda que fica difícil citar só algumas. Mas a coisa varia desde o metal extremo até europop. Death, black, thrash, goth, crossover e muitos outros tipos de metal nos influenciam, mas acho que o negócio é música boa, no geral. Não importa muito o gênero.
Liberdade - Como rolou a produção da demo gravada em 2010?
Mirella - De forma muito improvisada! (risos)
Flávia - Queríamos ter um registro do que havíamos feito, só que ao mesmo tempo não tínhamos tanto dinheiro pra gastar com uma produção mais profissional (até por se tratar de uma demo, de um experimento). Então eu me lembrei do Murai, amigo do meu irmão e que estava trabalhando com produção musical. Resolvemos gravar com ele pelo "custo x benefício" na época. E apesar da forma meio improvisada (foi tudo gravado no quarto dele e usando uma caixa de sapato como isolante acústico pra voz), gostamos bastante do produto final.
Liberdade - Como anda a produção do primeiro álbum?
Flávia - Bom, no momento estamos 100% focados no lançamento do EP, mas já temos muitas ideias (algumas mais desenvolvidas, outras menos). Na verdade a sonoridade do futuro full length ainda é desconhecida até mesmo para nós, pois só agora acertamos a formação e certamente os membros mais novos trarão elementos diferentes para as músicas. Só posso adiantar que será pesado. (risos)
Liberdade - Flávia, como foi ser selecionada como um dos destaques no vídeo ‘The Female Vocalists of Extreme Music’ em sua 28a. edição?
Flávia - Foi uma surpresa! Achei muito interessante a iniciativa e acabei conhecendo várias bandas legais por causa desse vídeo. É muito bom ver que a banda está tendo um certo reconhecimento.
Liberdade - Como foi a sensação de ser uma das atrações da coletânea ‘Upcoming Hell’ organizada e lançada pela Hell Divine?
Mirella - A Hell Divine é um veículo que sempre apoiou bastante às bandas nacionais e é uma honra fazer parte da coletânea. Só temos a agradecer a equipe da revista pela força!
Liberdade - Como a banda vê a realidade da cena nacional underground?
Mirella - Muita gente reclamona que faz nada ou muito pouco para mudar as coisas de que tanto reclama. Tem muita banda boa, e também bandas ruins. Em termos de qualidade, não perdemos nada para as produções gringas. Falta apoio à "cena", mas isso não se restringe ao público - vejo muita gente de banda que nunca vai aos eventos underground e cobram presença nos próprios shows. Tem coisas boas, tem coisas ruins. E ao contrário do que muita gente diz, dá sim pra ter reconhecimento, basta as bandas terem material de qualidade e saberem divulgar bem o trabalho. Acho que precisa de menos "falação" e mais atitude. Parem de reclamar e vão fazer música, que é o que importa!
Liberdade - O que você deixaria como incentivo para a galera que esta também nesta luta?
Flávia - Tenha paciência... muita paciência. (risos) As coisas não acontecem do dia pra noite. É necessário esforço, dedicação e estudo (e isso é muito importante). Música tem a ver com sentimento e expressão, então tenha uma banda porque você gosta de fazer música, e não pra ser popular. Faça o que VOCÊ gosta, e não o que você acha que os outros vão gostar.
Sobre o EP "Functional Disorder"
HellArise - "Functional Disorder é sobre muita coisa: o excesso de informação, deveres, regras, pressão social, etc; é sobre essa confusão toda em que vivemos – a qual insistem em nos falar que é normal; e, finalmente, é sobre ordem e caos, em suas definições sociológicas, onde "ordem" não é necessariamente algo positivo, assim como "caos" não é sempre negativo."
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