Udo Dirkschneider: falando sobre a saída de Stefan Kaufmanns

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Por Daniela Gravina Matielo, Fonte: Powerline, Tradução
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Patrick Prince, da revista Powerline, recentemente realizou uma entrevista com Udo Dirkschnederi, ex-vocalista do Accept e atual do U.D.O. Seguem trechos da conversa:

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Powerline: O último álbum "Rev-Raptor" foi tido como um
som moderno. Como você compara "Steelhammer" a este álbum?

Dirkschneider: Let's say it this way, I don't want to say anything bad against Stefan [Kaufmann, former U.D.O. guitarist and producer], you know, but for me the "Rev-Raptor" album was a little bit cold. But Stefan was really much into computers. So, what I did now is have musicians facing us in the studio, using real amps, cabinets, drums, everything. It's a more live feeling and I think you can hear that humans are playing the songs. And I think that's the difference between "Rev-Raptor" and "Steelhammer".

Dirkschneider: Vamos dizer assim: não quero falar nada ruim sobre o Stefan (Kaufmann, ex-guitarrista e ex-produtor do U.D.O.), sabe, mas para mim o álbum "Rev-Raptor" foi um pouco frio. Então o que fiz agora foi ter músicos de frente para nós no estúdio, usando amplificadores de verdade, caixas acústicas, bateria, tudo. É um sentimento mais vivo e acho que dá para ouvir que são humanos tocando as músicas. Acho que essa é a diferença entre "Rev-Raptor" e "Steelhammer".

Powerline: E, Udo, como está o Stefan?


Dirkschneider: Acho que ele está produzindo uma banda da Suíça. E acho que depois que ele saiu do U.D.O., ele teve problemas com as costas de novo, mas as coisas estão mais fáceis para ele agora e acho que ele só vai trabalhar em seu estúdio. Até onde eu sei, está tudo bem. Acho que em julho vamos jantar juntos e então conversar, talvez sobre o futuro. Quer dizer, somos muito receptivos. Eu digo para o Stefan "Ok, se você quiser escrever músicas para o U.D.O. ou quiser voltar a ser o produtor, as portas estão abertas", sabe. Vamos ver o que ele vai fazer no futuro. Quando fizemos o álbum "Rev-Raptor", tivemos que parar por três meses. Ele não conseguia se mexer. Foi uma coisa muito ruim. Nós já começamos a pensar que talvez seria melhor ele parar de ir nas turnês com a gente. Ele disse não e ficou melhor depois de um tempo, mas então o problema maior veio na turnê. Ele tinha que tomar remédios muito pesados. Dá para matar um elefante com eles, sabe, e ele não conseguia se mexer no palco. Ele sempre teve muita dor, eu sei disso. Ele não estava demostrando, mas quando você passa muito tempo com uma pessoa, você sabe o que está acontecendo. Se você sempre está com dor, então você não está sempre de bom humor, sabe. Ele começou a gritar, estava sempre de mau humor, toda a atmosfera estava ficando ruim na banda e esse foi outro motivo. Então eu disse: "Depois da turnê do Rev-Raptor, Stefan, acho melhor a gente parar." E no fim ele me disse: "Você está certo."

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Powerline: Você acha que enquanto você vai envelhecendo, sair em turnês fica mais difícil?

Dirkschneider: Não. Para mim não. Eu me sinto bem. Para mim, não há problemas. Não tenho nenhum problema com a minha voz. Acho que tenho muita sorte. Não tenho problemas de saúde. Sempre fazemos shows com mais de duas horas aqui na Europa, quer dizer, não tem problema, faço cinco ou seis shows seguidos.

Powerline: Você ficou satisfeito com todas as recentes reedições dos álbuns do U.D.O. (Na América)?

Dirkschneider: Sim, quer dizer, foi importante, especialmente para os EUA. Nunca tivemos uma gravadora de verdade na América. Esse também foi um motivo de não termos saído em turnê nos EUA por um bom tempo. Não havia suporte, mas agora nossa gravadora alemã conseguiu uma distribuidora. Temos uma pessoa trabalhando para a gente nos EUA - administrador, gerente e etc, então agora é a hora de dizer, certo, vamos ver o que está acontecendo para o U.D.O. nos Estados Unidos. Então fizemos uma turnê pequena e deu tudo certo.

Powerline: Você deve ter um álbum preferido do U.D.O. ou um que você acha que é uma cápsula do tempo para você.

Dirkschneider: Tem um álbum que eu acho que foi muito importante para o U.D.O., definitivamente o "Faceless World". Foi a primeira vez que usamos teclado, mas de um jeito diferente. Outro álbum completamente diferente do "Faceless World" foi o "Timebomb", então... Mas acho que agora com o "Steelhammer"... Para mim, no momento, é um dos melhores álbuns do U.D.O. Acho que colocamos tudo junto neste álbum.




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