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Vandroya: o novo Power Metal nacional - entrevista com a banda

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Por Vicente Reckziegel, Fonte: Witheverytearadream
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A banda Vandroya não é exatamente uma novata no meio musical, visto os mais de 10 anos de existência, mas não é errado dizer que a trajetória pra valer da banda começou este ano com o ótimo disco "One", que tem colhido resenhas extremamente positivas pelo Brasil e até mesmo em outros países. Daisa Munhoz (Vocal), Marco Lambert (Guitarra), Rodolfo Pagotto (Guitarra), Giovanni Perlati (Baixo) e Otávio Nuñez (Bateria) fizeram um ótimo trabalho, mostrando que o Brasil continua a revelar músicos e bandas de grande competência. Aqui Daisa e Marco falam sobre a carreira da banda, o disco e tudo que tem acontecido com a Vandroya...

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Vicente - A banda fez algum tempo atrás o primeiro show da turnê do disco "One", em Santo André. Qual foi a sensação que sentiram ao pisar no palco?

Marco Lambert: Acho que cada show provoca uma sensação diferente, mas esse teve uma sensação muito particular, pois além de ser o nosso primeiro após o lançamento de "One", foi à reestréia dessa formação, que estava separada dos palcos a 5 anos. O show foi dia 31 de março, e com certeza vai ficar marcado para sempre pra nós, pois não tem como descrever a sensação de ver o publico cantando suas músicas, sem contar todo o carinho do publico e da organização do evento, só temos o que agradecer.

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Vicente - Sobre o ótimo álbum "One". Como foi a gravação e a composição do mesmo?

Daísa Munhoz: as músicas desse disco existem há muitos anos, estavam engavetadas esperando para serem gravadas. Portanto, a gente conhecia muito bem todas elas, ficando mais fácil pra aparar as arestas e criar novos arranjos. Quando entramos em estúdio, tudo estava resolvido e gravamos tudo muito rápido, não perdemos tempo.

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Vicente - O disco tem recebido resenhas e comentários extremamente positivos, mas principalmente um grande retorno dos fãs, que é o principal de tudo, correto?

Marco Lambert: Acho que tanto as resenhas quanto o retorno dos fãs são importantes, principalmente pra nós que basicamente estamos iniciando nossa carreira. As duas coisas andam juntas, pois acredito que adquirimos mais fãs em virtude de boas resenhas e bons comentários vindos da imprensa. A verdade é que tudo o que está acontecendo conosco não era esperado, mas estamos muito felizes com tudo isso.

Vicente - A Vandroya aposta firme em um som que mescla o Power Metal com o progressivo, estilo que tem sido deixado um pouco de lado no Brasil, que mesmo tendo grandes nomes no gênero, tem dado atenção ultimamente a uma música mais extrema. Isso em momento algum trouxe alguma preocupação na banda ao seguir este caminho?

Marco Lambert: Eu posso estar muito errado, mas acho que a música extrema sempre teve mais atenção e espaço aqui no Brasil. Talvez isso seja mais evidente hoje em dia pela velocidade de informação. Mas acredito que de forma alguma o fato do metal extremo ter mais atenção deveria nos preocupar, simplesmente porque crescemos escutando Power Metal e Progressivo, e essa é a nossa verdade. Quando se faz música, ela deve ser feita com verdade, não importa qual seja o estilo, tanto faz se você toca música extrema, hard rock, power metal ou punk, se for de verdade, você não tem com o que se preocupar.

Vicente - Quais foram realmente os principais motivos para a demora de quase 8 anos entre o lançamento do EP "Within Shadows" para o lançamento de "One"?

Daísa Munhoz: a banda existe desde 2001 e quando começamos não tínhamos a menor intenção de compor e gravar um disco nosso: éramos simplesmente uma banda cover. Mas as composições foram acontecendo naturalmente e foi assim que resolvemos gravar um EP. Porém, não tivemos forças pra levar a banda adiante por falta de dinheiro e de maturidade. Tivemos muitas mudanças na formação, muitos recomeços, e isso nos fez perder o foco e a vontade. A maturidade veio só agora e pensamos que seria uma pena deixar essas músicas engavetadas. Decidimos dar um passo de cada vez e ver no que dava.

Vicente - Conte-nos como foi a gravação do vídeo para a música "Why Should We Say Goodbye?". E qual a razão principal da escolha desta música em particular?

