Nervochaos: Edu Lane fala sobre passado, presente e futuro

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Por Filipe Lima, Fonte: Over Metal Zine
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Após o retorno do Nervochaos ao Brasil fizemos contato com Edu Lane que prontamente nos atendeu e falou sobre diversos assuntos como a mini tour pela Europa e America do Sul, lançamento do DVD duplo e CD, além do Vinil de "to the Death e o início das gravações do novo álbum.

Entre um assunto e outro também abordamos questões relacionadas a cena underground brasileira, mudanças na estrutura da banda ao longo dos anos e muito mais.

Confira nesta entrevista que também teve a participação de Rafael Arízio na elaboração de algumas perguntas.

Boa leitura.

OVER METAL]>]> FILIPE LIMA (F.L.) / RAFAEL ARÍZIO (R.A.)

R.A. - PRIMEIRAMENTE OBRIGADO POR NOS ATENDER E CONCEDER ESTA ENTREVISTA AO OVER METAL.

Edu: Obrigado a você pelo espaço cedido a banda e pelo apoio!

R.A. - COMO FOI A ÚLTIMA TURNÊ REALIZADA EM ABRIL/MAIO PELA EUROPA E AMÉRICA DO SUL?

Edu: Na verdade, em Abril/Maio fizemos uma turnê pela Europa de três semanas. Foram 20 shows em 21 dias aonde fizemos grande parte deles ao lado do Headhunter DC e depois mais alguns junto com o Incantation (USA), Merciless (FRA) e Christ Agony (PL). Esta turnê foi fantástica pois aos poucos estamos conseguindo solidificar o nosso nome no mercado Europeu e aumentar a nossa base de faz. Além disso, poder sair em turnê ao lado de grandes bandas e de amigos é sempre muito gratificante. Antes disso, fizemos uma mini-tour pela Argentina, onde tocamos três shows e também foram muito foda. Os shows na Bolívia acabaram sendo postergados pela produção local.

F.L. - A BANDA SEMPRE DESTACA QUE O MAIS IMPORTANTE É ESTAR NA ESTRADA POIS É ISSO QUE FAZ UMA BANDA! AO QUE VOCÊS ATRIBUEM O RECONHECIMENTO OBTIDO PELO NERVOCHAOS E A CAPACIDADE DE FECHAR SUCESSIVAS AGENDAS DENTRO E FORA DO PAÍS?

Edu: De fato nós pensamos assim mesmo e acredito que o reconhecimento seja fruto de árduos anos de trabalho. Desde o inicio, em 96, nós sempre focamos em fazer shows/turnês e acho que com o tempo as coisas vão acontecendo, ou seja, um show chama outro show e talvez por isso tenhamos uma agenda tão cheia. Somos uma banda estradeira e as pessoas já sabem disso, além disso, nós também procuramos sempre viabilizar e facilitar ao Máximo para os produtores. Acho que tudo isso somado se chega onde estamos atualmente.

F.L. - BANDAS BRASILEIRAS QUANDO SAEM PARA TURNÊS FORA DO PAÍS NORMALMENTE PASSAM PELA PELOS PRINCIPAIS PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL E EUROPA - MAS NEM TODAS CONSEGUEM FECHAR TOUR PELO EUA - POR QUE DESSA DIFICULDADE?

Edu: No nosso caso a maior dificuldade que temos com os EUA é a emissão do visto para todos os integrantes da banda. Ainda não fizemos uma tour por la justamente por isso.

F.L. - PARA QUE AS BANDAS BRASILEIRAS ALCANCEM MAIOR RECONHECIMENTO FORA O QUE AINDA É NECESSÁRIO MUDAR INTERNA E EXTERNAMENTE?

Edu: Não posso falar pelas demais bandas, somente pelo NervoChaos. Eu acredito que estamos no caminho certo, mas é uma longa e tortuosa estrada que aos poucos vamos conseguindo trilhar. Nós não buscamos ser parte do 'mainstream' pois sabemos que somos eternamente underground. O sucesso para nós é poder continuar na ativa, fazendo shows/tours e lançando material. Somos uma banda idealista e trabalhamos forte e com muita dedicação pois acreditamos que o reconhecimento só vem desta forma.

