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Dennis Stratton: entrevista com ex-guitarrista do Maiden

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Por Vicente Reckziegel, Fonte: Witheverytearadream
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Dennis Stratton é mais conhecido pelo seu grande trabalho no primeiro e clássico disco Iron Maiden. Apesar de ter feito parte de ótimas bandas como o Lionheart e Praying Mantis, foi em músicas como Running Free, Remember Tomorrow, Phantom of the Opera e Iron Maiden que ele eternizou seu nome na música mundial. Tive a oportunidade de entrevistá-lo, onde mostrou muita simpatia em atender um pedido do Brasil, onde ainda não teve oportunidade de tocar. Aqui ele fala sobre toda sua carreira, inclusive sobre sua saída do Iron Maiden. Por ser uma entrevista um pouco diferente, enviada por áudio, resolvi compilar somente alguns dos melhores momentos, deixando a entrevista completa para audição (em inglês, obviamente).

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Antes que alguém reclame, não fiz uma transcrição precisa (falta tempo para isso), baseando-me mais no sentido geral das respostas do Stratton. É um relato bem interessante de um músico com mais de três década de atividade. Confiram....

Stratton: Uma das minhas melhores lembranças foi quando, em meados de 1976, a banda em que tocava, Remus Down Boulevard, assinou com a mesma companhia que empresariava o Status Quo e fizemos shows no Marquee, pela Europa, Escandinávia. Costumávamos tocar para duas, três mil pessoas, e no primeiro show como suporte do Status Quo, tocamos para cinquenta mil pessoas. Não consegui tocar até o final, pois minha mão tremia tanto. Uma grande lembrança para mim, pois foi um choque ter uma platéia tão grande.

Stratton: Claro, uma das maiores lembranças com o Iron Maiden foi o Reading Festival em 80. Foi brilhante.

Stratton: Tive muitos momentos ruins. Não consigo recordar um especifico, houve alguns pesadelos, shows ruins, mas escolher um é impossível. Houve tantos e provavelmente haverá mais no futuro (risos).

Stratton: Se eu imaginaria ainda estar na ativa hoje em dia? Na verdade, sim e não. Uma das melhores coisas nesse estilo de música são os fãs. A nova geração de fãs que continua de onde seus pais terminaram. Ainda estar envolvido com música após mais de trinta e cinco anos é simplesmente brilhante. Enquanto existirem os fãs, continuaremos a trabalhar, as bandas de Rock, de Heavy Metal, não há razão para parar.

Stratton: (com relação ao disco do Praying Mantis, The Journey Goes On). Foi uma pena, pois havia uma grande base de fãs da banda no Japão, mesmo com uma série de trocas de vocalistas durante 15 anos, mas houve problemas na época com a gravadora e a recessão no Japão. Na época do disco tínhamos dois vocalistas, já que não tínhamos um oficial no posto. E logo após o lançamento a gravadora lançou o the best do Praying Mantis.

Stratton: Já apareceu oportunidade de ir ao Brasil várias vezes, mas nunca se concretizou. Recebi emails daí, de promotores, mas nada realmente sólido, nenhum contrato.

Stratton: (Sobre a turnê com o primeiro vocalista do Judas Priest, Al Atkins) Al é ótimo, foi uma viagem estranha. Nunca havia conseguido ir para a América com o Praying Mantis, então resolvi ir por conta própria. Tocamos algumas músicas do Iron Maiden, alguns covers. Foi uma pena, pois após voltarmos para a Inglaterra Al me convidou para sua banda. O problema é que ainda estava trabalhando com o Praying Mantis. Uma pena, pois teria sido uma grande ideia.

Stratton: A saída do Iron Maiden é difícil de explicar. Basicamente o empresário da banda, Rod Smallwood, pensava que eu não estava na banda, não estava comprometido com ela. Eu estava, mas o que ele não entendia é que eu gostava de ouvir outros tipos de música, e ele não concordava com isso, dai vinham às discussões. Fiz o trabalho no Iron Maiden da melhor maneira possível, Steve estava feliz, mas você não pode controlar alguém por toda vida, tirar a liberdade de ouvir a música que gosta.

Stratton: Minha música favorita do álbum tem que ser Phantom of the Opera. Foi muito legal a gravação, as guitarras, parecidas com o Remus Down Boulevard, o Praying Mantis.

Stratton: Ainda mantenho contato com Clive (baterista) e com Steve. Ainda mantemos uma conexão, mais família do que apenas uma banda. Ele está nas Bahamas agora, nos falamos basicamente por telefone.

Stratton: Lionheart foi demais, tudo que sempre quis numa banda. Duas guitarras, três vocalistas brilhantes, as composições, as harmonias vocais e de guitarra, não havia um empresário dizendo que tipo de música você podia escutar. Foi um grande tempo. Uma pena que após voltarmos dos Eua concluída a gravação do álbum, havia possibilidades de grandes turnês, mas nada aconteceu. Esperamos para ver o que acontecia quando o álbum Hot Tonight saiu, mas não o promovemos, somente como apoio para o Def Leppard, Whitesnake... Foi uma pena...

Stratton: Como eu disse anteriormente, já fui convidado para ir ao Brasil, mas ainda não tive a oportunidade. Eu adoraria ir ao Brasil, fazer alguns shows, quem sabe aconteça, com um contrato onde saberemos que vamos tocar. Tenho vários fãs no Facebook do Brasil e América do Sul, acredite, eu adoraria tocar ai. Tudo que recebo no Facebook é ótimo, um povo muito agradável.

Áudio completo da entrevista :


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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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