Daísa Munhoz: Não foi nossa primeira escolha, pra dizer a verdade. Mas no decorrer nas coisas, a gente percebeu que tinha que ser ela. É nossa música mais conhecida desde a época do nosso EP. É uma balada romântica que agrada ate mesmo quem não gosta de heavy metal. Quanto à gravação, a idéia é que fosse o mais simples possível, ja que nosso orçamento não permitia extravagâncias. Gravamos tudo em um único dia de muito trabalho e o resultado foi melhor do que o esperado.

Vicente - E quais são os planos a curto e longo prazo da banda?

Daísa Munhoz: Muito trabalho. Queremos fazer a maior quantidade de shows que pudermos em 2013 para em 2014 entrarmos de cabeça na composição de nosso próximo álbum.

Marco Lambert: Já a longo prazo, acho que o principal é focar nosso trabalho e tentar consolidar cada vez mais o nome da Vandroya aqui no Brasil e no exterior.

Vicente - Para quem não sabe, Vandroya tem uma ligação toda especial com o grande projeto do Heleno Vale, Soulspell. Como foi participar e se isso trouxe alguma influência na gravação do disco, visto que a própria música "Change the Tide" consta nos dois registros?

Daísa Munhoz: A minha ligação com o projeto é gigante e vai além de somente ter minha voz nos discos, o Heleno é meu amigo e eu também ajudo com as guias e linhas vocais que passamos para os vocalistas convidados. Além disso, o Rodolfo Pagotto e Marco Lambert foram responsáveis por alguns arranjos dos Act II e III. A experiência com as sessões de gravação da Soulspell trouxe muito ânimo para que a gente conseguisse por em pratica a vontade de gravar as músicas da Vandroya. Quanto à Change The Tide, foi uma parceria entre Vandroya e Soulspell que deu muito certo: é uma das músicas mais citadas e elogiadas em resenhas de ambos os discos no mundo todo.

Vicente - O cenário nacional vive um período conturbado, com algumas trocas de "farpas" e críticas via imprensa. Vocês consideram que a cena nacional realmente piorou, ou tudo é uma questão de ponto de vista, de fazer um trabalho sério e o mais profissional possível?

Marco Lambert: Eu sinceramente acho que a cena nunca foi fácil, e acredito que nunca será. Mas eu acho que não resolve ficar reclamando, ou apenas falando. As bandas têm que fazer a sua parte, gravar seus discos e fazer bons shows. Assim como as casas devem oferecer boas condições para que as bandas possam se apresentar de forma digna no mínimo, e o público tenha o mínimo de conforto. E por fim o público prestigiar os shows, comprar cds e camisetas das bandas brasileiras. Eu particularmente acho essa "troca de farpas", principalmente via imprensa, um puta pé no saco, desnecessário.

Vicente - Qual a sua maior influência, aquele que o levou a querer ser um músico profissional?

Daísa Munhoz: Tanta gente e tantos fatos são importantes que eu não conseguiria citar um só. Mas tenho plena certeza que o fato de meus pais serem músicos e de a nossa casa viver cheia de músicos maravilhosos, ensaios e jam, me influenciou muito. Foi um privilegio crescer naquela casa.

Vicente - Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Angra:
Daísa Munhoz: nunca foi referência pra mim, mas reconheço e respeito sua importância.
Marco Lambert: Uma das maiores bandas brasileiras, referência no mundo todo, devemos muito ao Angra, sou fã.

Helloween:
Marco Lambert: Foi a primeira banda de Power Metal que eu ouvi na vida, de cara me chamou a atenção, acho que é uma das maiores no estilo.
Daísa Munhoz: faço das palavras de Marco as minhas.

Dream Theater:
Daísa Munhoz: genial!
Marco Lambert: Na minha opinião a maior e melhor banda da atualidade.

Sonata Arctica:
Daísa Munhoz: nunca vou esquecer o lançamento de Eclíptica, disco fantástico.
Marco Lambert: Eu gostava muito dessa banda, mas acho se perderam no meio do caminho, mudaram drasticamente de estilo.

Kamelot:
Daísa Munhoz: Não conheço o suficiente pra dar opinião.
Marco Lambert: Conheço muito pouco, mas gostei do que eu ouvi, dizem que temos um som meio parecido, eu não concordo.

Vicente - Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da Vandroya e apostam no Metal nacional.

Marco Lambert: Eu quero agradecer a oportunidade de falar com vocês, agradecer o carinho do público e também da imprensa, muito obrigado.

Daísa Munhoz: sim, só nos resta agradecer pelo carinho e respeito com que a imprensa brasileira tem tratado nosso trabalho. Quanto aos fãs, só posso dizer que esses não param de nos surpreender e que somos muito gratos por tudo o que recebemos deles!


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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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