F.L. - "TO THE DEATH" FOI O PRIMEIRO TRABALHO MIXADO E MASTERIZADO NO EXTERIOR (NO ALPHA OMEGA STUDIOS, EM MILÃO, NA ITÁLIA POR ALEX AZZALI). COMO ISSO SE DESENROLOU E A DIFERENÇA QUE A BANDA SENTIU EM RELAÇÃO AOS TRABALHOS ANTERIORES?

Edu: Conhecemos o Alex na tour Europeia que fizemos junto com o Ragnarok em 2011. Estabelecemos um forte laço de amizade e ficamos muito bem impressionados com a forma e a qualidade do trabalho dele. Quando terminamos as gravações resolvemos enviar o material para ele mixar e masterizar.

Acho que ficou excelente e estamos extremamente satisfeitos com o resultado final. A única coisa que mudaríamos é que da próxima vez queremos acompanhar de perto esse processo todo, como sempre fizemos nos lançamentos anteriores. Acredito que seja clara a evolução da banda se compararmos todos os nossos lançamentos.

F.L. - PARA UM PRÓXIMO TRABALHO O QUE PODE SER MELHORADO PARA DAR MAIS QUALIDADE AO RESULTADO FINAL?

Edu: Queremos ter mais tempo para compor o material e por isso já estamos trabalhando no material para o próximo CD. Além disso, queremos trazer o Alex para participar de todo o processo e não somente mixagem e masterização. Acho que com isso iremos conseguir mais qualidade e ainda melhores composições. A nossa intenção é superar o lançamento anterior, ou seja, o 'To The Death'.

R.A. - NO QUARREL IN HELL (2006) HOUVE PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS DE MEMBROS DO AVERSE SAFIRA, KRISIUN, NAPALM DEATH, INCANTATION, DARK FUNERAL E NO "TO THE DEATH" (2012) MAIS PARTICIPAÇÕES! RELEMBRE COMO SURGIU ESSA IDEIA E DE QUE FORMA OS CONVITES FORAM FEITOS – COMO TUDO SE DESENROLOU EM AMBOS OS CASOS?

Edu: Sempre procuramos fazer algo a mais para agradar os nossos fãs e também para tornar mais interessante à aquisição do CD físico ao invés dos downloads.

Tanto no 'Quarrel in Hell', como no 'To The Death', o processo foi similar. Ou seja, uma vez decidido que iríamos ter convidados, fizemos os convites para diversas pessoas.

Infelizmente nem todos que desejamos conseguimos devido a conflitos de agenda. Uma vez decididas as participações, nós escolhemos as músicas que acreditamos se identificarem mais com cada convidado. Dai enviamos a música para o convidado em questão, onde ele grava e nos envia de volta. Em alguns caso, o convidado esteve no estúdio conosco e o mesmo processo foi feito. No 'To The Death', acabamos tendo a participação da Cherry (Hellsakura), do Jao (Ratos de Porão), Zhema (Vulcano), Ralph Santolla (Deicide/ex-Obituary/ex-Death) e Antônio (Korzus). Em ambos os CDs ficamos bastante satisfeitos com o resultado final e é uma honra para nós poder contar com ilustres convidados.

F.L. - O CONTRATO COM A COGUMELO RECORDS AINDA SE MANTÉM - ESSE CONTRATO SE ESTENDE PARA O LANÇAMENTO DO PRÓXIMO ÁLBUM?

Edu: Originalmente fechamos o contrato somente para o 'To The Death'. As coisas tem caminhado muito bem e acredito que a Cogumelo está contente com a gente, pois recentemente fechamos um contrato para o nosso próximo CD, que será lançado no ano que vem.

F.L. - EM RELAÇÃO AO PRÓXIMO TRABALHO DE ESTÚDIO, PREVISTO PARA 2014, JÁ TEM ALGO INICIADO OU DATAS PRA COMEÇAR A TRABALHAR EM PROL DELE?

