Beyond the Grave: entrevista com a banda paulista de Thrash

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Por Vicente Reckziegel, Fonte: Witheverytearadream
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Hoje a entrevista é com esta banda paulista de Thrash Metal, formada em 2000. O Beyond the Grave tem em sua formação David Sampaio (Baixo e Vocal), Sérgio Araújo (Guitarra), Thiago Nogueira (Bateria), e Ivi Kardec (Guitarra), com quem fiz a entrevista. Com vocês, um pouco mais sobre o Beyond the Grave…

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Vicente - A banda já tem 12 anos de existência. Qual o balanço que fazem desse tempo de estrada?

Ivi Kardec: Isso mesmo são 12 anos na correria, conquistamos muitas coisas como tocar em outros estados, entrar em estúdio, fizemos muitas amizades na cena, mas ainda temos muito para aprender, pois todos nós sabemos como funciona a cena nacional, mas devagar nós vamos conquistando nosso espaço e reconhecimento. Tudo tem seu tempo.

Vicente - O primeiro disco completo de vocês, “The Terror Beyond”, foi lançado em Março de 2011. O resultado dele agradou vocês plenamente?

Ivi Kardec: Agradou sim, ficamos muito felizes com o resultado, foi um sonho de todos que se realizou e também graças a parceria que temos com a Kill Again Records de Brasília O segredo é tocar bastante em locais diferentes, outros estados, etc... Mostrar seu trabalho para quem não te conhece.

Vicente - E o retorno dos fãs foi o esperado?

Ivi Kardec: Não sabemos se temos muitos fãs (risos), mas temos muitos elogios de quem nos acompanha todo esse tempo, das redes sociais (internet) e até de quem não acreditava e tirava sarro de nossa cara quando falávamos que íamos gravar um álbum. “The Terror Beyond” foi muito bem recebido pela cena, e era isso que esperávamos de retorno.


Vicente - Antes, vocês lançaram um EP, uma Demo, e um Split com as bandas “Wardeath”, “Slaver” e “Serial Killer”. Por que levou tanto tempo para sair o disco completo?

Ivi Kardec: A demo “The Silence Of The Defeat” foi lançada em 2006, o Split Álbum foi um convite que recebemos, lançado em 2007 e o Ep “Let The Chaos Clean The World” foi lançado no fim de 2007. Em 2008 começamos a gravar o álbum, mas tivemos muitos problemas com tempo no estúdio, eles não tinham horários flexíveis para nós, então ao chegar no fim da gravação sentíamos que algo estava errado, a gravação estava muito ruim, e sempre pedíamos para arrumar, mas nunca ficava do jeito que a gente queria. Acabamos de gravar em agosto de 2009, pegamos o Back-Up da gravação e fomos para o estúdio que tínhamos gravado as Demos. Lá só reaproveitamos a bateria e o baixo, os demais tivemos que fazer de novo. Terminamos em outubro de 2009, foi quando entrei em contato com a Kill Again, o Rolldão analisou o material e se dispôs a lançar, que ainda demorou mais um ano, com toda a parte burocrática. Mas para nós valeu a pena à espera.

Vicente - O som do Beyond the Grave é aquele autêntico Thrash Metal, com vocais fortes e um pesado instrumental. Como vocês vêem o estilo hoje, após o “boom” que trouxe várias bandas de volta à ativa? Quais são as suas bandas preferidas nesse momento?

Ivi Kardec: Tentamos fazer o que está na nossa influência, o metal anda crescendo muito, muitas bandas voltando a ativa, vejo nisso algo bom para a cena, pois ajuda bastante quem já está em atividade, como nós e outras bandas mais antigas do estilo, afinal sabemos como é no Brasil o espaço para o estilo. Ouço bastante bandas como Pesticide, Toxic War, Retaliador, Exumados, Violator, mas também não podemos deixar os clássicos de fora como Slayer, Exodus, Destruction, etc.

Vicente - Como foi a gravação do clipe para a música “Shadow Killer”?

Ivi Kardec: Foi uma coisa muito difícil de fazer e ao mesmo tempo bem divertida, pois não tivemos o apoio de ninguém. Invadimos uma fabrica abandonada aqui na região, cortamos cadeados, cercas, entramos com o carro botamos o som para rolar e tocamos a mesma música umas 17 vezes em vários ângulos. O Alex que produziu o vídeo é um cara igual a nós, não tem muita frescura com as coisas, fez o papel dele e não é mercenário como muitos produtores ai que só pensam no lucro. Gostamos muito do resultado do vídeo, temos mais de 5 mil acessos no youtube, é pouco, mais para uma banda underground em um ano de lançamento do vídeo é um bom começo.

Vicente - Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

Ivi Kardec: Teve uma leve mudança, mas acredito que tem muito a melhorar, principalmente em realização de shows, o apoio é quase zero para você sair de sua região e ir tocar em outra. Muitos organizadores acreditam que estão fazendo um favor a você em chamar sua banda para tocar, e não sabem quais são os esforços e gastos com ensaios, gravações e para deslocar de um lugar para outro. Já em divulgação a internet ajuda muito, mas sabemos que a cultura do Brasil não é metal, rock, isso dificulta um pouco as coisas para uma boa divulgação na mídia, então praticamos o “DO IT YOURSELF”.

Vicente - Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Korzus: Guerreiros
Exodus: Lenda Viva
Slayer: Minha influência
Destruction: Mestres
Dorsal Atlântica: Respeito

Vicente - Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Beyond the Grave e também para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Ivi Kardec: Gostaria primeiramente de agradecer o espaço cedido! Para a galera que curte metal, os músicos pedem a valorização do trabalho, fazemos tudo com muita vontade e honra, não porque não temos outras atividades. Quem não conhece nosso trabalho só acessar as redes sociais:

http://www.facebook.com/Beyondthegravebr
http://myspace.com/beyondthegravethrash
http://www.youtube.com/user/BtgThrash

Valeu Galera.

Clipe “Shadow Killer”:

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Sobre Vicente Reckziegel

Servidor público, escritor, mas principalmente um apaixonado pelo Rock e Metal há pelo menos duas décadas. Mantêm o Blog Witheverytearadream desde Dezembro de 2007. Natural e ainda morador de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Estrela. Há muitos anos atrás tentou ser músico, mas notou que faltava algo simples: habilidade para tocar qualquer instrumento. Acredita na música feita no Brasil, e gosta de todos os gêneros, desde Rock clássico até Black Metal.

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