Deff Leppard: guitarrista fala sobre Vegas e indústria de discos
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 21 de fevereiro de 2013
Robert Cavuoto do Guitar International, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista do DEF LEPPARD, Phil Collen. Alguns trechos podem ser vistos abaixo:
Guitar International: Eu tenho que dizer que quando penso em residência em Vegas eu penso em Kenny Rogers e Dolly Parton. O que fez a banda decidir por esta residência?
Phil Collen: "Nós estamos tocando muitas das músicas de ‘Histeria’ por mais de 20 anos e sempre quisemos tocá-lo na íntegra. Nós pedimos aos produtores e à nossa agência para fazê-lo e eles disseram que ia ser legal, mas isso nunca aconteceu. Não mais que de repente a cena de Vegas começou a mudar, então quando nos pedimos para fazê-lo nós aceitamos de imediato. É diferente de fazer turnês, já que você tira a parte das viagens, mas é algo interessante."
Guitar International: Deve haver muitas vantagens pessoais para uma banda ficar em um só lugar e ter uma audiência indo até vocês. Qual a melhor delas?
Phil Collen: "Acho que a maior é o aspecto de viagens, que você não tem que lidar com aviões, transporte; é fácil deixar isso para trás. A parte legal disso é a audiência. Um dia você está em Kansas e é um público diferente do de Virgínia, na noite seguinte. O novo disso é tudo é ver como funciona para nós."
Guitar International: Imagino que sua plateia deve ser um misto de grandes fãs e pessoas de passagem por Vegas e ganharam um ingresso de brinde. Como você agrada todos com sua setlist?
Phil Collen: "Nós estamos fazendo o ‘Hysteria’ como um todo, em ordem. Nós planejamos fazer outras músicas, e cada noite fazer um show diferente. Nós também tocaremos algo baseado na vontade dos membros da banda. Saberei mais quando começarmos a ensaiar. Muito de ‘Hysteria’ é bem complicado de se cantar e tocar ao mesmo tempo. Deve ser interessante."
Guitar International: Muitas destas músicas foram escritas quando você estava em um diferente local de sua vida e carreira. O que mudou nestas músicas com o passar dos anos?
Phil Collen: "Nós fizemos várias regravações de ‘Histeria’ e tocávamos 7 músicas dele ao vivo. Quando você faz regravações você senta, escuta as guitarras e os vocais e diz: ‘Wow, nós estivemos fazendo isso errado.’ [...]. Quando fazemos as regravações tentamos fazê-las soar exatamente como os originais, mas fazendo isso você nota que algumas das notas e riffs não são o que pensávamos ser [risos]. [...]"
Guitar international: Há mais pressão agora, do que quando você lançava um CD nos anos 1980? Parece que você sempre vai ser comparado com seus primeiros álbuns?
Phil Collen: "Sim, mas tentamos não nos preocupar com estas coisas, porque não é realmente importante. A indústria mudou por completo e há somente duas companhias restantes. Além disso, o fato é que a maioria das pessoas não quer um LP. A verdade é que eles só baixam uma ou duas de suas músicas favoritas. Eu gosto de LPs, mas esta é a nova realidade. O legal é que você de fato pode escrever uma música e não ter que fazer um disco inteiro. Algumas vezes você tem músicas em um LP que são esquecidas, porque você obviamente se esforçou mais nas outras. Eu gosto de poder lançar duas ou três músicas com um real conteúdo nelas."
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