Edu: Sim, a nossa ideia é gravar esse CD no fim deste ano. Já estamos trabalhando nas novas músicas e ate o momento temos três faixas novas. Queremos repetir a formula de sair de São Paulo para gravar (como fizemos com o 'To The Death') mas desta vez acredito que iremos para Belo Horizonte.

F.L. - O QUE MUDOU COM O TEMPO E EXPERIÊNCIA NA FORMA DO NERVOCHAOS COMPOR SUAS MÚSICAS E UM NOVO TRABALHO?

Edu: Não acredito que houve grandes mudanças, o que aconteceu é que nós amadurecemos bastante e as mudanças de formação também influenciaram para inclusão de novos elementos a nossa música, mas sem deixar de ser fiel as nossas raízes e a nossa proposta inicial. Com o tempo você começa a perceber o que funciona melhor ao vivo, mas o nosso processo de composição e a forma de fazermos isso continua igual.

F.L. - O NERVOCHAOS SURGIU NA METADE DA DÉCADA DE 90 FASE EM QUE O HEAVY METAL E SUAS DIVERSAS VERTENTES INICIAVA UM CAMINHO E FASE MAIS EXPERIMENTAL, VÁRIOS ELEMENTOS ALTERNATIVOS SENDO INSERIDOS A MÚSICA EXTREMA, TRAZENDO DESCONTENTAMENTO PARA BOA PARTE DOS VELHOS BANGERS E FAZENDO NASCER UM NOVO PÚBLICO E NOVA GERAÇÃO DE FÃS. COMO A BANDA, QUE FAZ UM DEATH VISCERAL E TÉCNICO ENCAROU ISSO AO LONGO DO TEMPO - JÁ HOUVE MOMENTOS EM QUE VOCÊS TENHAM CONVERSADO E DEBATIDO SOBRE QUAL O CAMINHO A BANDA SEGUIRIA, SE ADOTARIAM NOVOS ELEMENTOS OU FARIA MUDANÇAS NA PROPOSTA MUSICAL AO GRAVAR UM NOVO TRABALHO?

Edu: Nós nunca nos prendemos a rótulos pré-estipulados e sempre navegamos livremente entre as diversas vertentes da música extrema. Jamais iremos trair as nossas raízes e/ou a nossa proposta inicial. Além disso, nunca nos preocupamos em agradar essa ou aquela tribo, sempre fizemos somente aquilo que gostamos, então os modismos que vão e vem nunca foram um problema para a banda. Já houve diálogos e debates internos sobre o assunto, mas aqueles que não concordaram ou mudaram a linha de pensamento acabaram saindo da banda. Temos uma identidade e isso será sempre preservado, a qualquer custo.

R.A. - ALÉM DE QUESTÕES PARTICULARES, O QUE GEROU AS VÁRIAS MUDANÇAS NA FORMAÇÃO DA BANDA?

Edu: Infelizmente as mudanças de formação muitas vezes são necessárias. Não é algo que desejo mas se começa a afetar o andamento e os negócios da banda faz-se necessário. Normalmente começa a haver uma falta de comprometimento com a banda decorrente de diversos fatores, mas os mais comuns são drogas, ego, grana ou namorada/esposa/família.

F.L. - COM A EXPERIÊNCIA QUE VOCÊS TÊM QUAL A AVALIAÇÃO QUE FAZEM DO ATUAL MOMENTO DA CENA BRASILEIRA?

Edu: Acho que a cena evoluiu bastante e hoje já temos diversos produtores pelo Brasil todo, diversas bandas excelente, selos e distribuidoras especializadas. O público também se faz presente cada vez mais. Claro que ainda há muitas coisas para melhorarem mas acredito estarmos no caminho certo.

Confira os trechos finais e relatos sobre novos lançamentos e futuro do Nervochaos no Over Metal Zine

http://overmetalezine.blogspot.com.br/2013/05/nervochaos-edu...

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Sobre Filipe Lima

Filipe Lima é um guitarrista, 30 anos, nascido em Barra Mansa-RJ, formado em Administração de Empresas. É apreciador de quase todas as vertentes do Rock e do Heavy Metal mundial, mas especificamente amante do Thrash e Death Metal. É também o criador e administrador do Over Metal Zine.

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